Second season:two hundred and thirty-two
★ E os papéis? ★
{Tacoma, Washington}
— A gente preenche sim. — Thaiga respondeu, tentando soar tranquila, mas Victor a encarava com impaciência.
— A gente quem? Denvers, Diaz, Carter e Decker resolveram tirar folga no mesmo dia, sabe-se lá por quê. Isso vai demorar. Vamos acabar no mínimo umas 19h, e 19h eu quero estar em casa, Santiago. — Victor resmungou, cruzando os braços e forçando um tom ríspido.
Thaiga revirou os olhos, claramente já sem paciência também. — Victor, não complica as coisas. — Ela rebateu, já cansada daquela discussão.
— 19h eu também quero estar em casa. — Eu tentei intervir, mas fui logo interrompida por olhares cruzados de irritação.
O ambiente estava cada vez mais pesado. Eu não sabia quem estava pior: Victor, que parecia à beira de explodir a qualquer momento, Thaiga, que ultimamente andava irritada com tudo, ou eu, que só queria que aquela reunião terminasse logo. O cansaço da semana estava nítido no rosto de cada um de nós, e o desânimo estava claro.
— Como é? — Thaiga cruzou os braços, agora desafiando abertamente. Ela já não estava mais no clima de engolir qualquer coisa.
— A semana foi cansativa. — Murmurei, tentando apaziguar a situação, mas sabia que isso não bastaria.
Brandon, do outro lado da sala, nos observava. — Sei. — Ele respondeu, com um olhar que me incomodava, demorando-se demais sobre mim. Percebi Victor se movendo, quase instintivamente, colocando-se entre mim e o campo de visão de Brandon. Dei um sorriso sarcástico pra atitude.
— Então, não conseguem? — Brandon disse, seu tom carregado de insinuação, e foi como se acendesse uma faísca.
— Vamos encerrar o assunto?! — A voz do Jones cortando o ar como uma faca. Thaiga fez uma careta de reprovação, claramente incomodada com o rumo que a conversa tomava.
— E os papéis? — Retruquei, tentando manter o foco no que importava.
— Assim, Brandon, com todo respeito... — Victor começou, tentando encontrar palavras, mas antes que pudesse continuar, Thaiga apertou o braço dele, forçando-o a parar. — Nada. — Ele mordeu a língua, claramente tentando segurar a raiva.
— Jones, para com isso. — Thaiga pediu em um susurro, agora mais séria. Havia algo no jeito dela que indicava que ela estava tentando evitar que aquilo saísse do controle.
— Olha... — Me aproximei de Victor, tentando intervir.
— A gente pode te entregar amanhã à tarde. — Bianca sorriu forçadamente para Brandon, tentando amenizar a situação, mas o clima entre todos nós estava longe de melhorar.
— Acho que não vai dar... — Brandon começou a falar, mas dessa vez fui eu quem o interrompeu, apoiando meus braços na mesa de forma mais firme.
— Amanhã à tarde não vai dar. Só à noite. — Falei com convicção, sem deixar espaço para dúvidas.
Brandon hesitou por um momento, depois sorriu, como se estivesse se divertindo com a situação. — Tudo bem, amanhã à noite, então. — Ele disse, sua voz carregada de falsa cortesia e flexibilidade repentina.
— Mas... — Thaiga tentou protestar, mas Victor a interrompeu antes que pudesse continuar.
— Pelo amor de Deus. — Ele resmungou, visivelmente irritado com o que parecia ser uma negociação infinita.
— Você não precisava disso para hoje? — Thaiga franziu a testa, tentando entender a mudança repentina de Brandon.
— Eu posso adiar. — Brandon deu de ombros, como se o prazo que ele havia estabelecido minutos antes não tivesse nenhuma importância real.
Isso foi a gota d’água para Victor. — Então não era urgente. — Ele disparou, elevando a voz um pouco. Eu lhe lancei um olhar mortal, avisando para que se controlasse. Ele cruzou os braços, mas o mal já estava feito.
— De qualquer jeito, obrigada. — Sorri educadamente, tentando encerrar a conversa antes que aquilo escalasse ainda mais. Brandon devolveu o sorriso e piscou para mim, como se tivesse esperança de que talvez rolasse algo entre nós de novo.
— Tá legal, chega. — Victor se levantou abruptamente e foi para trás de mim, como se estivesse pronto para confrontar Brandon fisicamente. Eu e thaiga acompanhamos seus movimentos. — A gente vai preencher isso até o final do dia. Está resolvido.
— A gente vai? — Thaiga praticamente choramingou, exausta, olhando para Victor como se estivesse prestes a desistir de tudo.
— Vai. — Ele respondeu, sem qualquer traço de dúvida, trocando um olhar de puro ódio com Brandon. A tensão entre os dois era palpável.
— Olha... — Brandon começou, mas foi interrompido novamente, desta vez por um Victor determinado a encerrar aquele jogo de poder.
— Você não queria isso até o final do dia? Então a gente vai fazer até o final do dia. Agora você pode ir. — Victor apontou para a porta, e sua expressão era de puro desprezo.
Brandon saiu, contrariado, e eu soltei um longo suspiro. Thaiga, visivelmente tensa, bebeu um gole de água e desviou o olhar, evitando qualquer confronto adicional.
— Precisava disso? — Thaiga se virou para Victor, sua voz carregada de frustração. Depois, olhou para mim. — E você? Custava colaborar? Vocês dois são impossíveis. Não esqueçam que ele é nosso chefe temporário. Querem assinar demissão, é?
— Isso não é um problema para a Sevilla. A gente viu o quanto ele é interessado até demais no trabalho dela. — Victor soltou, cheio de sarcasmo, me lançando um olhar irritado.
— E depois eu que sou a ciumenta, né? — Retruquei, agora claramente incomodada.
— Não comecem uma DR na minha frente, tá? — Thaiga se levantou, sua voz carregada de exasperação. — Querem resolver suas diferenças, façam isso longe do trabalho. — Ela olhou para os dois, visivelmente à beira de perder a paciência. — Agora senta aí, os dois. A gente vai terminar esses papéis de uma vez.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
