Second season:two hundred and sixty-five
★ Meu tio Alerrandro ★
{Washington D.C}
<Maeve Kimberly Ivers narrando>
Peguei duas taças de vinho tinto e entreguei uma delas para Tainá. Ela estava desconfiada, observando tudo e todos na festa. Com um gesto breve, ela agradeceu ao pegar a taça, mas sua atenção permaneceu fixa em uma roda de conversa a poucos metros de nós. Nela, estavam seu pai, seu irmão, alguns milionários e um homem que eu não reconheci à primeira vista. Franzi a testa, tentando lembrar de onde conhecia aquele rosto. Então, a memória veio de repente. Aquele homem representava a pior espécie de corrupção e poder, uma figura envolvida em todos os tipos de crimes que se pode imaginar.
— Parece preocupada... — comentei, tentando quebrar o silêncio tenso entre nós.
— Com tanta gente por perto, sempre estou. — Ela respondeu, inexpressiva, sem tirar os olhos da roda.
Dei um gole no meu vinho, tentando relaxar, mas a tensão ao redor de Tainá era palpável.
— O que tem essas pessoas? — perguntei, ainda curiosa, mas ela ignorou a pergunta como se não fosse importante. Senti a distância que ela impunha, e decidi forçar um pouco mais. — Tainá, posso te fazer uma pergunta?
— Pode. — Ela respondeu secamente, o olhar ainda perdido.
— Você não seria capaz de mentir pra mim, né? — Questionei, observando atentamente sua reação. Ela engoliu em seco, o que me confirmou que algo estava sendo escondido. — Nós somos amigas há tanto tempo... Nem tem motivo pra isso, né?
— É... — Tainá respondeu em um tom baixo, levando a taça aos lábios, claramente desconfortável.
Ela não sabe mentir pra mim. Seja lá o que for que está escondendo, vou descobrir. Mordi delicadamente um petisco, mantendo uma postura tranquila.
— Sua calma é impressionante. — Tainá comentou, finalmente tirando os olhos da roda por um segundo para me olhar.
— Ah, sim. — Concordei, sorrindo levemente, enquanto imitava seu jeito de se manter alerta. Não consegui mais segurar a curiosidade e perguntei: — Quem é? — Mesmo já imaginando a resposta, eu precisava ouvir da boca dela.
— Meu tio Alerrandro. — O tom de desprezo era evidente em sua voz. — Vai passar um tempo por aqui... Ele é um interesseiro.
— Ah. — Murmurei, tentando disfarçar o incômodo que sentia no ar. Depois de um momento de silêncio, perguntei com uma leve preocupação: — O que foi?
— Hm? — Tainá respondeu, distraída, colocando sua taça de lado.
— Você está muito distante hoje. Aconteceu alguma coisa? Tem a ver com a Lara? — Questionei, tentando entender o motivo de sua inquietação.
— Não, a Lara não tem nada a ver com isso. — Ela respondeu de forma firme, cruzando os braços sem perder a postura.
Eu sabia que ela estava mentindo, ou pelo menos escondendo algo importante. Decidi ser mais direta.
— Tainá, essa garota não faz bem pra você... — falei, colocando a mão no seu ombro, tentando ser gentil, mas também firme.
— Você só diz isso porque não se dá bem com ela. — Tainá respondeu, começando a se irritar, mas sem perder a compostura.
— Não, eu digo isso porque te conheço desde criança. Nunca te vi desse jeito antes... — Argumentei, num tom amigável, tentando fazê-la ver que minha preocupação era genuína.
Isso, no entanto, a irritou ainda mais.
— É claro que eu não sou a mesma pessoa que era na infância! Eu tenho vinte e três anos agora! — Ela exclamou, sua paciência se esgotando. — A Lara não tem nada a ver com o meu comportamento. Minha vida não se resume a outras pessoas!
Tainá se afastou de mim, claramente irritada, mas eu sabia que havia acertado em algo. Dei um sorrisinho, erguendo minha taça em um brinde solitário, observando-a se afastar. Ela poderia tentar esconder, mas algo nela mudou, e, por mais que negasse, a influência de Lara era mais profunda do que ela queria admitir.
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case thirty nine:season two
Fiksi PenggemarApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
