CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS!
Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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Acordei assustada com o som alto do despertador do celular. Cocei os olhos e, ainda meio tonta, peguei o aparelho e desliguei. Olhei pro relógio: 07:20. Meu Deus, eu estava muito atrasada! Dormi demais. Droga... Mas, ao mesmo tempo, uma parte de mim estava feliz por ter dormido bem. Isso raramente acontecia. Pelo menos algo de bom tinha saído daquilo. Levantei da cama, me despi rapidamente ficando nua, e pulei pro banheiro pra um banho rápido. Lavei o corpo e o cabelo com o maior cuidado possível, mas ainda assim a dor era inevitável. Eu odiava lavar o cabelo! Era uma tortura, mas eu não podia deixá-lo sujo. Que raiva! Terminei o banho, sequei o cabelo com o secador, deixando ele no seu liso e escorrido habitual. Fiz uma maquiagem rápida, só um corretivo pra esconder as marcas de ontem, um blush e um gloss pêssego. Nada de exagero, só o suficiente. Peguei uma legging preta bem justa que estava no meu closet e vesti o uniforme da escola: uma camiseta branca simples com o logo da escola. Não tinha muito o que pensar, só queria sair logo. Calcei meus All Star brancos e penteei o cabelo. Não me arrumei demais. O terceiro ano do ensino médio estava me matando e eu não via a hora de acabar logo com tudo isso. Não aguentava mais as três garotas do meu colégio que viviam me machucando e me tratando como lixo. Eu era o alvo delas, e elas estavam sempre lá, prontas pra me fazer sentir péssima. Sabe, eu já estava tão cansada disso tudo, que me cortar já era rotina. Uma forma de tentar aliviar um pouco a dor. Coloquei um suéter branco com bordados de morangos e peguei minha mochila. Eu não queria nem sair de casa, mas eu sabia que não tinha escolha. Sabia que ia ter que lidar com mais um dia de bullying, olhares de reprovação dos meus pais, e todo o resto. - Que vida infernal... murmurei enquanto descia as escadas. A casa estava vazia e silenciosa. As janelas fechadas, a luz do sol mal entrando. Provavelmente meus pais já tinham saído. Na verdade, isso até me dava um alívio. Ao menos eu não teria que encarar o olhar de desprezo deles logo de manhã. Fui até a cozinha, peguei uma maçã que estava na mesa e saí. A brisa fria do lado de fora bateu no meu rosto, e a dor que ainda sentia na pele me lembrou da noite anterior. As garotas de novo. E meus pais... E aquele homem. Eu ainda conseguia lembrar dos olhos dele. Ele não tinha alma, não tinha emoção. Somente insanidade. Eu vi ele matar duas pessoas, friamente. Eu fiquei paralisada, sem saber o que fazer. O som dos tiros ainda ecoava na minha cabeça, e tudo o que eu queria era esquecer. Fora quando Ele me pegou naquela sorveteria, me segurando pra evitar minha queda, as mesmas mãos que também me deram um mata-leão brutal, quase me sufocando. E pior ainda, quando eu cheguei em casa. fui espancada mais uma vez pelos meus pais. Minha vida era um pesadelo, e parecia que nunca ia acabar. Caminhei pelas ruas, vendo o céu cinza e o sol tímido atrás das nuvens. O frio de Nova Jersey me envolvia, e tudo parecia tão vazio, como minha vida. Mas, de certa forma, o mar sempre me trazia uma sensação de calma, mesmo que só por um segundo. Todo dia eu passava pela Ponte George Washington. A vista do mar quebrando nas pedras era tranquila, quase hipnotizante. Me perdi por um momento, olhando para o oceano, pensando como seria afundar ali, perder tudo e desaparecer naquele mar gelado. Pensar nisso não me fazia sentir medo, mas sim uma estranha sensação de paz. Foi quando meu celular vibrou, me tirando dos meus pensamentos.