CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS!
Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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Já haviam se passado alguns minutos desde que cheguei à escola. A quadra de basquete estava movimentada, o som das bolas quicando misturado aos gritos e risadas dos alunos. Eu andava pela escola com o coração apertado, ainda me sentindo deslocada. Mas quando vi Ethan, algo dentro de mim se acendeu. Ele parecia ser a única pessoa ali que me entendia. Ele se aproximou rapidamente, o sorriso iluminando seu rosto, e então conversamos por um tempo, e ele magicamente logo mudou oque eu sentia. Me deixando feliz. Viva. Por pelo menos alguns instantes. E sem demora, ansioso pra me animar, ele me chamou para jogar basquete com ele. Em seu time. O sorriso dele me deixou um pouco mais tranquila, e eu já estava o acompanhando, mas por um momento... uma sensação de medo logo me invadiu. Eu sabia que o que aconteceria a seguir seria difícil. A pressão dos olhares sobre mim era intensa. Todos estavam assistindo, esperando, e eu sentia que qualquer movimento em falso seria motivo de piada. Já que eu sempre fui isso. Um enorme motivo de piada. - S-Sabe... eu acho que... acho... que mudei de idéia... N-não vou mais... Falei, tentando esconder o nervosismo. O medo de ser rejeitada novamente como todos os dias era forte demais, e por mais que eu estivesse acostumada a sofrer isso todos os dias, ainda doía muito. Fisicamente e mentalmente. Mas Ethan então negou com a cabeça, e me olhou, com um olhar triste, mas ao mesmo tempo, encorajador. - Não faça isso, vamos comigo, pequena, porfavor... Ele pediu, me olhando enquanto segurava minha mão. Um toque leve, macio e amável. Que afastava qualquer nuvem de chuva. - E-Eu não sou boa nisso... e... t-todos vão me olhar então... Ethan percebeu minha hesitação e apertou minha mão com mais força, como se estivesse me transmitindo um pouco de sua confiança. - E daí se eles vão olhar? Não importa o que aconteça, pode até chover vidro, Claire. Eu estarei com você, que se dane todos. Ele olhou para mim com os olhos brilhando. - E sobre ser boa ou não, você nunca tentou, e também nunca vai saber se não tentar. Ele sorriu enquanto me lançava uma piscadinha. - Vamos mostrar para eles o que você é capaz de fazer. Eu olhei para os outros estudantes. Seus olhares carregavam críticas silenciosas. Eu podia quase ouvi-los em minha mente, zombando de mim. Eu queria correr, me esconder, mas quando senti a mão de Ethan me segurando com mais firmeza, percebi que ele realmente queria que eu tentasse. De repente, soltei a mão dele e parei no meio da quadra. Minha respiração ficou mais rápida, o medo tomou conta de mim. - Claire? Ethan chamou, virando-se para mim, percebendo que eu havia parado. - Por que você parou? Você está bem? Eu olhei para baixo, sentindo a angústia me sufocar. Era como se uma parede invisível estivesse entre mim e os outros. Eu queria voltar, queria sair daquele lugar. Queria até... Voltar pro banco onde eu estava falando com aquele... - E-Eu não posso, Ethan... Falei, com minha voz fraca e baixa cortando meus pensamentos. - Eu n-não consigo fazer isso. Não sou boa o suficiente para isso, s-sou só uma fracassada... todo mundo vai rir de mim, eu... não aguento mais passar por isso e tudo oque eu puder fazer pra evitar constrangimentos eu... e-evitarei!! Ethan deu um passo em minha direção, sem me deixar sair dali. Ele pegou minha mão novamente e, com um sorriso suave, me encarou com aqueles olhos castanhos que pareciam enxergar bem além de mim. Bem além de onde minha alma estava. - Claire, olha para mim. Eu te conheço. Você não é fraca, nunca foi. Olha só tudo oque você enfrenta diariamente, e você está aqui. acha mesmo que sua ruína será uma partida de basquete no ensino médio? Ele falou com calma, mas suas palavras eram firmes. - E outra, Eles podem tentar te derrubar, mas eu vou estar aqui para te levantar. Você não está sozinha. Eu fechei os olhos por um momento, tentando absorver o que ele estava dizendo. Mas a dor, a insegurança, ainda me consumiam. Eu tinha medo de errar, medo de ser humilhada na frente de todos. Novamente. - E-Ethan, você não entende... Falei, quase num sussurro. -Eu já fui h-humilhada tantas vezes... Eles sempre me fazem de piada, me agridem, me ridicularizam. Eu sou um fracasso. Eles vão me machucar de novo, como sempre fazem... Naquele momento, Ethan se aproximou mais, agora olhando diretamente nos meus olhos, com uma intensidade que me fez parar de respirar por um momento. - Você não é um fracasso, Claire. Você é incrível. Eu sei disso, e vejo isso em você. Ele sorriu, seu sorriso era acolhedor, cheio de confiança e paz. - E Eu sei que você consegue. Eu fiquei em silêncio, processando suas palavras. A verdade era que eu queria acreditar nele, queria fazer oque ele havia dito e passar a confiar em mim mesma, mas o medo ainda me paralisava. Eu senti uma mecha de cabelo caindo sobre o rosto, e antes que eu pudesse movê-la, Ethan delicadamente a puxou para trás de minha orelha. - Eu estou com você, Claire. Sempre estarei. Ele disse, sua voz tranquila e reconfortante. - Mesmo se chover vidro. Como eu havia dito. Ele sorriu, me olhando nos olhos com um olhar doce e calmo, que não ameaçava, não machucava, não me zombava... Mas então, infelizmente nesse momento a voz irritante de Arielle cortou o ar, fazendo todos na quadra virarem a cabeça. - ETHAN LIAM! NOSSO TIME ESTÁ PERDENDO! VOCÊ PODE DEIXAR A "SUICIDA" POR APENAS UM INSTANTE? Arielle gritou, sua voz venenosa ecoando em toda a quadra. Eu senti um arrepio de desconforto. Arielle, como sempre, estava tentando me diminuir. Eu não sabia como lidar com ela, mas sabia que sempre que ela me via, o que se seguia era humilhação. Ela não perdia uma chance de me atacar. Ethan não hesitou. Ele se virou para ela com um olhar determinado, sua expressão agora séria. - Arielle, você está fora do time! Ele disse, a voz grave e cheia de autoridade. Arielle ficou parada por um segundo, atônita. Seus olhos brilharam de raiva, e ela avançou em direção a Ethan, os passos pesados e furiosos. - O QUÊ? COMO VOCÊ OUSA ME EXPULSAR DO TIME? Ela gritou, o rosto vermelho de raiva. - EU SOU A MELHOR DAQUI!!! Ethan manteve a calma, sem se intimidar. - Não me interessa, o líder aqui sou eu, Arielle. E se você não respeitar as regras, você não joga. Simples assim. Ele disse com firmeza, sem mostrar nem um pouco de dúvida. Arielle o encarou com desprezo, sua boca se curvando em um sorriso desdenhoso. - Seu... Ela murmurou, quase como um rosnado. - Eu vou te fazer pagar por isso. Não pense que me mandou embora assim e que vai ficar por isso mesmo. Antes que ela pudesse continuar, o professor de educação física, que até então observava a cena, se aproximou. Ele estava visivelmente irritado. - Arielle, é a terceira vez que te mando para a diretoria nesta aula. Você tem noção do que isso significa? O professor disse, com um tom autoritário. - Se continuar com essa atitude, você vai ser expulsa da escola, e eu não estou brincando. Arielle, como sempre, não podia aceitar perder pro lado certo, e gritou furiosa. - EU ODEIO TODOS VOCÊS! Ela berrou, virando-se para mim com um olhar de ódio. - E você, Claire, você vai ver o que vai acontecer! Arielle saiu da quadra, ainda com o fogo nos olhos. Eu sabia que ela voltaria, mas por enquanto, eu sentia um alívio, mesmo que temporário. Eu olhei para Ethan, e ele me sorriu de maneira acolhedora. O professor, com um sorriso gentil, se aproximou de mim. - Claire Alisson, seja bem-vinda ao time. Ele disse, sua voz calorosa. Eu sorri de volta, um pouco nervosa, mas o toque de Ethan em meu braço me deu a coragem que eu precisava. - Agora é com você, Clarinha. Vamos lá, Vai ser incrível! Ele disse com um sorriso travesso, jogando a bola para mim.
Eu respirei fundo, me preparando para o que estava por vir. Eu não sabia o que iria acontecer, mas uma coisa estava clara: eu não estava mais sozinha. Ethan estava ao meu lado, e eu finalmente estava pronta para tentar. Estávamos juntos e não iríamos nos afastar. Mesmo se chovesse vidro.