CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS!
Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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Já fazia alguns minutos que eu havia deixado predador dormindo em meu quarto, e decidi sair pra caminhar um pouco na noite. Eu morava em uma casa simples, mas bem sofisticada na decoração e aparência, era bem parecida com um chalé. Não ficava muito longe da cidade como a de Rafael, apesar de também estar no meio da floresta. Eu estava com uma roupa simples, sim, eu costumo muito me produzir e ficar horas em frente ao espelho fazendo uma boa maquiagem, arrumando meus cabelos ruivos ondulados, e demorando ainda mais pra escolher alguma roupa. Mas hoje, já era tarde da noite, e logo eu iria dormir. Mas antes eu queria sair e andar um pouco pra esfriar a cabeça e conter meus pensamentos. Estava usando um short jeans de cintura alta, uma Body preto aveludado de mangas compridas e uma simples sandália cor nude. Eu andava pela floresta escura, com apenas a fraca luz da lua me guiando, sentindo a chuva leve cair sob meus ombros. Era tranquilizante sentir a água leve que começara a cair. Eu ouvia todos os sons da Mata, desde a chuva até o som da água de uma pequena cachoeira ali perto de minha casa, e eu estava gostando de cada detalhe ali. E logo, como já é de se esperar, enquanto eu andava pela floresta os pensamentos cercaram minha mente. Pensei sobre a guerra, sobre minha "Família" que foi morta pelo clã rival, eu sentia tanta a falta dos que se foram. Caio Harper, meu amigo e meu parceiro de taça pra tomar um bom vinho, nunca esqueço do quanto seu sorriso era doce e gentil. Amoroso com todos, prezava por nossa segurança e ficava bravo sempre que saíamos muito à cidade. Já que erámos criminosos e não podíamos por as "caras" no meio de gente. Sempre nos confundiam, achavam que erámos irmãos por sermos ruivos, e nós riamos muito disso. Sem eu poder me conter, uma lágrima já ameaçou cair de meus olhos. E eu a deixei correr como um rio enquanto lembrava de tudo aos poucos e caminhava pela floresta. Voltaire d'Vittore, poeta, apaixonado, gentil... Eu passava dias falando com ele sobre uma maneira de conquistar Tânia, que era a mulher ex policial extremamente fechada para o amor. Ele escrevia poesias pensando nela, enquanto tomava um bom vinho e olhava a noite. Era loiro e alto, de lindos olhos verdes, e também era português. O único que tinha o idioma diferente do nosso, já que o restante todo era de nova York. Mas aprendemos a falar com ele com bastante facilidade. Eu era absorvida pra um mundo mágico e doce ao ler tudo que ele escrevia. Eu também sentia muito a falta de Voltaire. Já Dylan, dono de herança da família, riquinho e farreiro, parecia ser um garoto normal, mas era um criminoso assim como todos nós... Eu tenho tanto rancor dele. Naquela guerra ele nos deixou sozinhos, ele podia ter ficado, ajudado, e quem sabe se ele não tivesse fugido se mostrando um covarde, teríamos vencido a guerra com todos os outros vivos. Agora você deve se perguntar, ela é uma mulher tão tranquila e alegre, qual será seu crime? Parei no meio da floresta, e tirei minha sandália, ficando descalça e sentindo a grama molhada da chuva em meus pés, continuei andando, até chegar na margem da Cachoeira. Coloquei os pés na água, sentindo o frio me dominar, mas ao mesmo tempo me senti liberta naquela floresta tão acolhedora e fresca. Respirei fundo, O crime que cometi? Me vinguei.