Capítulo Nove: Contacto de vingança.

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Depois de deixar a pequenina Liza com os pais, um alívio tomou conta de mim por ter evitado uma tragédia

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Depois de deixar a pequenina Liza com os pais, um alívio tomou conta de mim por ter evitado uma tragédia. Fui até um bar afastado do centro da cidade e comprei duas garrafas de whisky, decidindo que era hora de voltar para casa.
Enquanto dirigia, a mente fervilhava com um turbilhão de pensamentos.
Quando já estava quase chegando, meu celular tocou. Era Colle Hope, um garoto com quem vinha conversando nos últimos dias. Sua voz tremia ao outro lado da linha, e eu sabia que seu lar era um verdadeiro inferno, dominado por pais alcoólatras.
- LordMacabre!
ele exclamou, a urgência na sua voz quase me fez sorrir.
- Por favor, ME AJUDE! Preciso que você venha aqui AGORA!
- Calma, Colle.
O respondi, tentando soar interessado.
- O que está acontecendo? Sua voz está parecendo que saiu de um filme de terror.
A respiração dele estava acelerada, e eu podia ouvir barulhos de coisas quebrando ao fundo, como se um pesadelo estivesse se desenrolando ao vivo. Um riso sádico escapou dos meus lábios.
- Se eu fosse você, não chamaria um assassino para sua casa.
Eu disse, me divertindo com a situação.
- Não estou brincando, Lord!
ele interrompeu, a voz cheia de pânico. -Eles estão quebrando tudo! Você precisa vir rápido ou vou acabar...
Ele hesitou, a fraqueza transparecendo.
- ...em pedaços.
A perspectiva de um pagamento generoso me fez respirar fundo. Torturar alguém agora parecia uma ideia tentadora. A noite caía, e eu sabia que logo teria a minha RedRoom.
- Certo, então, vou rastrear seu número. Estarei aí em breve.
Minha voz soou grave e arrepiante.
- E espero que me pague bem por isso.
- Escuta e-eu não tenho muito!
Colle implorou, o desespero se misturando com o medo.
- Mas o que mais eu posso fazer? Eles não vão parar até me verem no chão!
- Olha, garoto...
respondi, controlando o tom.
- Você me chamou. Agora precisa entender que eu sou sua única saída. E um bom pagamento pode garantir que eu chegue a tempo. É você que decide.
- Por favor! Eu não posso... não posso deixar que eles me peguem!
Ele estava quase chorando, e isso só me divertia mais.
Desliguei o telefone e coloquei-o no bolso, um sorriso malicioso se formando nos meus lábios.
Sempre fui bem preparado. No meu carro, além de armas e munições, havia facas e outros instrumentos que usava para tortura. E, claro, minha identidade era um segredo bem guardado. Vestia uma máscara antiga, que lembrava as do século da peste negra. O esqueleto de um pássaro, com um bico grande e pontudo, cobria meu rosto, e os buracos dos olhos me permitiam observar sem ser visto.
Coloquei um chapéu, ocultando ainda mais minha verdadeira face. Algum tempo atrás, fiz duas tatuagens: uma no pescoço com a escrita " Killer" e outra no pulso, um lobo de olhos bicolores, uma homenagem ao meu predador. Meu husky de estimação.
Essas marcas eram um risco; os policiais poderiam facilmente me identificar se aparecessem em minhas transmissões ao vivo. Assim, as mantive ocultas sob meu suéter preto de manga longa.
Respirei fundo. Agora, eu tinha um trabalho a fazer. Abri a gaveta sob o banco do motorista e peguei a máscara, olhando para seu estado manchado de sangue seco. Dei de ombros e a coloquei. Depois, peguei meu chapéu estilo cartola do banco de trás e o coloquei na cabeça.
Meu suéter não cobria a tatuagem do pescoço, então puxei meu sobretudo preto, que estava esticado no banco do passageiro, e o vesti rapidamente. O tempo era crucial; uma boa grana me aguardava.
Peguei meu celular, iniciei o rastreador e logo vi o endereço do garoto na tela: Rua Downtown Ocean City,  quadra 4 , casa número 122. Perfeito. Não era longe; deduzi que chegaria em 10 ou 15 minutos.
Guardei o celular na gaveta sob o volante e dirigi em direção à casa de Colle, sentindo a adrenalina pulsar em minhas veias. A noite estava apenas começando.

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