Capítulo duzentos e setenta e um.

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Second season:two hundred and seventy-one
Eu acho ela bonita ★
{Tacoma, Washington}
<Gabriel Di Laurentis narrando>

Tinha chegado no departamento de polícia e eguei um copo de café e me aproximei de Arthur, que estava concentrado em relatórios. Observei por um momento antes de cumprimentá-lo.

— E aí?! — Cumprimentou-me com um toque de mão.

— O que tá fazendo?

— Só organizando umas coisas. — Crusher respondeu casualmente, enquanto eu assentia e tomava um gole de café.

— Viu a mensagem? — Perguntei, e ele negou com um aceno de cabeça.

— Que mensagem?

— Sair hoje à noite. — Expliquei, vendo-o largar os papéis por um momento.

— É segunda, não temos mais idade pra isso. — Ele riu, e eu dei de ombros, mas percebi que o semblante dele mudou. — O esquadrão que chamou?

— Sim, foi.

— Eles não crescem, né? — Crusher comentou com um sorriso que contradizia a reclamação.

— E aí, vai? — Perguntei novamente, testando sua determinação.

— Isso depende... você vai? — Ele rebateu com outra pergunta.

— Se você for, eu vou. — Respondi tranquilamente.

— Então eu vou. — Ele decidiu-se com um suspiro.

— Então eu vou também. — Concordei, e nós assentimos um para o outro.

— Detetives, como estão? — Uma voz feminina nos interrompeu. O tom era confiante e familiar.

Era a detetive Melina LeBlanc. Ela tinha uma presença que chamava atenção, não apenas pela forma como entrava em cena, mas pela sua aparência marcante. Era uma mulher de estatura baixa, com cabelos castanho-ondulados que emolduravam o rosto, e olhos esverdeados que pareciam brilhar sob a luz do escritório. Seu sorriso amigável tinha o poder de desarmar qualquer ambiente.

Arthur olhou diretamente para Melina, como se o tempo tivesse parado. Eu dei mais um gole no café, notando o brilho súbito nos olhos dele.

— Nova missão. — Ela anunciou, enquanto Arthur continuava hipnotizado.

— Acorda, Miller. — Dei um leve chute em sua perna, trazendo-o de volta à realidade.

— Aí! — Crusher resmungou, claramente desconcertado.

— Prossiga, LeBlanc. — Pedi, cruzando os braços e tentando não rir.

— Adolescente desaparecida. Nicolly Wells, 17 anos, desaparecida há três dias. — Ela explicou, entregando os arquivos. Eu comecei a folhear os papéis enquanto ela falava.

— Testemunhas? — Perguntei sem tirar os olhos dos documentos.

— Depoimentos estão no arquivo. — Ela respondeu de maneira eficiente.

Foi então que percebi o olhar que Melina lançou para Arthur. Ele estava fixo nela, e ela retribuiu com um sorriso sedutor, cheio de uma energia que claramente tinha um propósito. Arthur, surpreendentemente, sorriu de volta, e por um momento, parecia que estavam em uma conversa privada. A forma como ela o olhava, seus olhos verdes brilhando de leve malícia, e a maneira como ele parecia corresponder... tudo era um flerte descarado, e eu mal podia acreditar que estava vendo Arthur, o Arthur tímido, reagir assim.

Melina ainda brincou com uma mecha de cabelo enquanto piscava para Arthur antes de se afastar, deixando um leve rastro de perfume no ar. Arthur parecia completamente fora da realidade por alguns segundos, até que me virei para ele, reprimindo o riso.

— Vai participar com a gente? — Ele perguntou, a voz doce demais, o que só confirmou minha suspeita de que havia mais ali do que ele deixava transparecer.

— Claro que vou. — Melina respondeu de forma provocativa, inclinando-se levemente em sua direção, quase desafiando-o com o olhar. Eu sabia que havia mais nas palavras dela, e pelo jeito que Arthur olhava para ela, ele também sabia.

— Bom, leiam os depoimentos e me avisem quando estiverem prontos pra começar. — Ela disse, lançando um último olhar para Arthur antes de sair da sala, com um andar que parecia mais demorado do que o necessário.

Eu tava sobrando aqui.

Arthur permaneceu imóvel por alguns segundos, absorvendo a troca que acabara de acontecer. Eu finalmente deixei escapar uma risada e dei um leve tapa em seu braço.

— Desde quando está de olho na Melina? — Perguntei, divertido.

— Eu só acho ela bonita. — Respondeu, dando de ombros, mas seu sorriso o entregava.

— Pensei que ia demorar mais pra superar a Thaiga. — Comentei, observando sua reação.

— Eu não superei. Só... aceitei. — Ele disse com um sorriso melancólico, mas havia algo mais em seus olhos. Talvez fosse aceitação, mas com um toque de interesse renovado — e Melina parecia estar bem ciente disso.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora