Baldur saiu de trás de um dos vários pilares do Salão-da-Coroa. Os dedos firmes em seu martelo e a mão esquerda envolvida ao escudo, que trazia em destaque, asas em relevo. Olhou em volta, nada.
As tochas de fogo penduradas nas paredes negras, exaltavam os longos tecidos avermelhados, escorridos com estampas negras; desenhos de um muro acompanhado de um machado em diagonal sobre ele.
Baldur, o Ferreiro, foi para o lado esquerdo do Salão, ainda em posição de defesa. Parecia prever o que iria acontecer. Do lado oposto a ele, apareceu. Um homem grande. Uma única trança pendia de sua cabeça e caía um pouco abaixo de suas costas largas. A barba grossa vestia o seu rosto. Seus braços fortes não estavam sozinhos, escudos os acompanhavam; um de cada lado. As duas metades revelava a imagem de um Preza-de-Gelo.
Este homem era Dominus, o Colosso.
Mais dois passos para a esquerda de Baldur. Seu oponente repetiu o mesmo movimento. Os dois olharam-se.
O confrontou começou.
O Ferreiro colocou o escudo a frente e recebeu todo o impacto, quando o Colosso bateu com o escudo direito.
Mediram forças pelo espaço por alguns segundos, até que Dominus prevaleceu sobre ele, empurrando-o para trás.
Baldur firmou seus pés sobre o Salão-da-Coroa, e avançou diante do seu oponente desferindo dois pesados golpes com o seu martelo. Dominus defendeu com o escudo da mão esquerda, depois com o da mão direita.
O Colosso, então, rebateu, golpeou-o com o escudo da mão esquerda, depois com o da direita e por fim, chutou-o com o pé direito, empurrando Baldur para trás.
O Ferreiro se ergueu e foi perante o seu inimigo. Jogou-o para trás depois de confrontá-lo com o seu escudo. Logo em seguida, desceu o peso do seu martelo sobre Dominus, golpeando-o uma, duas, três vezes. Obrigando seu inimigo a recuar.
O Colosso, então, correu e foi para a direção dos trinta degraus que levam até o trono. Avançou sobre alguns. Juntou seus escudos, fazendo a imagem do Preza-de-Gelo completa, lançou-se ao ar, saltando por sobre Baldur com um grito de guerra que ecoou por todo o Salão.
"HAAAAA!"
O Ferreiro prontificou-se para receber o ataque, abrindo as asas do seu escudo, ampliando a área de defesa, mas grande foi o impacto do ataque, que o jogou contra a parede.
Inclinado e com a cabeça para baixo, conseguiu elevar um pouco os seus olhos, e capturou a grande presença do seu oponente caminhando lentamente em sua direção.
Então, levou sua mão esquerda para trás pegando sua bigorna e a colocando diante de si. Tossiu uma vez. Na segunda, o sangue saiu de sua boca. Estava fraco.
Dominus aproximou-se mais um pouco, já levantando o escudo da mão direita para dar o golpe, com um sorriso de canto de boca.
"Hora da forja" – falou Baldur quase em sussurro depois que bateu, com dificuldade, o martelo sobre a bigorna.
O Colosso não intimidou-se e continuou em direção ao Ferreiro. Mas quando completou o terceiro passo, o teto rompeu-se. Dominus olhou para cima, mas não deu tempo de qualquer reação. Seu corpo desmoronou-se diante Baldur com o peso de uma enorme bigorna sobre ele, afundando-o sob o chão do Salão-da-Coroa.
~~
Os pés acelerados pararam a frente da estátua do rei Bert no centro da praça do Bosque-Rubro.
Míhah olhou em volta e não encontrou nada. Mas ela sabia que não estava sozinha. Contornou a estátua, passou pelos bancos e seguiu pela trilha.
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The Guardians
FantasyO universo de "The Guardians" é repleto de fantasia, no qual, encontra-se bondade, maldade, companheirismo, individualismo. Por ironia, sorte ou azar, eles foram selecionados minuciosamente com habilidades distintas pelo destino. Explore esse unive...
