O sol estava no seu ápice. Não havia nuvens sobre o azul-celeste. A Arena estava pronta. Todos os lugares ocupados. As vozes ecoavam e os braços agitavam-se. No centro, a mesa com as armas mostravam-se em destaque. O Rei levantou e abriu os braços. Os portões nos arredores abriram-se.
Os pés agitaram-se e a poeira levantou-se. Homens, mulheres, jovens... todos foram para a mesa. Todos foram em busca da liberdade.
Facas, machados, espadas, escudos, arcos e flechas... eram empunhados sob os olhos dos quatro lanceiros de ouro nos quatro cantos da Arena com suas lanças inclinadas para frente. Suas imagens colossais emergiam do alvoroço do povo.
Alguns prisioneiros corriam de um lado para o outro na expectativa de sobreviver, enquanto que outros corriam em perseguição.
O Rei sentado em sua majestosa cadeira, observou tudo ao lado de Jack, o General. Movimentou sua mão direita e um servo apresentou-se com uma jarra e logo o vinho foi colocado na taça dourada do rei.
~~
Os prisioneiros embaixo. O povo nos seus lugares e o Rei sobre o trono. E ele estava com sede.
"Já foi buscar, senhor" – disse Jack.
O rei não gostou que o servo não estava ali para servi-lo. O humor do povo estava igual ao dele. Nada estava emocionante. Seus olhos rejeitavam tudo o que estavam vendo. Ele queria aplausos, mas não estava recebendo. E ele não gostava quando não recebia o que queria.
"Liberem ela" – ordenou o Rei.
"Quem, senhor?" – questionou Jack.
"Sophi" – disse o Rei. "Meus olhos estão ficando cansados"
Jack, o General, saiu do lado do Rei, mas quando desceu três degraus, foi impedindo.
"Espere!" – falou o Rei.
Jack retornou.
O servo voltou rapidamente e serviu-lhe o vinho.
"Sai da minha frente!" – ordenou para o servo.
O Rei, então, inclinou-se em seu trono e levou sua boca a taça. Seus olhos não piscavam e um leve sorriso colocou em sua boca. O humor do povo mudara, assim como o do Rei.
"Quem é aquele?" – apontou com o dedo.
"Palácius, senhor" – respondeu Jack.
"Interessante"
"Um minerador" – informou o General. "Perdeu o irmão, esposa, filho..."
"E o que eu tenho a ver com isso?"
"Perdão, senhor" – inclinou-se Jack.
"Traga ele até mim" – pediu o Rei.
"Como quiser, senhor"
A Arena estava repleta de corpos. Palácius estava de pé. E seus olhos estavam no Rei.
VOCÊ ESTÁ LENDO
The Guardians
FantasyO universo de "The Guardians" é repleto de fantasia, no qual, encontra-se bondade, maldade, companheirismo, individualismo. Por ironia, sorte ou azar, eles foram selecionados minuciosamente com habilidades distintas pelo destino. Explore esse unive...
