As tochas de fogo não deixavam a escuridão cobri toda a cela. Palácius preso a parede, inclinava seu corpo exausto um pouco para frente. Chutes e socos cobriram sua pele de tonalidade bem escura, e o sangue da sua boca refletia isso.
Os guardas chegaram e abriram as grades quadradas. Seis dias foram precisos para contê-lo. Palácius foi retirado de sua prisão. Seus olhos, mesmo com a visão turva, conseguiram ver uma mulher numa outra cela que estava presa a correntes como ele também tinha ficado. Sua aparência física era forte, mas estava toda machucada.
Passou por alguns corredores, salões, áreas abertas... até ficar de frente com a Sala-Real. Uma enorme porta de ouro de duas aberturas preencheu sua visão e a dos guardas reais.
Um rangido ecoou quando o portal abriu-se. Entraram. O Rei assentado em seu trono estava diante deles. Um servo com uma jarra de vinho e frutas ao lado esquerdo e Jack do seu lado direito, alguns degraus abaixo segurando sua lança dupla.
Colocaram Palácius perante o Rei.
"Você é uma pessoa difícil de lidar" – disse depois de colocar uma uva em sua boca. "Mas eu não quero as suas palavras"
"O que você quer?" – questionou Palácius com as mãos presas a frente.
"Olha em volta" – o Rei abriu os braços e andou na Sala-Real e simultaneamente em volta de Palácius, podendo assim, observa-lo melhor: sua cabeça era nua, porém, seu rosto era vestido com uma espessa barba, negra como a noite. Seus braços eram como as torres dos guardas. As costas como os largos muros. Suas pernas eram semelhantes as colunas do reino. E sua pele era como o bronze. "Glória. É o que eu quero"
"Em troca..." – disse Palácius. Ele sabia que nada era de graça. Sempre tem alguma coisa.
"Em troca?" – questionou o Rei. "Você foi o grande vencedor..."
"Mas não fiz nada para merecer isso" – interrompeu a fala do Rei. Claro que ele não estava falando de sua vitória, mas da Arena.
"Todos nós fazemos alguma coisa, Palácius" – disse o Rei sério para ele, depois de ser interrompido. "As consequências nos lembram disso. Então, você tem o direito de escolher: a liberdade..." – gesticulou com a mão esquerda. "Ou..." – o Rei mostrou a Sala-Real de novo. "Eu ofereci tudo isso para alguém" – ele disse. "Mas ela recusou." – ele a tinha descartado. Mas sabia que Sophi não poderia ser jogada fora, assim, tão fácil. "Acredito que você fará a escolha certa" – sorriu.
"Glória?"
"E tudo isso será seu" – mandou um servo servi-lo de vinho.
O silêncio durou alguns segundos.
"Então ela será sua"
~~
Palácius ganhou o povo com a sua brutalidade; duas lâminas-gêmeas em forma de gancho, presas a correntes envolvidas nas armaduras de ouro vestidas nos dois braços. Peitos e costas nus, assim como as duas pernas. Menos sua cintura, que trajava um cinturão banhado a ouro. E o povo exaltou o Rei.
E quando só ele tinha restado de pé na Arena, o Rei apresentou-lhe.
"Povo de Ahnatnom" – disse à frente da sua majestosa cadeira. "Eu apresento a vocês..." – sua voz ecoou por toda Arena. "Palácius, o Campeão de Bronze"
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The Guardians
FantasyO universo de "The Guardians" é repleto de fantasia, no qual, encontra-se bondade, maldade, companheirismo, individualismo. Por ironia, sorte ou azar, eles foram selecionados minuciosamente com habilidades distintas pelo destino. Explore esse unive...
