Capítulo duzentos e trinta e nove.

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Second season:two hundred and thirty-nine
Você é um babaca ★

— Você me adora, anã gótica — ele provocou, um sorriso zombeteiro nos lábios.

— Eu não sou anã, você é que é alto demais —  respondi, revirando os olhos.

— Claro, se você diz, — Victor ictor respondeu, ainda rindo. — Qual é o plano?"

— Ok, Jones. O plano é o seguinte: eu entro primeiro. Você cuida da retaguarda. Se algo der errado, não hesite. A gente sai na hora — Sussurrei, já me preparando para avançar.

— Não acredito que estou ouvindo isso — ele balançou a cabeça, claramente irritado. — Sevilla, a ideia de sermos cautelosos nunca passa pela sua cabeça?

— Já te disse: confia em mim — retruquei, minha voz firme.

— A questão não é confiar em você. É a gente ficar em perigo ou por tudo a perder.

— Você tem um plano melhor, 032? — Desafiei, levantando uma sobrancelha.

— Eu que sempre faço noventa por cento dos casos que você está comigo. Não começa — ele deu de ombros, se gabando.

— Quer um prêmio Nobel, cosplay de vândalo? — Zombei, mas a tensão estava crescendo.

— Estou apenas te lembrando — Ele respondeu, o tom de voz mais sério. Eu sabia que ele só queria me irritar.

Cruzei os braços e balancei a perna impacientemente, perdendo-me em pensamentos obscuros. Suspirei, tentando afastar a neblina que se formava em minha mente.

— O que foi, Sevilla? — Vctor indagou, sua voz agora mais suave, mas carregada de preocupação. — Você está pensativa há semanas, e hoje está quieta demais.

— Nada de novo. — Respondi, mas a resposta soou vazia até para mim.

— Claro, claro. Você nunca fica assim, mas está tudo normal, certo?

— Está tudo ótimo! — Esbravejei, bufei e senti a raiva crescer dentro de mim. —ó pra você saber e... — Fui interrompida pela frieza na sua voz.

— Não me importo. Não vou me meter na sua vida. Só perguntei porque você está atrapalhando o caso.

— Ótimo! Agora eu estou atrapalhando o caso... — ironizei, irritando-me ainda mais.

— Sevilla, Jones, o Adam está subindo — a voz da Thaiga ecoou pela escuta, mas ignoramos o aviso, mergulhados na discussão.

— Você sempre atrapalha...

— Que pena, porque eu tô pouco me fodendo pro que você acha.

— Se você não se importasse, não estaria discutindo agora mesmo. — Ele respondeu, e nossos olhares se encontraram, cheios de fúria.

— Bom, foi você quem disse que eu estava quieta demais. Acho que você está reparando demais na minha vida!

— Sua vida? Você só grita e xinga as pessoas, se estressa com tudo, odeia a si mesma e ignora seus sentimentos, fingindo que nada está acontecendo. Quando, na verdade, você é frágil e reprimida. Isso que você chama de vida? Ótimo pra você. Parece muito feliz, — ele disparou, e a brutalidade das suas palavras atingiu meu coração como uma facada.

Ok, isso foi cruel e babaca. Mas era verdade. Porra.

— Quer criticar minha vida pra esquecer que a sua está pior? Você é um babaca!

— Ele está subindo. Façam qualquer coisa, mas não façam parecer que estão atrás das garotas.  — Decker interrompeu a discussão, a voz firme.

Os passos se aproximaram, e Victor puxou minha cintura, me encostando na parede. Um frio na barriga me atingiu de forma instantânea, e meu corpo reagiu, minhas pernas parecendo gelatina.

— Sevilla e Jones estão bem? — Miih perguntou, a curiosidade evidente.

—  Aham — respondemos em uníssono, a tensão entre nós ainda palpável.

— Só pra saber, o que você está fazendo? —  indaguei, com um toque de indignação na voz.

— Fazendo parecer que não estamos atrás das garotas, — ele respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Os passos se aproximaram ainda mais. O que é melhor do que fingir que somos apenas um casal se pegando em um corredor afastado?

Repeti a mim mesma: "É só mais um caso." Antes de puxar o rosto de Victor e colar nossos lábios, sentindo a eletricidade entre nós, em meio ao caos.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora