Second season:three hundred and six
★ Nós nunca daríamos certo ★
— Que Wanessa? — Ele perguntou, posicionando-se ao nosso lado.
— A mãe do Bak. — Respondi, deixando a taça de lado.
Eu não pude deixar de notar o quanto Victor estava lindo. Ele usava uma calça jeans azul-escura, um moletom preto, e o cabelo estava arrumado, sem o gorro de costume. Mas o que mais chamava a atenção era o fato de ele estar visivelmente embriagado. Sua voz estava arrastada e o cheiro de conhaque exalava dele. Desviei o olhar, tentando ignorar o quanto aquilo me afetava. Eu só tinha visto ele assim algumas poucas vezes.
Carol, animada com uma música que começou a tocar, me entregou sua taça rapidamente.
— Eu preciso dançar essa! — Ela exclamou, correndo para a pista ao lado de Milena e Thaiga.
Eu ergui minha taça em resposta, observando as garotas dançando como adolescentes em um filme de comédia romântica ruim. E foi aí que me dei conta: eu estava sozinha com o Victor.
Desde o beijo no escritório do FBI, eu vinha evitando qualquer situação que nos deixasse a sós. Eu não sabia como reagir a isso, algo inédito pra mim, já que sempre soube o que dizer ou fazer. A impulsividade, que normalmente tomava conta de mim, dessa vez estava contida por uma cautela que eu não sabia de onde vinha.
Maldita promessa que fiz de não beber quando chegasse a Tacoma. Eu precisava de uma bebida. Virei a taça de champanhe que Carol tinha deixado nas minhas mãos. Respirei fundo. Eu tinha tudo sob controle.
— Você está linda. — Victor elogiou, sua voz arrastada pelo álcool. — Você é sempre linda.
Droga. Eu não tenho tudo sob controle. Mordi os lábios, tentando evitar sorrir. Esses sentimentos idiotas me dominando.
— Obrigada. — Me esforcei para manter a expressão neutra.
— Fiquei chateado quando você começou a me evitar depois do beijo. Eu gosto de beijar você. — O álcool deixava a voz dele manhosa e embolada.
Eu abaixei a cabeça. Eu também fiquei chateada comigo mesma. Me sentia uma covarde.
— Você está bêbado, Victor.
— Não, não tem nada a ver com o álcool.
— Tem, sim.
— Não tem. — Ele insistiu, com um leve resmungo. Eu me encostei na parede, sentindo que aquilo ia se transformar em mais uma daquelas conversas difíceis. Eu prometi que não ia me apaixonar, mas aqui estava eu, com o coração acelerado só porque ele disse, bêbado, que eu sempre estava linda.
— Então por que você não diz isso quando está sóbrio? — Retruquei, e ele deu de ombros.
— Ser rejeitado sem lembrar depois é mais fácil.
— Eu não ia te rejeitar... — Comecei, mas ele me interrompeu.
— Ia, sim. Você sempre faz isso. Toda vez. — Ele falou, agora a poucos centímetros de mim, e eu cruzei os braços, tentando me proteger da avalanche de emoções.
— O que você quer que eu diga? — Perguntei, usando um tom de ironia.
— O que eu nunca vou ouvir de você. — Ele respondeu, magoado, e o álcool só intensificava esse sentimento.
— Nós nunca daríamos certo.
Cada vez que eu dizia isso, sentia uma pontada no peito. Eu sabia que o Victor merecia muito mais do que uma garota com acessos de raiva, problemas com a mãe, e insensível. Todo mundo merecia mais. Eu não era a pessoa certa para um relacionamento.
Nós nunca daríamos certo, e a culpa era minha.
— Então me diz como esquecer que estou apaixonado por você! — A intensidade na voz dele me atingiu em cheio.
Meu coração disparou, meu estômago revirou, e, por um momento, me faltou o ar. Levantei a cabeça e o encarei.
— Você...?
Antes que eu pudesse terminar, Milena surgiu do nada e puxou meu braço.
— Desculpa, Jones, vocês conversam depois. Vem, Babi! — Ela me arrastou para longe, sem sequer perceber o caos que aquela conversa tinha causado dentro de mim.
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case thirty nine:season two
Fiksi PenggemarApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
