A Patrulha

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O homem abriu a porta de madeira. Colocou os pés para fora e um saco de couro nas costas. Passou por algumas casas até chegar na residência desejada. Minum recebeu o pedido e despediu do homem.

Colocou a mercadoria por sobre a mesa de madeira e abriu. Retirou os objetos que havia dentro dele; As pedras eram perfeitamente retangulares, os cabos de madeira milimetricamente encaixados, o couro muito bem envolvido, e no final dos cabos, laços para prender as mãos... dois martelos de grande imponência.

Minum girou os martelos nos dedos e sentiu o peso em suas mãos.

"Minum" – seu nome foi chamado atrás dela.

Girou sobre seus calcanhares.

"Minum" – gritou o irmão todo eufórico.

"O que foi?"

"Eu fui chamado" – ele disse.

"Chamado?"

"Amanhã cedo" – disse o garoto.

"Pra onde?" – questionou a irmã.

"A patrulha!"

"Que legal!" – Minum abraçou-o.

"Eu vou com vocês" – disse o menino com alegria.

"Eu sabia que conseguiria" – falou Minum toda feliz.

~~

Minutos antes do sol sair, quatro homens já estavam no porão aguardando os novos integrantes. Depois de um tempo, conseguiram familiarizar-se com o pessoal e ter bons resultados nos treinamentos. Minum sentia-se em casa e seu irmão mais novo já tinha idade suficiente para participar da patrulha.

Quando chegaram ao grupo, foram passadas as ordens sobre o percurso que iriam fazer. O que estava à frente fez um sinal com a mão direita e o portão foi aberto para eles.

Passaram por terrenos altos, vales, lugares de pedras e em florestas fechadas... todos estavam juntos e de olhos bem abertos para qualquer sinal de ameaça. Mas quando aproximaram-se do Fim-do-Mundo; lugar onde a terra acaba e começar o infindável mar, o céu ficou cinza, quase negro. O vento mais gélido do que de costume. Relâmpagos corriam nas nuvens, tremores abalavam sob seus pés e raios rasgavam os horizontes.

Minum já tinha feito algumas patrulhas antes, mas não naquela estado, mas estava acostumada com situações adversas. Porém, era a primeira vez do seu irmão.

"Melhor a gente se separar" – disse o responsável. "Assim, cobriremos uma área maior"

"Não" – negou Minum. "Temos que..." – não deu tempo de terminar a frase. Um raio caiu em sua cabeça. Seu corpo veio ao chão.

Seu irmão  que estava com o restante do grupo mais afastado, foi em sua direção, mas foi impedindo por outro homem quando desferiu um golpe em seu cabeça.

"Achei que teríamos trabalho" – disse o homem.

"Agradeça aos deuses" – falou outro guerreiro.

"Melhor assim" – a firmou o responsável. "Trouxe o saco?'

"Sim, senhor" – respondeu o que estava ao lado dele.

"Então pode ensacar" – falou o líder do grupo. "Não quero ficar nesse tempo"

~~

Hezmund conversava com alguns guerreiros com um chifre de cerveja na mão em seu local. Até que viu o responsável pela patrulha daquela manhã. Chamou-o com a mão direita.

"Foi feito?"

"Como o senhor ordenou" – respondeu o guerreiro.

"Ótimo. A fome não pode esperar" – e tomou Hezmund, o Cruel, um gole de sua cerveja com um sorriso no rosto.

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