CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS!
Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
O ronco grave do opala preto vibrava como um trovão preso, pulsando através de mim como se o carro soubesse que carregava o próprio diabo, e eu estava encolhida no banco do passageiro, as costas coladas na porta, o corpo tenso, tentando me tornar pequena, intocável, enquanto Rafael Blacktide dirigia com uma calma que fazia meu sangue gelar. O sol daquela tarde fria e chuvosa, fraco e dourado, se esgueirava pelas janelas do carro, acendendo faíscas nos olhos dele, azuis como um mar em tempestade, tão cortantes que pareciam rasgar minha alma. Ele não falava, apenas segurava o volante com uma mão firme, a outra repousando na coxa, exibindo uma tatuagem de um lobo negro com olhos bicolores que me encaravam como se fossem vivos. No pescoço, a frase “I’m killer” em letras grosseiras e brutas era um grito silencioso, um lembrete cruel de quem ele era. Olhei pra ele de canto, o coração martelando, tentando não ser pega. O rosto dele era uma máscara esculpida, a mandíbula travada, os lábios apertados, mas havia algo magnético na forma como ele dominava o espaço, como se o mundo se dobrasse aos pés dele. A camisa preta abraçava seus ombros largos, as mangas dobradas revelando a pele clara marcada por tinta escura. Ele era lindo de um jeito que doía, como uma chama que você quer tocar, mesmo sabendo que vai queimar, mesmo sabendo que vai se destruir. É como se eu fosse Eva, a primeira mulher do mundo, idiota e inocente, tentada a provar de um fruto doce e sedutor, que causa a destruição. Mas ela... Não sabia. Já eu, eu sei. Eu sei que o gosto que quero provar é perigo puro. é dor, é sangue. é caos. Meus olhos traíram meu medo, descendo pelo braço dele, e então caíram nos meus pulsos, as marcas roxas e vermelhas pulsando sob as mangas longas da camisa preta que ele havia me dado pra me vestir, Minhas coxas, escondidas pelo tecido preto, ardiam com os cortes que ele deixou. Não do modo como quando eu me machuco, escolhendo a dor, mas como se ele estivesse escrevendo o poder dele na minha pele. Eu queria odiar isso, precisava odiar. Mas... - Tá gostando do que vê, gatinha? A voz dele, grave e forte, assim como seu toque, cortou o silêncio, me fazendo pular no assento. Ele não virou o rosto, mas o canto da boca subiu num sorriso sádico, tão sedutor quanto aterrorizante, exibindo as covinhas ao lado da bochecha. - Ou está pensando em como fugir? Ele perguntou. Na hora, meu coração disparou, o calor subindo pelo pescoço. - N-Não.... gaguejei, baixando os olhos pras mãos trêmulas, evitando olhá-lo. - Eu não... não estou... p-pensando em fugir. Ele riu, baixo, o som como uma carícia que mordia. - Que bom, Claire. Porque, se está, já sabe o que acontece. Ele virou o rosto por um segundo, os olhos azuis me prendendo, e um arrepio correu pela minha espinha, misturando medo e algo mais escuro, algo que me envergonhava. - Você é minha agora. Não esquece disso. As palavras dele eram como correntes, apertando meu peito até doer. E logo minha mente voltou pra quando ele me encurralou, o hálito quente no meu rosto: “Se tentar fugir, eu mato sua família, seus amigos, e ainda faço você assistir." Tremi, as mãos apertando a camisa, as unhas cravando na pele machucada, enquanto as lágrimas apareciam. Eu não tinha escolha. O acordo que ele me forçou era uma prisão: obedecer, ou ver Ethan, Rosie, Adam, todos que eu amava, pagarem com sangue. O carro desacelerou, e Rafael estacionou numa rua movimentada do centro, a calçada cheia de risadas e passos apressados, gente alheia ao demônio entre eles. O motor morreu, e o silêncio dentro do carro era tão denso que parecia me sufocar. Ele virou o rosto pra mim, os olhos azuis me perfurando. - Olha pra mim, Claire. ordenou, a voz baixa, mas tão autoritária que obedeci, o coração na garganta. - Vamos entrar numa loja agora. Você vai escolher um vestido pra hoje à noite. Algo que te deixe ainda mais perfeita do que já é, entendeu? Eu pisquei, a cabeça girando com perguntas que não ousava fazer. Ele me torturou, me arrastou pra esse inferno, marcou meu corpo, e agora queria que eu fosse... A um " encontro " com ele? - P-Por que? soltei, a voz tremendo. - Por que eu deveri... Mas, antes que terminasse, ele agarrou meu cabelo, os dedos se enterrando no couro cabeludo machucado, e puxou com uma força que fez estrelas explodirem na minha visão. Um grito rouco rasgou minha garganta, mas ele levou a outra mão ao meu rosto, o dedo esmagando meus lábios até eu sentir o gosto de sangue, do meu próprio sangue. - Cala essa boca, sua filha da puta. Ele sibilou, o rosto tão perto que eu via o brilho predatório nos olhos. - Você vai fazer o que eu mando, Claire. Sem perguntas. Esse é nosso acordo, esqueceu porra? e se me desobedecer, já sabe oque vai acontecer. - S-Sim!!! gritei, a voz abafada, lágrimas quentes escorrendo. - E-Eu só queria saber... por favor, Rafael, eu faço tudo, qualquer coisa que queira, eu não vou... t-te decepcionar... Ele me encarou, o sorriso sádico se alargando, como se minha rendição fosse um troféu. - Uh... isso. Boa garota. murmurou, soltando meu cabelo com um empurrão que fez minha cabeça bater no encosto. - Agora se comporta, ou eu mostro o quanto posso ser cruel. Ele saiu do carro, pegando as chaves, e dando a volta pra abrir minha porta. O ar daquela fria e chuvosa tarde bateu no meu rosto, misturado com o perfume doce de um canteiro de rosas. E logo meu príncipe do inferno abriu a porta pra mim, estendendo a mão, os olhos azuis grudados nos meus, me estudando como um lobo estuda uma ovelha machucada e agonizando. - Vem, gatinha. ordenou, a voz cortante, mas com um toque de desejo que me fez estremecer. - Não me faz esperar. Engoli o medo, o corpo tremendo enquanto pegava a mão dele. O toque era firme, quente, e me puxou pra fora com uma força que quase me fez tropeçar. Ele me arrastou pra perto, tão perto que senti o calor do corpo dele, o perfume forte e masculino invadindo meus sentidos. - Se alguém perguntar, você é minha namorada. sussurrou no meu ouvido, o hálito roçando minha pele, enviando um arrepio que eu queria odiar. - Sorri, age normal, e não deixa ninguém desconfiar. Se estragar isso, você sabe o que acontece. - S-Sim... eu sei... murmurei, a voz quase sumindo, o medo e uma faísca proibida lutando dentro de mim. Não ia deixar ele machucar Ethan, nem ninguém. Eu faria o que ele quisesse, mesmo que isso me consumisse.