Capítulo cento e trinta e dois; grávida?

308 25 20
                                        

Eu estava em casa

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Eu estava em casa.
A mesma era tao silenciosa e fria, sem quaisquer vozes ou movimentos que não sejam os meus...
Desde que meu pai e madrasta morreram, a casa estava inundada por paz.
Meredith estava no sofá ao meu lado, e eu havia acabado de almoçar uma comida que pedi em um restaurante próximo.
No momento em que consegui fugir dele, corri até uma estrada próxima, peguei meu celular e chamei um táxi.
Por isso estou aqui agora.
Jogada no sofá com minha gatinha ao lado, pensando em tanta coisa...
Naquele pesadelo terrível que me fez abrir os olhos, em quando apontei aquela arma pra ele e o ameacei, mas principalmente....
Quando ele finalmente me disse " Eu te amo".
Eu estava nas nuvens ouvindo aquilo, eu estava tão feliz...
Mas... será que era verdade? Ele realmente me amava?
Perguntei, e então ele havia me dito que não precisava nem dizer, já que havia demonstrado várias vezes.
Se bem que... sim. Ele já me defendeu e cuidou de mim tantas vezes....
Mas me tortura também! E isso não está certo!
Ele cuida de mim e me dá amor e carinho, quando não está me machucando e manipulando!
E pensar que eu estava embaixo dos pés dele... sendo tratada como um bichinho de estimação, uma boneca, uma submissa qualquer...
E pior ainda, eu estava consentindo com tudo isso.
Escolhi abandonar Ethan, por ele.
O meu melhor amigo, que sempre esteve ao meu lado, me ajudando e me fazendo amar a vida, os dias que iriam vir...
E eu o abandonei.
Ainda bem, ainda bem que consegui abrir meus olhos à tempo!
Agora, acredito naquela mulher que falou comigo!
O olhar dela, seus olhos verdes combinavam com tudo oque ela dizia,     era como se ela estivesse implorando que eu acreditasse em cada uma de suas palavras.
No começo, tudo que eu pensava é que ela estava com ciúmes, já que Rafael estava namorando comigo.
Mas... agora, depois de ver quando ele desmaiou a mulher e me "convenceu" a acreditar nele, penso o contrário...
Ela estava realmente me alertando.
Droga, eu fui tão burra!
Acariciei o pelo de Meredith, enquanto sentia uma lágrima caindo de meus olhos.
Será que o correto seria terminar com ele?
Ah, idiota, idiota! No que você está pensando Claire?
É claro que isso é o certo, ele cuida de mim é claro, mas me tortura e me machuca também! Então isso não é amor.
Certo, eu farei isso.
Mas preciso encontrar uma forma de dizer isso à ele, e preciso levar de novo essa arma pra me defender, ou sabe se lá oque ele fará comigo.
Certo, eu vou esperar por uma chance pra fazer com que isso aconteça.
Bom, já havia se passado um tempo desde que eu havia chegado à casa que era de meu pai, eu havia pedido um almoço de um restaurante, já que eu e Rafael não iríamos almoçar juntos.
Também descansei um pouco, e agora eu estava no sofá.
Eram duas e meia, quase a hora de estar na escola para aquela festa.
Sim, eu iria, não porque Rafael mandou ir... Mas porque vão me ligar á morte de arielle, vou ser uma suspeita.
Então, eu não poderia faltar.
Levantei do sofá, e me virei para olhar minha mais nova amiga.
- Vamos para o quarto da mamãe?
Falei dando um sorriso e a tirando do sofá.
Ela já havia acordado bem, mas estava deitada e esticada no sofá, preguiçosa.
A segurei em meus braços e subi as escadas indo até meu quarto para me arrumar.
Abri a porta.
Tudo do mesmo jeito que deixei da última vez.
A vez em que Rafael... matou meus pais.
Mas bem, eu não lamento mais por isso.
Eu sabia que um dia Rosie e Adam me matariam de tanto me espancar.
Já desmaiei tanto, tendo meu crânio jogado contra a parede, já perdi tanto sangue, já tentei tirar minha vida tantas vezes...
E tudo por culpa deles.
Então, posso parecer cruel dizendo isso... Mas eles mereceram.
Então, tirando esses pensamentos da minha mente, tentando me sentir tranquila ao menos uma vez na vida, coloquei Meredith em minha cama, peguei meu roupão, e segui para o banho.
Entrei na minha suíte, e liguei o chuveiro quente e relaxante.
A água corria, enquanto eu tirava minha roupa.
Tirei meu coturno, minhas meias, a saia, a blusa...
E por último, meu sutiã e minha calcinha.
Logo, eu estava inteiramente nua.
Entrei no box, e deixei a água cair por todo meu corpo lentamente.
Enquanto pensava, nele...
Rafael Blacktide era tão perfeito, eu o amava tanto...
Ele havia me defendido várias vezes é claro, mas me machucada também. Então ele não me ama de verdade.
Isso é tão triste... eu queria ele perto de mim, mas de que adianta se ele vai me machucar?
Céus! Que decisão mais dolorosa que terei que tomar!
Chorei e minhas lágrimas caíram junto às lágrimas do chuveiro, enquanto eu passava a mão por meus cabelos loiros e molhados.
É doloroso deixá-lo, mas eu não aguento mais...
Ficar sem ver seu sorriso sarcástico e psicopata, seus olhos azuis perversos e maldosos, seu corpo quente e perfeito, não sentir mais seu toque firme e confortante, não sentir mais ele... lá dentro.
Sim, eu tinha adorado aquela sensação...
Era bom depois que me acostumei, pois a primeira vez foi uma dor infernal.
Se bem que, ele ainda faz isso com tanta força, é tão cruel...
Quando ele sussurra coisas perversas em meu ouvido, gemendo com aquela voz grave e rouca.
Corei só de lembrar do quanto aquilo era ótimo.
Mas... tanto faz, eu preciso deixá-lo.
Mas, pensando nisso...
Será que eu posso... ficar grávida?
Arregalei os olhos, enquanto pensava nessa possibilidade.
Grávida dele...
Nós nunca usamos aquelas coisas que previnem a gravidez, anticoncepcionais, camisinha...
Eu ouvi o nome dessas coisas na escola uma vez, mas eu estava envergonhada demais, nunca imaginei que gostaria disso.
Céus, mas eu espero não engravidar agora.
Sei que tenho dinheiro, Rafael também tem. Mas imagine uma criança sendo criada e moldada por um assassino e uma suicida?
Eu sempre quis ter filhos, mas frutos de amor e ternura.
E tenho certeza que em momento nenhum nas noites em que fiz aquilo com ele houve amor.
Ah, meu Deus... droga.
Espero que isso não aconteça!
Mas, tirando esses pensamentos de minha mente, eu me lavei por inteira e ao meu cabelo também, fiz uma skincare rápida, e desliguei o chuveiro, indo até o espelho grande do mesmo.
Ali eu guardava minhas maquiagens em algumas prateleiras de vídro.
Coloquei meu cabelo pra trás, e passei um Primer em meu rosto,  um lip tint nos lábios, e rímel.
Também usei um pouco de corretivo para esconder as olheiras, e eu já estava pronta.
Eu não usava muita maquiagem, já que meu rosto era perfeito e sem manchas.
Meu pai pagava as mais caras sessões de limpeza de pele pra mim, ele dizia que não podia levar um "espantalho" nas suas reuniões de negócios em que apresentava a família.
Por isso eu tinha uma pele impecável.
Soltei meu cabelo, e o sequei com o secador, deixando meu cabelo em seu liso escorrido natural, e agora Só faltava me vestir.
Fui até meu closet, fazia tanto  tempo que eu pisava os pés aqui.
Procurei alguma roupa bonita, mas simples e que seria perfeita para a ocasião.
Um vestido preto e curto, de gola alta e mangas longas.
Perfeito, fazia anos que eu não o usava.
O vesti, e o mesmo se abraçou perfeitamente às curvas de meu corpo, o deixando colado e sexy, eu amava aquele vestido!
Pensei em que sapato ficaria bom com ele, e então no final optei apenas por meu all star branco.
Ele ficava lindo com esse vestido, e então pra completar, coloquei um colar de ouro bem simples, com apenas um pingente em forma de esfera.
E bom, eu já estava pronta.
Peguei minha bolsa de ombro preta, e coloquei meu celular e algumas notas de dinheiro que estavam na minha mochila.
E eu já estava pronta.
Ajeitei meu cabelo, e me sentei na cama ao lado de Meredith.
Será que faria bem deixá-la aqui sozinha?
Acho que sim, já que quando eu estava vindo comprei um pouco de ração pra que ela não ficasse com fome.
Bom, acho que ela ficará bem.
Antes de ir, peguei o pacote de ração e coloquei em uma vasilha, também peguei outra e coloquei ração.
Esses pequenos potes eram da minha madrasta, mas eu ainda não havia comprado comedouro para Meredith, e aquela vadia já estava morta mesmo.
Minha doce e gentil gatinha pulou da cama e veio até mim, acariciando minhas pernas com seu pelo macio, enquanto miava e comia um pouco da ração.
É, Ela estava com fome.
Me abaixei e a olhei passando a mão por seu pelo.
- Bom, a mamãe vai sair. Se comporte e cuidado! Okay? Até logo!
Eu disse , me levantando e descendo as escadas.
Chamei um táxi, e aguardei até que ele viesse.


Chamei um táxi, e aguardei até que ele viesse

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Entre Amor E MortesOnde histórias criam vida. Descubra agora