A esposa esforçou-se, mas foi contida por soldados. Tentou mais uma vez, mas seus joelhos foram ao chão, assim como suas lágrimas que rolaram sobre seu rosto. Ela esticou o braço direito, mas em vão. Seu marido já estava longe. Retirado dela.
Na outra rua, um pai deu um soco com o punho direito na cara de um soldado, não se importando que estava de capacete, a raiva era grande. Depois, desferiu com a mão esquerda, outro soco na cara de outro soldado, mas acabou recebendo um chute bem no estomago de Connor, o Rastreador. O pai foi ao chão, e o seu filho levado por soldados de armaduras negras.
A leste do centro da cidade de Vidja, dois irmãos foram capturados por Emom, a Torre Indestrutível. Mesmo machucados, faziam de tudo para escapar, mas eram retidos pelos soldados.
Viraram três ruas para a esquerda e duas para a direita. Burburinhos ecoaram entre os soldados vindos dos jovens.
"Calem a boca! " – ordenou Connor a frente do grupo.
Poucos metros passaram-se. E então, aconteceu. O soldado da direita foi empurrado para o lado e o da esquerda levou um chute no peito. Os irmãos escaparam.
"Não ferra com a minha cerveja" – disse Emom desapontado depois de balançar a cabeça negativamente.
"Da uma raiva quando eles fazem isso" – comentou Connor com o punho erguido e fechado. Ele tinha ficado responsável por aquela missão.
Os soldados obedeceram.
"Eles não vão muito longe" – disse o Rastreador. "Vocês dois, comigo" – apontou para dois soldados.
"Não esquece que a primeira rodada é sua" – lembrou Emom para Connor.
"Você tá me devendo várias e eu nem te cobro" – falou o Rastreador.
"Quando? " – questionou a Torre indestrutível
"Ah, deixa pra lá" – virando-se e indo atrás dos foragidos.
Quatro ruas passaram-se dentro da cidade de Vidja. Os soldados estavam do lado e Connor caminhava entre eles na posse de sua arma. Não era uma pistola. Mas também não era semelhante a um canhão. Porém, era imponente.
Deram alguns passos, mas logo pararam. Connor apontou sua arma e atirou em direção a um muro. O projetil cravou na parede e o cristal ao cartucho começou a emitir uma luz roxeada, quase negra, entorno do local do impacto. E assim, a silhueta avermelhada dos irmãos foi revelada através da parede. O Rastreador, então, ordenou com os dedos da mão esquerda para os soldados darem a volta.
Quando os soldados estavam para chegar nos foragidos, eles partiram em disparada. Mas Connor já estava preparado para qualquer atitude deles. Então, quando os dois irmãos apareceram no seu campo de visão, o Rastreador lançou uma granada, que logo explodiu, sugando os rebeldes para o centro da explosão.
~~
Guardas avistaram o grupo de soldados trazendo os rebeldes da cidade de Vidja. Um dos portões nos largos e grande muros de Nidon foram abertos. Entraram. O corredor os conduziram dentro da terra até o centro da capital.
Numa sala ali próxima, Velfhus, o Líder os Escarlate, estava preenchendo algumas papeladas. Não demorou muito para Emom e Connor aproximarem-se dele.
"Missão concluída, senhor" – disse Emom.
"Rebeldes da cidade de Vidja, capturados, senhor" – completou Connor"
"Muito bom, senhores" – argumentou Velfhus. "Dispensados" – gesticulou com a mão esquerda.
Os dois saíram.
"Leve-os para o cárcere, soldado" – ordenou para o soldado que estava próximo a ele.
"Sim, senhor" – respondeu o soldado, mas antes, sendo visto primeiro por Soberano, o Leão-de-basalto de Velfhus, deitado ao lado dele.
Segundos depois, o soldado retornou.
"Senhor"
"Sim"
"Temos um problema"
"Problema? " – questionou o Líder dos Escarlate.
"Sim" – respondeu o soldado.
"Qual? "
"Os cárceres estão lotados"
"Lotados? " – indagou Velfhus.
"Sim, senhor" – respondeu o soldado.
"Então não temos vaga"
"Não temos, senhor"
"Só um momento" – pediu Velfhus continuando com suas anotações no papel.
O soldado esperou.
"Pronto. Vamos lá" – disse para o soldado. Soberano o acompanhou.
Velfhus parou diante um dos vários cárceres que tinham embaixo da terra e olhou para os prisioneiros. O soldado aproximou-se dele.
"Senhor..." – suas palavras foram contidas quando Velfhus levantou a mão direita.
"Tirem estes e levem-nos para o muro" – ordenou o Líder dos Escarlate aos soldados.
Os prisioneiros foram levados e colocados de frente para aquela imensa parade negra e de costas para todo o resto.
O leão que estava sentado ao lado do seu comandante, levantou-se. Foi diante os prisioneiros. A lava pingava de sua boca. E baforou uma rajada de fogo perante aquelas pessoas. Os gritos ecoaram em todas as paredes debaixo da terra. Segundos depois, tudo ficou em silêncio. Nem os outros prisioneiros ousaram falar alguma coisa.
Velfhus direcionou-se para o soldado.
"Acredito que temos vaga" – disse. "Ah, e não se esqueça de limpar essa sujeira, certo soldado? "
"Sim, senhor" – as palavras saíram envolvidas pelo medo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
The Guardians
FantasyO universo de "The Guardians" é repleto de fantasia, no qual, encontra-se bondade, maldade, companheirismo, individualismo. Por ironia, sorte ou azar, eles foram selecionados minuciosamente com habilidades distintas pelo destino. Explore esse unive...
