A plataforma de madeira sentia os pés de Períon, o Vigilante, indo de um lado para o outro. Olhos bem atentos. Na mão direita, sua lâmina curva; menor que uma espada, mas superior que uma adaga. Em sua cintura, do lado esquerdo, um disco. Nas suas costas, duas bestas carregadas. No seu ombro esquerdo, o animal que ganhara quando era criança. Olhos grandes e negros. Orelhas pontudas. Duas antenas levemente curvadas no alto de sua cabeça. A pelagem grossa em volta do pescoço, cobria até o peito. Parecia a juba de um leão. Seu corpo era semelhante à de uma lebre, branco. Suas asas Verde-água, lembravam uma mariposa. A mesma tonalidade de cor, espalhava-se pelas pontas das orelhas e ao final do pequeno rabo.
Quando Períon deu três passos para a direita, seu animal levantou as orelhas. O Vigilante fez um som com sua boca e apontou na direção selecionada. O mascote bateu suas asas e voou até o local escolhido. Períon vigiou sua localização por alguns minutos. Depois do tempo passado, o animal de pequeno porte retornou e pousou sobre a cerca da plataforma sobre a árvore. Passou as patinhas nas bochechas e no nariz, sinalizando que não havia nada para se preocupar.
Depois de mais ou menos uma hora, outro Vigilante apareceu. Períon sorriu, não porque tinha sido liberado do seu turno, mas porque sua noite só havia começado.
Passou por duas passarelas, logo em seguida, balançou por quatro cipós até cair sobre uma areia fina e água diante dos seus olhos. O brilho prateado da lua sobre as águas, era semelhante a pequenos diamantes.
Segundos depois, seu mascote começou a bater a pata traseira direita no galho da árvore, sinalizando que não estavam sozinhos. E isso confirmou-se, quando cabelos longos e olhos expressivos saíram de trás da árvore.
"Achei que estaria ocupada" – disse Períon.
"Você sabe que eu não sou de perder uma oportunidade" – disse a mulher diante dele, Vigilante também, e com um sorriso nos lábios.
O animal de Períon ficou sobre a árvore e seus grandes olhos negros telegrafaram o entrelaçamento dos dedos, o toque dos lábios e a movimentação ritmada dos corpos.
Depois que o evento acabou, Períon fez sinal de partir, mas foi contido pela mulher.
"Mas já? "
"Não podemos ficar" – alertou o Vigilante. "Você e eu temos que ir"
"Por que você sempre faz isso? " – questionou a mulher.
"Você sabe da minha situação"
"Que você nunca resolve" – a Vigilante afastou-se dele e cruzou os braços.
"Ah, não faz isso" – pegou em sua mão. "Você sabe que não é assim tão fácil" – beijou seus lábios. Ela emburrada, hesitou. Mas depois, beijou-o também.
~~
Quando chegou em casa, Períon abriu a porta do quarto, olhou o seu filho no berço e beijou a testa da sua esposa. Acomodou-se ao lado dela e dormiu. Ela virou-se para o lado dele, e o abraçou. E mesmo de olhos fechados, soltou um pequeno sorriso de canto de boca.
A aurora começou a anunciar um novo dia.
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The Guardians
FantasyO universo de "The Guardians" é repleto de fantasia, no qual, encontra-se bondade, maldade, companheirismo, individualismo. Por ironia, sorte ou azar, eles foram selecionados minuciosamente com habilidades distintas pelo destino. Explore esse unive...
