A Fogueira Dos Invictos

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A neve tinha cessado, mas... por outro lado, as faíscas não paravam de subir aos céus, junto as estrelas. Guerreiros conhecidos como Fogueiros atiçavam o fogo para as labaredas não adormecerem.

O fogo era da altura de três homens. A fogueira ficava no centro de Elfgar. Ela não cessava. O fogo nunca se espagava. O brilho não sumia. A escuridão não a consumia. A fogueira queimava noite e dia. Duas plataformas estendiam-se paralela a ela. Plataformas de madeira e rodas de ferro.

Kahafazz, o Chefe Tribal, sinalizou com sua mão esquerda para eles darem continuidade ao ritual.

Guerreiros trouxeram para diante dele e de todos os membros de Elfgar, os três corpos sobre as macas de madeira e palha.

O primeiro era um homem de cabelos longos, mas grisalho. O outro era gordo de barba ruiva. E por sobre a terceira maca de madeira... uma mulher.

Um pai.

Um irmão.

Uma mãe.

As macas foram colocadas sobre cilindros de ferro presos a troncos de pinheiros. Os troncos foram erguidos pelos guerreiros por sobre a plataforma. E as macas movidas para dentro da grande fogueira.

Desceram das plataformas e, estas foram roladas para o lado. Durante esse processo, nenhum som foi emitido. Somente os estalos das madeiras consumidas pelo fogo reinaram sobre o local.

Logo depois, o Chefe Tribal olhou para as duas torres de madeira paralelas a grande fogueira, e sinalizou com os olhos. Dois homens ergueram cada um, um chifre, e levaram a boca. E assim, um som eclodiu.

E ali, naquele momento... era iniciado o fim das lágrimas. Porque eles entendiam que não era o momento de chorar, mas... se alegrar. Pois a morte matou o corpo, a carne, porém... o espírito continuava vivo. Invicto.

E assim, todos comeram, beberam... dançaram. Todos de Elfgar comemoraram com músicas e bebidas em volta da fogueira. Todos comemoraram a vitória dos Invictos, porque estes... prevaleceram sobre a morte.

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