O pescador já estava ali no seu barco atracado ao píer, consertando-o, ao lado da estátua quebrada da Rainha dos Mares. Sim, depois que a mulher-peixe e sua serpente salvaram Sanin do sistema opressor de Nidon, moradores homenagearam ela com esculturas de sua imagem e de seu animal ao longo de todo o porto. A Rainha dos Mares mostrava-se sentada sobre pedras, outras exibiam-na em pé sobre sua calda segurando seu tridente e outras a mostravam sobre a cabeça de sua imponente serpente.
Isso ficou por um bom tempo, mas uma parte da população não via isso com bons olhos, sentiam-se ameaçados por ela. Então, atacaram suas esculturas. Hoje, os escombros dão adeus aos pescadores que partem e recebem os que chegam, bom, os que sobrevivem. Pois, traiçoeiras são as águas de Sanin. Ainda assim, o costume de jogar moedas ao mar para uma boa pescaria, se repete.
O pescador continuava arrumando as velas, verificando as cordas, dando os últimos ajustes na embarcação. A última pescaria não foi nada fácil, exigiu bastante do veleiro.
Quando estava para sair do barco, notou que uma madeira na lateral estava muito gasta. Então, teve que ficar mais um pouco para tentar repara-la. Vendo que não estava ficando muito do seu agrado, decidiu retornar para o seu barracão para pegar uma madeira melhor e fazer a troca.
Ele não sabia, mas olhos estavam vigiando-o.
Tempo depois, retornou para o barco. O lampião já tinha assumido o lugar do sol.
O barco não estava numa situação tão ruim, mas o medo de acontecer alguma coisa... o medo de cair na água era muito grande.
Depois dos eventos da Rainha dos Mares e sua serpente, o mar não foi mais o mesmo. Fornecia o alimento, mas também, aqueles que por ventura tivessem o azar de cair em suas águas, e sobrevivesse... se tornavam outra coisa.
Ao longe, oculto do pescador, o vulto foi aproximando-se. Foi capturando cada movimento que aquele homem fazia.
Quando aproximou-se a uma certa distância que o pescador poderia ser fisgado, armou seu arpão de ossos, mas quando foi arremessa-lo, parou. Ficou estático. Paralisado. Como se ele tivesse sido pescado no lugar daquele homem. Tudo isso devido a frase vinda daquele misero senhor.
"Mais um dia vencido" – disse o pescador depois de arrumar o madeiramento do barco e pegado o lampião para ir embora.
O vulto, então, abaixou sua arma envolvido pela noite e sumiu sem deixar rastros na escuridão.
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The Guardians
FantasiO universo de "The Guardians" é repleto de fantasia, no qual, encontra-se bondade, maldade, companheirismo, individualismo. Por ironia, sorte ou azar, eles foram selecionados minuciosamente com habilidades distintas pelo destino. Explore esse unive...
