Capítulo 64

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Mas ela não ficaria bem. E Christopher se encarregaria disso.

Anahí já estava presa há 4 dias. Todas as tardes Christopher a interrogava, e a resposta dela era sempre a mesma. Ele queria uma brecha, qualquer indício que pudesse incriminar Pedro, mas Anahí se negava a dizer qualquer coisa senão assumir-se como a única responsável pelos seus atos. Foi por isso que, no segundo dia, ele decidira tirá-la da cela onde estava e levá-la para outra, mais parecida com uma sala. Menor e mais abafada, sem uma única janela e sem contato físico ou visual com qualquer pessoa. Ele estava disposto a tudo para arrancar informações de Anahí. E quando eu digo tudo, quero dizer que ele não se importava nem um pouco em usar métodos não tão legais para conseguir aquilo. Christopher era daqueles que faziam qualquer coisa por um objetivo, ele realmente acreditava que os fins sempre justificavam os meios.

Anahí: Acha que me trancando numa cela apertada e escura vai conseguir alguma coisa? – Perguntou quando Uckermann, naquela tarde, foi interrogá-la.

Christopher: Sinceramente? Não. – Ele colocou a cadeira que trazia no chão. A partir de hoje, Anahí não seria interrogada na outra sala. Aliás, ela não sairia daquela cela em circunstância alguma. – É por isso que eu considerei fazer uma pequena mudança na sua dieta. Agora, quando quiser comer, considere me contar a verdade.

Anahí: Vai me deixar sem comer, detetive? – Perguntou, fria. 

Christopher: Não se você quiser colaborar comigo. – Ela rolou os olhos.

Anahí: Que seja! Não estava com fome mesmo. – Uckermann sorriu, cínico.

Christopher: Vamos ver até quando isso dura. 

E durou dias. Dias em que Anahí passou apenas com água. Hoje completava uma semana que ela estava presa. Uckermann continuava a interrogá-la. Cada vez mais impaciente. 

Christopher: Como está hoje? – Perguntou com ar de deboche. Fraca, Anahí demorou a levantar da cama.

Anahí: Na mesma de sempre, detetive. – Respondeu. 

À passadas largas, Uckermann se aproximou dela, segurando-lhe os braços com força. 

Christopher: Escuta aqui, garota, eu estou começando a perder a minha paciência com você! – Rugiu enquanto a chacoalhava.

Anahí: Vai me bater? – Provocou.

Christopher: Não duvide. – Rosnou.

Anahí: Eu não duvido. Aliás, quando vai começar a me torturar para que eu fale algo? – Perguntou, indiferente. O olhar morto.

Christopher: Está com pressa? – Sorriu, sádico.

Anahí: Você está? – Ele meneou a cabeça, ainda sorrindo e, sem dizer nada, saiu da cela. 

Aquela seria uma longa noite. 

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