capítulo cento e vinte e oito: desconfianças.

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A Rua fria pela qual percorríamos se juntava ao silêncio entre nós, enquanto eu dirigia meu opala, com Claire ao meu lado.
Havíamos deixado Acerá e Dylan no chalé dela, onde ela passou a morar assim que se mudou pra nova Jersey no mesmo dia que eu.
Acerá conseguiu foder com todo o meu dia, por chamar Claire para uma conversa a "sos", atrás da minha casa.
Eu e Dylan nos falamos muito pouco, já que eu ainda sinto um ódio da porra desse desgraçado.
Mas, enquanto ele falava, percebi que as duas estavam demorando muito, e também ouvi um grito irritado.
Vindo de lá de fora.
Rapidamente fui ver oque estava acontecendo, e ouvi um pouco da conversa.
Acerá estava dizendo que eu era um assassino, que eu iria acabar com Claire fisicamente e psicologicamente, que ela tinha que me deixar, e até que ajudaria ela a fugir...
Caralho... tentando colocar Claire contra mim, já esperava isso.
Se bem que, ela não disse nada mais que a verdade.
Mas mesmo assim, e se Claire acreditar nela?
Vou perder meu brinquedo favorito, meu centro de diversões e prazer.
E é claro, eu não poderia deixar com que isso acontecesse. Ela é minha.
Então quando ouvi a voz assustada e em alerta de Acerá, tentando convencer minha garota a todo custo, mas antes de fazer qualquer coisa resolvi voltar pra sala e apagar Dylan pra que ele não se intrometesse.
Ele estava de costas, mexendo em seu celular, e então eu peguei uma corda que estava jogada no chão ao canto da parede, e rapidamente a torci entre seu pescoço.
Ele tentou se soltar, mas apertei a mesma firmemente e ele logo apagou com falta de ar, desmaiando.
E então parti pra fora da casa, indo por trás de Acerá, a enforcando também até que ela apagasse.
Logo, sem muita demora. Convenci Claire a não acreditar em nada do que minha "" amiga "" havia dito.
A beijei, manipulei sua mente como se ela fosse um robô programável.
Fácil, muito fácil.
Ela só estava um pouco irritada depois de saber que Acerá era minha amiga, e me disse a mesma coisa que eu disse a ela.
"Pra quê ela se você me tem? Eu não sou o suficiente pra você?"
Safada do caralho. Usou meu próprio joguinho contra mim mesmo.
Ela então disse que continuaria amiga do tal Ethan também, já que eu tinha uma amiga.
Como eu disse, Claire estava louca de ciúmes por mim.
Estava mudando, sua sanidade já não era como a de todo mundo, seus olhos não tinham brilho, e ela mencionou que se eu posso matar Ethan, ela também pode matar Acerá.
Disse ela em um tom calmo e sério, Claire já não era mais a mesma, a garota que eu conheci num beco escuro, em meio à chuva, com um lindo vestido branco todo molhado, enquanto eu estava matando pessoas como sempre.
Ela agora era obsessiva, sem sua sanidade no lugar, louca por mim e disposta a matar pra me proteger.
Mal sabe ela que, estou acabando com sua vida aos poucos.
E isso é só o começo.
Havíamos chegado em casa, ela não dizia uma palavra no carro.
Mandei uma mensagem de texto a Dylan e Acerá, falando pra eles não se intrometerem mais na minha vida ou vão aparecer mortos.
Parei o carro, Claire não esperou que eu abrisse a porta pra ela e saiu do mesmo.
E então entramos dentro de casa.
Observando a manhã fria e neblinosa, sob o azul do mar.
- Caralho, nem tomamos café da manhã.
Falei, enquanto subia as escadas com ela em direção à extensa sala.
Claire sequer respondeu.
Eu já estava ficando puto com aquilo, com o modo como ela me ignorava...
Ela se sentou no sofá, e eu peguei alguns cubos de gelo na geladeira, e coloquei em nosso suco.
Me sentei no sofá, ao lado dela e coloquei minha mão em uma de suas coxas, a apertando firme.
Mas então, Claire se afastou de mim e cruzou os braços.
- Oque foi porra?
Falei já puto, e ela virou o rosto pra direção contrária à mim.
-Nada.
Disse ela, de maneira grossa e rude.
Ah, então ela quer brincar com fogo? Pois vai.
Me aproximei novamente e agarrei com força seu pescoço, a forçando a olhar pra mim.
- Você está testando minha paciência, putinha...
Sussurrei bem próximo aos seus lábios avermelhados, e então a puxei pra um beijo.
Mas ela não me beijou de volta, sequer fechou os olhos.
Parei o beijo e dei um tapa em seu rosto, e apertei suas bochechas com força.
- se continuar me provocando eu juro que te jogo no chão e te fodo aqui mesmo.
Falei irritado com a impertinência dela, mas, surpreendentemente tive uma resposta.
- Porque não vai saciar sua vontade com sua amiguinha?
Disse ela, me empurrando pra longe e fugindo do meu toque.
Uma onda de ciúmes e obsessão havia tomado seu frágil coração, e ela agora estava com muita, muita raiva.
Mas Pra que Claire saiba, Acerá não sacia nem metade do que sinto prazer.
- Só pra você saber, gatinha. A Acerá não sacia nem metade de mim, eu gosto de foder com força, de espancar sem piedade, de amarrar, torturar, fora as outras coisas, mas fui julgado como sádico e manti esse fetiche por anos só pra mim. Até encontrar alguém que pudesse fazer comigo tudo oque me enche de tesão, no caso, você. Docinho.
Falei enquanto levava uma mão até os lábios dela, a olhando perversamente, a fazendo entender que era a única.
A única que aceitou ser submissa por completo.
A única que não ligou pro fato de eu ser um psicopata.
A única que fazia tudo que as outras julgaram loucura.
Essa garota é meu brinquedinho favorito.
A vi corar de vergonha de pouco á pouco, e então beijei suas bochechas vermelhas.
- Mais alguma dúvida?
Falei enquanto notava ela finalmente começar a se submeter de novo, mas então, ela me empurrou devagar.
- Espera... v-você não perdeu a inocência comigo, não é?,
Perguntou ela, com uma feição triste.
Que porra de pergunta é essa?
Obviamente não, eu sou um psicopata  sádico, vim de um passado totalmente infernal, como ela esperaria que eu ainda fosse virgem?
- Não, meu passado é o pior de todos, perdi minha virgindade com várias putas aos 17 anos numa boate, e isso não é nem de longe o pior que já me aconteceu.
Falei, e ela então se afastou mais uma vez, vi seus olhos marejarem.
- m-mas... E depois? Você...parou?
Disse ela, ainda afastada.
Neguei com a cabeça, como ela esperava que eu fosse louco por sexo transando só uma vez?
- Não obviamente, se tenho fetiches e meus gostos nessa parte, claramente não transei uma única vez. Continuei indo em boates e pagando mais garotas pra trepar comigo, a Acerá foi a única que eu não paguei pra fazer isso, foi por vontade própria.
Falei e então ela explodiu de raiva.
Claire se levantou do sofá e deu um tapa em meu rosto.
Cacete... eu vou acabar com ela...
Se tinha uma coisa que eu odiava era ser desafiado, ainda mais por uma garota tão pequena e idiota como ela.
A olhei já sentindo a energia infernal emanando de mim, louco pra dar o troco enchendo ela de tapas.
-M-maldito!! E-eu sabia que você tinha alguma coisa com ela!!
Gritou ela em um surto.
Então a puxei contra mim, segurei seus pulsos com força e a coloquei sentada no meu colo
Ela se debateu e era visível a raiva em seus olhos.
- M-me solta!!! Eu odeio você!!
Gritou ela cheia de raiva.
Peguei em seu pescoço o apertando com força, e olhei no fundo de seus olhos.
- Eu poderia te encher de tapas aqui  mesmo, e foder todas as suas entradas enquanto te espanco, mas vou ser bonzinho com você e explicar. Você sabe que é a única que fez tudo oque eu sempre desejei, tudo oque nenhuma outra fez, e eu não estou mentindo, já transei com Acerá, mas era chato pra caralho e ela não me dava tesão nenhum, agora você... é a minha garota, Claire. A minha putinha particular, e além disso, ainda é submissa e me ama, gosta do mesmo que eu, e faz qualquer coisa por mim. Você sim me enche de tesão e não é só no sentido de foder.
Falei nada mais nada menos que a verdade, Claire estava aos meus pés e eu adorava isso, era como um bichinho de estimação.
- M-mas... Você não me ama...
Disse ela, enquanto eu via suas lágrimas cair.
É, nisso você tem razão, gatinha. Eu não amo você, não amo ninguém.
Mas se eu disser que não, vou perder toda a diversão que você me proporciona.
Então, tenho que mentir.
- Já provei o contrário várias vezes, não provei? Vai continuar sendo ingrata com todas as vezes que eu me sacrifiquei por você?
Falei, a manipulando. Se tinha uma coisa que eu adorava fazer era manipular.
E Claire caia como um patinho.
Ela então chorou ainda mais, e me abraçou.
Perfeito, já estava puto achando que iria demorar ainda mais.
- M-Me desculpa! E-eu... amo você... amo muito..!
Disse ela, beijando meu rosto várias vezes, no mesmo local em que me desferiu um tapa.
- Tudo bem, mas saiba que não gostei nem um pouco da sua rebeldia. Você não é minha submissa?
Falei a olhando de cima a baixo, enquanto ela ainda estava em cima de mim.
Ela então assentiu várias vezes, e me abraçou forte, acariciando meu cabelo.
- S-Sim!! Eu sou... me perdoe, porfa...porfavor!
Exclamou ela, e como estava por cima de mim, estava um pouco mais alta que eu, oque me impedia de olhar em seus olhos com facilidade, já que seus seios enormes estavam no meu rosto, e ela quase me sufocava com eles.
Sem resistir, os apertei com força sentindo Claire se contorcer, e assenti com a cabeça.
- Já disse que sim, mas saiba que você vai ser punida.
Falei, enquanto apertava mais ainda seus seios, Claire deu um suspiro pesado.
Ela então assentiu.
- S-Sim... eu mereço... m-me castigue como quiser!!
Disse ela, aquilo estava começando a me deixar louco.
Mas, precisávamos comer já que viajamos e não comemos nada.
Então eu a tirei de meu colo, a colocando no sofá e respirei fundo.
- Bom, vamos comer agora. Você deve estar com fome.
Falei, pegando meu copo de suco e tomando um gole.
O sabor da uva invadia minha garganta, juntamente com o limão dando um leve toque de acidez, perfeito para um dia neblinoso como esse.
Claire então pegou seu como, e também tomou um gole.
Olhei para o lado, procurando por Meredith, e vi que ela estava andando na cozinha, devagar e ainda um pouco lenta devido aos anestésicos.
Ela deve estar conhecendo seu novo lar.
- Está ótimo, nunca experimentei colocar limão junto á uva...
Disse ela, olhando pra mim enquanto pegava um torrada a mordendo levemente.
- digamos que talvez seja uma receita própria, nunca vi ninguém fazendo isso também.
Falei enquanto tomava mais do suco, olhando para a parede de vidro, para o mar frio e azul por trás das neblinas.
- É perfeito...
Disse ela se aproximando de mim, e se encostando em meu ombro.
Em pensar que ela estava surtando minutos atrás...
Quase ficando contra mim...
Mas, como esperado, ela rapidamente me pediu desculpas e implorou meu perdão.
Ela era como uma cachorrinha na coleira.
Mas eu ainda quero mais.
Quero possuir cada parte dela, física ou psicológica. Quero tê-la entre meus dedos por completo.
Fazendo tudo que eu bem entender e mandar.
Quero ser o Deus dela, o único pra quem ela se põe de joelhos.
E, quando eu me cansar... vou matá-la.
Mas depois de alguns minutos, interrompendo o silêncio aconchegante e meus pensamentos sádicos, o celular de Claire vibra.
Ela então se desencosta de meu ombro, coloca seu copo de suco na mesa devagar, e então desbloqueia seu celular.
Ela entra no Whatsapp, e vê uma mensagem.
Na foto de perfil havia apenas uma logotipo, e o contato estava salvo como "Escola".
- Deve ser o diretor ou a coordenadora....
Disse ela, abrindo a conversa.
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Escola :  Olá, aluna(o)! Temos um convite importante para você.
Faremos uma festa para comemorar o nome da escola como a segunda melhor de nova Jersey, e também conversarmos em reunião com todos os alunos sobre a formatura que será no próximo mês! Também estaremos distribuindo as notas bimestrais, então se puder porfavor, compareça, sua presença é importante para nós.
Horário: 16h
Aguardamos!

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Li tudo enquanto ela também lia, então a escola dela iria dar uma festa? Maravilha.
Ótima chance dela se fazer de desentendida sobre o fato de estar comigo quando matei a garota que a espancava.
Tenho certeza que a polícia já foi lá, e também sei que eles foram notificados quanto a Claire e eu sermos os últimos lá quando a garota foi morta por mim.
Não tem nenhuma digital minha em seu corpo, ou na arma, mas eles podem desconfiar.
- F-Festa? Eu nem falo com os outros alunos... sequer vou a formatura, provavelmente! Então pra que ir?
Disse ela, observando a mensagem na tela de seu celular pensando no que responder.
Então a olhei nos olhos, e tomei um gole do meu suco.
- Você vai.
Falei enquanto me inclinava para pegar o celular dela, que facilmente autorizou, e então eu digitei na conversa.
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Claire: Claro, estarei presente.

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E então, devolvi seu telefone.
Se ela for, não vão suspeitar tanto.
E, se suspeitarem ela tem chance de provar que não fez nada à vadia que maltratava ela.
Ela então me olhou confusa, e me questionou sem entender.
- M-Mas...
Odeio que me questionem.
E então, antes que ela pudesse terminar, me aproximei dela, e apertei suas bochechas, me encostando em seu rosto.
- Lembra que fomos os últimos que estavam na sua escola quando eu matei a vadia que batia em você? Se você não for a essa porra de festa, vão suspeitar ainda mais. Uhh... e se eles te questionarem, se faça de desentendida, seu rostinho fofo e angelical vai fazer todo mundo acreditar.
falei, dando um leve sorriso e beijando seus lábios avermelhados sem demora.
Claire então apenas assentiu e sorriu gentilmente.
- me lembro.... T-tudo bem, F-farei tudo oque você mandar.
Disse ela, se inclinando pra me abraçar.
Então, ótimo.
Pois se a polícia for atrás dela, provavelmente vão chegar até mim.
- Isso, docinho. Que tal comprarmos um vestido pra você? Já que a festa será durante o entardecer?
Falei, já pensando em como ela ficaria perfeita.
Claire é uma garota irresistível, e quando se arrumava, então...
Por isso, eu gosto de presenteá-la com as roupas mais caras e bonitas existentes.
Ela tinha um corpo modelado por deuses, Claire era a perfeição vagando pela terra.
- N-Não precisa... Tenho muitos em casa. E também trouxe alguns na mochila...
Disse ela, calmamente.
Bom, se é assim...
Quero vê-la depois que se arrumar, Claire fica ainda mais linda.
- Uh, ok. Mas se precisar de algo, me diga.
Falei e ela então sorriu docemente, levando suas mãos ao meu rosto com delicadeza, me beijando no rosto todo.
- Sim... você é o melhor namorado do mundo...
Disse ela, me beijando uma última vez nos lábios.
- Que bom que pensa assim, gatinha.
A puxei para um abraço forte e mais um beijo quente e hipnotizante, e ficamos ali durante a manhã, com nossos corpos colados, tomando café juntos, essa garota me ddeixa ainda mais louco, eu ainda vou possui-la... Por completo.

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