CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
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Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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Eu estava com ethan, ali na cama. Onde ele havia me beijado novamente. Eu não sentia nada, literalmente, nada com os beijos que eu recebia dele, mas agora, eu senti um pouco de raiva. Porque preciso de um tempo pra pensar, eu acabei de voltar da casa daquele... Maldito, depois de tudo que aconteceu, e eu nem sequer tive tempo pra pensar! Nem mesmo consegui aliviar minha dor, do jeito que sempre faço... Ainda não consegui associar cem por cento oque acabou de acontecer. Porque hoje de manhã ainda estávamos juntos, mesmo com toda a porcaria que aconteceu na noite passada, com ele me torturando como sempre tem feito, fodendo minha mente, mas ainda estávamos juntos! E como eu disse, eu suportaria qualquer coisa, tudo oque estivesse por vir, afinal eu estava namorando um assassino. É óbvio que eu nao poderia esperar nada de bom dele! Mas traição.... Não, isso não! Rafael Blacktide não suportava o fato de eu ter um amigo homem! Então porquê eu deveria suportar uma traição? Ainda mais com DUAS GAROTAS! E ainda, as garotas que faziam bullying comigo na escola TODOS OS DIAS! Ele estava louco, se ele pensou que eu perdoaria uma coisa como essa. Eu não perdoei nem que ele continuasse vivo depois disso na verdade. E espero que ele realmente esteja morto. Estar morto... Será que ele realmente morreu? Droga... Pensei comigo mesma. Isso está mesmo certo? Uma garota pequena como eu matar um assassino em série assim tão fácil? Rafael Blacktide era o próprio diabo na terra, era forte e impiedoso, ele já até me imobilizou com seu toque cruel e firme incontáveis vezes! Então... Não foi muito fácil? Será que eu realmente ataquei os pontos vitais necessários pra tirar a vida dele? Me senti confusa e naquele momento parecia que meu cérebro iria explodir. Eu estava com um ódio INFERNAL dele. E queria de todo o coração que ele realmente estivesse morto! Mas... Ao mesmo tempo... Queria que não... Porquê me lembro das vezes que ele foi bom pra mim, das vezes em que ele cuidou de mim e me defendeu... Ele matou meu pai e minha madrasta, que quase me matavam de tanto me espancar, ele me livrou deles... Fora as vezes em que ele era doce e gentil comigo... Naquele dia, em que fizemos aquela noite das garotas, ele parecia estar odiando, mas fez por mim, pra me ver feliz... Ele já sujou suas mãos de sangue por mim tantas vezes... Então, eu... Fico tão... Tão confusa... Mas não, ele não me ama de verdade, não ama!!! Ele me traiu!!! E isso já basta! - Claire, olha, me desculpa... Eu não queria ser um babaca com você... Ethan disse, se virando pra me olhar, me despertando dos meus pensamentos. - Me beije de novo e eu te quebro. Sussurrei baixo, em um tom totalmente forte e fora de mim, enquanto negava olhar para ele. - Me desculpa, de verdade... Eu não queria... Te constranger nem nada, mas você sabe, como eu disse. Eu preciso disso pra sobreviver agora. Ele disse, enquanto se sentava mais próximo de mim, sem parar de me olhar, seus olhos eram tristes e preocupados, e ele parecia querer chorar... - Na verdade, você precisa de comida, água, e ar pra respirar. enfim, eu preciso sair sozinha um pouco pra transparecer a mente, ou eu vou enlouquecer. Eu falei no mesmo tom baixo e firme de antes, enquanto saia da cama. Mas ethan então se levantou também e negou várias vezes. - Não, sozinha não. quem me garante que você vai voltar viva? Eu vou com você! Me virei pra ele devagar, e olhei em seus olhos. - vai ser pior se eu ficar enfurnada nesse quarto, confie em mim. Antes das onze eu estarei aqui, me espere. Ele então suspirou fundo, a preocupação era visível em seus olhos, ele realmente estava com muito medo. - Se você vai se sentir melhor, pode ir. mas volte pra mim, Por favor... Me levantei da cama devagar, já sabendo oque fazer e pra onde ir. Eu realmente não tenho certeza... Se ele está morto. Então, o certo é ir lá checar. Sim... Vai ser horrível voltar naquele lugar novamente, naquela casa que me trazia tantas lembranças boas e ruins, onde a cada cômodo, cada canto, era como uma injeção de adrenalina perfurando minha pele. Mas... Eu preciso ir. Não tem outro jeito. E eu também preciso... Me aliviar. Minha mente está quebrada e meu coração está doendo absurdamente, a falta de ar toma meus pulmões e eu fico ainda mais nervosa a cada segundo em que me lembro de tudo que aconteceu. Pelo menos alguns cortes... Um pouco de sangue... Um pouco de... Dor física. - Então estou indo. pode ficar aqui, Meus pais... Não vão vir, fique tranquilo. Falei, logo em seguida tendo flashes em minha mente de meus pais mortos em minha frente, assassinados de maneira brutal e fria. - Tudo bem, eu... Espero por você, se cuide porfavor. Ethan então se aproximou de mim, com um pouco de vergonha já que eu havia o repreendido por me beijar, e apenas levou sua mão até a minha, a acariciando devagar. Apenas assenti, e sai dali, do meu quarto. - Volto já. Meus pés colidindo sob a escada fria era o único barulho a ser ouvido naquele momento, enquanto eu descia devagar cada degrau, com Ethan me olhando de cima. Sua expressão ainda era preocupada, e ele ainda parecia atormentado com a ideia de eu me suicidar em algum lugar por ai. Quem sabe. Não é mesmo? Afinal... Minha dor é tão grande... Que se eu tocar em uma lâmina,ou qualquer coisa que sirva... Eu não vou parar. Abri a porta central da sala, e logo senti o vento frio bater em meu rosto, me fazendo arrepiar. Não peguei nenhum suéter, nenhum cardigã... Eles não iriam tirar o frio que estava em meu coração. Ou o pouco que restou dele. Então, sem me importar, segui caminhando no frio, em direção aquela rua em que eu conhecia de cor. O caminho para a rodovia que dava pra fora da cidade, o fim de todas as casas e comércios, onde apenas floresta e mais floresta, morros e mais morros, dominavam. E uma densa neblina gelada. Caminhei, em passos lentos, querendo e não querendo chegar lá. Tendo flashes de cada momento que tive naquela casa, cada pico de adrenalina, de loucura. Como disse, é óbvio que ele era um assassino doente e maníaco, eu sabia disso e mesmo assim escolhi me envolver com ele. E é claro que aquela relação era tóxica e dolorosa, já fui humilhada, feita de gato e sapato por ele, eu era seu tapete pessoal, onde ele pisava e fazia qualquer outra coisa que quisesse. Mas sinceramente, eu já esperava por isso, e eu já sofri tanto que em certo ponto, a dor era tão absurda que eu acabei me acostumando, e eu não me importava. Quando ele me amarrava e fazia seus sadismos comigo, quando me forçava a tirar vidas, deixando sangue embaixo das minhas unhas e deteriorando meu cérebro com suas manipulações. Mas... Traição. Não... Isso não. Isso não!!! Eu perdoaria qualquer coisa, qualquer droga, mas ser traída... Ainda mais com garotas que me agrediam todos os dias... Eu não pude deixar isso passar. Não mesmo!! E mesmo sabendo que ele fez isso da forma mais fria possível, com as duas de uma vez, eu ainda penso... Porquê? Eu... Sou um lixo ambulante é claro, uma doente mental suicida e dependente, mas... Meu corpo é... Bonito. Eu tenho um rosto bonito... Meus... Seios são enormes, coisa que todas as garotas queriam ter, minha cintura é fina... Lágrimas caíram dos meus olhos, enquanto eu andava pela estrada fria e escura, sentindo a brisa gelada bater sob minha pele, enquanto eu pensava em uma frase muito popular que já ouvi: Traição não é sobre beleza, é sobre caráter. Sim... Realmente. Agora isso faz total sentido pra mim. Ele me traiu... Não porquê estava faltando algo, ou porquê eu não era suficiente... Mas sim porquê é um idiota, um insensível nojento e miserável. Chorei ainda mais, dessa vez um pouco mais alto que o normal, vendo minhas lágrimas caírem no asfalto, enquanto eu já podia ver a trilha na floresta que dava para aquela maldita casa. Um gelo percorreu meu estômago, e eu senti o mesmo revirar enquanto eu chegava cada vez mais perto, adentrando a trilha pequena e estreita. Me lembrando, me recordando... De segundo por segundo em que eu passei ali. Logo, pude ver a casa luxuosa e grande, com as luzes todas apagadas, iluminada apenas com a luz da lua, que estava mínima por estar atrás de nuvens cinzas. Me aproximei da entrada, e abri devagar a porta da mesma... A maçaneta gelada fez meu corpo se arrepiar, e eu abri a mesma, subindo as escadas. Mais uma vez, o único som dali era o de meus pés na escada, subindo degrau por degrau, enquanto meu coração estava quase pulando pela boca, me recordando do que aconteceu hoje, durante a tarde, nesse mesmo lugar, nesse mesmo cômodo... Terminei de subir as escadas, e fechei os olhos, me preparando mentalmente pra ver o homem que acabou com a minha vida. Lágrimas caiam ainda mais pelo meu rosto conforme eu me aproximava. E então, eu decidi abrir meus olhos. E o vi ali... Droga... Na mesma posição de quando eu o esfaqueei, o sangue ao seu redor já estava seco e escuro, e a pele dele... Estava branca como a neve. Eu podia ver pela pouca luz que entrava da parede quebrada de vidro. O olhei por um longo tempo, enquanto mais lágrimas corriam. - Rafael.... Sussurrei seu nome, que antes era apenas uma junção de letras sem sentido pra mim, e agora era um nome que seria conhecido pra sempre em minha memória. - Que bom que você está morto... Sussurrei baixo enquanto chorava ainda mais, me lembrando de tudo oque tivemos. Dos pouquíssimos momentos bons que aproveitamos juntos, dos raros momentos em que eu era amada naquela relação radioativa. - que... b-bom... Me abaixei ao lado dele, e chorei ainda mais, os meus olhos pareciam duas cachoeiras incessantes que nunca paravam. - Você não merecia viver depois do que fez comigo... Nem você... Nem elas... Olhei para o corpo de uma das garotas, ali na sala, completamente mutilado e em péssima situação. - Maldito seja o dia que eu cruzei o seu caminho... Você acabou comigo, com o pouco que restou da minha sanidade...!!!! Você me matou aos poucos, e enquanto isso eu estava amando você!!! Me abaixei, levando as mãos até os cabelos, enquanto eu chorava como uma criança. - Desgraçado.... Maldito... MALDITO.... MALDITO RAFAEL... eu disse enquanto sacudia meu corpo de um lado para o outro, sentindo meu coração começar a doer novamente e meu estômago se revirar. Então me levantei e rapidamente fui até o banheiro. Chorando e soluçando, com meu peito se contorcendo de tanto sofrimento. Eu... Só quero aliviar oque estou sentindo. E deixar claro pra sempre que foi ele quem acabou comigo. Pra nunca mais amá-lo novamente!!! Entrei no mesmo e tranquei a porta, procurando loucamente pela lâmina que eu havia usado na noite anterior. Sim... Sim, sim, sim, sim!!!! A peguei, em um surto de desespero e louca pra aliviar minha dor, e fiquei de frente para a pia, e o grande espelho. Vendo o meu reflexo triste e morto no espelho, meus olhos estavam fundos e escuros como o fundo de um poço. O desespero havia tomado meu ser, e eu rapidamente empunhei a lamina em minha mão esquerda e comecei a expulsar a dor sentimental de meu corpo, a fazendo escorrer junto com o sangue. Eu me cortei devagar e de forma funda, mas os cortes não eram retos como sempre, eram atravessados e tortos, cada corte se unindo um ao outro enquanto meu sangue já começava a escorrer sem muito esforço, fazendo as linhas em meus pulsos terem sentido. "R" Comecei a escrever o nome dele em meus pulsos, com a lâmina fria e afiada, vendo o sangue escorrer loucamente na pia e no chão, pintando a porcelana branca de vermelho, dando cor a um lugar tão cinzento e frio. "A" Minha dor física após esses cortes fundos e dolorosos estava substituindo a dor mental, e eu já podia suspirar novamente sem torcer pra surtar. "F" Mais sangue escorria, e tudo oque eu queria era morrer também, naquele mesmo momento, pra esquecer de vez do homem que tanto acabou comigo. "A" Ainda empunhada na minha mão, a lâmina já havia cortado tanto a minha pele, que agora começou a falhar, deixando os cortes ainda mais dolorosos. "E" Se ele não fosse tão belo e de aparência tão perfeita... Seria mais fácil sair disso... "L" Eu encerrei, fazendo o ultimo corte, já sentindo uma tontura eminente vir, enquanto as lágrimas cessavam de meus olhos devagar, pouco a pouco, secando. E com tanto sangue perdido no chão, minhas pernas bambearam e eu acabei caindo ali, desacordada, rezando, implorando, pra não acordar nunca mais.