Capitulo vinte e sete: café da manhã

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Caminhando até o meu carro, estava eu, com a cabeça a mil

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Caminhando até o meu carro, estava eu, com a cabeça a mil. Pensando demais naquela garota. E, claro, isso se devia a ela ser tão Corajosa, tão destemida, de me desafiar assim. E, pra completar, era linda pra cacete.
Mas eu sabia, eu faria ela pagar. Ela sentiria a dor de quem me afronta. Sem dó, nem piedade.
Eu tinha que fazer alguma coisa, e rápido. Não podia deixar aquilo passar. Ela tinha que pagar com a língua por tudo o que fez ontem.
Enquanto eu caminhava, imerso nos meus pensamentos, um carro parou à minha frente. Não reconheci de imediato quem estava dirigindo, mas logo percebi. Era o carro da Acerá.
Ela estacionou ao meu lado, abriu a porta e desceu. Seu sorriso era inconfundível, e os seus cabelos ruivos e lisos balançaram com o vento. Ela usava um vestido verde escuro, até os joelhos, com uma leve fenda na perna esquerda.
- Olha só quem eu encontrei...
Ela disse, vindo até mim, e me abraçou.
Eu a abracei de volta, mas de forma fria, sem emoção, e dei uma risada sem muita graça.
- Está me perseguindo, é?
Perguntei, tentando disfarçar o que estava sentindo.
Ela deu uma risadinha, se afastando de mim com um sorriso travesso.
- Nada disso, gatinho. predador estava precisando de um banho, então acabei de levá-lo ao pet shop.
Acerá respondeu, com um sorriso gentil.
Fui atingido por uma onda de lembranças. Predador... meu husky de olhos bicolores. Ele era mais que um cachorro, era meu amigo. Ele estava com Acerá desde a guerra das gangues, quando ela teve uma depressão terrível, e essa guerra... Nos trouxe a  perda de tantos amigos... Pensar naquilo ainda me fazia arder por dentro.
- E como ele está?
Perguntei, tentando parecer casual, mas sentindo a saudade bater.
Acerá, com um sorriso doce, respondeu:
- Ele está ótimo! Cresceu tanto... Está bem gordinho. Cuido dele como um bebê.
Eu só sorri levemente, sem muito entusiasmo.
- Quero ver ele algum dia. Faz muito tempo que não o vejo.
Falei, olhando para ela, e levei as mãos aos bolsos.
Ela assentiu, animada.
- Claro! Daqui a uma hora tenho que ir buscá-lo no pet shop. Você pode vir comigo, se quiser.
Assenti, sem hesitar.
-  Ótimo. Só que meu carro tá longe pra porra. Tem problema você me esperar enquanto vou buscá-lo?  Perguntei.
Ela negou com a cabeça, abrindo a porta de seu carro.
- Vem logo, bobinho. Estou indo tomar café. Vamos juntos. Depois passamos no pet shop e eu te deixo onde seu carro está.
Assenti, com um sorriso mais forçado.
- Pode ser.
Falei, enquanto ela entrava no carro.
Eu entrei também e nós seguimos para a cafeteria.
- Vamos, estou com fome!
Acerá disse, acelerando o carro branco, que estava bem perfumado, enquanto seguíamos pelas ruas molhadas de Nova Jersey.
O caminho foi silencioso. Mas, por dentro, minha cabeça estava uma bagunça. O olhar de Claire não saía da minha mente, aquela tristeza e aquela dor estampada no rosto dela. Me fazia sentir a sensação de que algo precisava ser feito ou eu iria ficar louco. E eu pensava tanto nela, que até  Acerá, apesar de ser atraente, não conseguia tirar meus pensamentos daquela garota.
Mas não se compara, Por mais bela que seja, acerá não é e nunca será Claire.
Aquela putinha... Gostosa pra caralho, uh...
Não é a toa que bati uma pensando nela ontem.
Naquele corpo maravilhoso e naquele rostinho inocente.
Porém interrompendo meus pensamentos, logo chegamos ao centro, onde as cafeterias ficam. E Acerá estacionou ao lado de uma delas.
- Eu amo essa cafeteria. E Você também vai adorar.
Ela disse, enquanto pegava a bolsa e descia do carro.
Desci também e fechei a porta. Caminhamos até o lugar. Era um ambiente grande e bem decorado, em tons escuros e neutros, do jeito que eu gostava. A varanda no andar de cima tinha mesas e cadeiras, e um lustre lindo decorava o local. O cheiro de café forte invadia o ambiente, me deixando com fome instantaneamente.
- Me siga.
Acerá disse, com animação, enquanto subia as escadas.
Eu a segui até o andar de cima, onde a vista da cidade era de tirar o fôlego. O mar, coberto pela neblina, e as florestas densas de Nova Jersey formavam uma paisagem tranquila, um contraste perfeito para o que estava se passando dentro de mim.
- O que acha?
Acerá perguntou, apontando para uma mesa perto da cerca.
- Ótimo.
Falei, enquanto ia até a cadeira, a puxando para que Acerá se sentasse.
Ela então sorriu, me olhando.
- Ah, muito obrigada.
Ela se sentou, e eu puxei outra cadeira pra mim e me sentei também.
A vista era magnífica, e ela, com aquele sorriso de quem já sabia o que queria, perguntou:
- E aí? Gostou da vista?
- A vista é maravilhosa.
Ela sorriu satisfeita.
- Eu venho aqui praticamente todas as manhãs. O café daqui me dá energia para o dia todo. Vamos escolher algo?
Acerá perguntou.
Pensei por um momento antes de pegar o cardápio. Não estava com muita fome pela manhã, mas depois de algum tempo, encontrei algo que me chamou atenção: vinho suave acompanhado de morangos frescos e uma mini tábua de frios.
- Acho que vou querer esse vinho suave acompanhado de uma mini tábua de frios.
Falei, apontando para o cardápio.
Já, Acerá pediu algo mais pesado.
- Humm... Eu vou de cappuccino de caramelo e um sanduíche de salada de frango.
Ela disse.
Pouco tempo depois, o garçom apareceu.
- Já escolheram o que vão querer?
Ele perguntou.
Apontamos nossos pedidos. Ele anotou e foi embora.
Fiquei ali, observando Acerá enquanto ela sorria, mordendo levemente os lábios, olhando pra mim.
-  O tempo está te fazendo bem, hein? Cada dia mais gatinho, fora que você cresceu tanto... E sua voz está tão grossa... Não só a voz é claro.
Acerá comentou enquanto ria, com um sorriso malicioso.
Que elogios são esses? E Em público assim? Que safada.
Não pude deixar um riso grave e baixo escapar de meus lábios.
- Obrigado. E você então... Nem se fala, está maravilhosa.
Respondi, a observando. Acerá sempre foi linda, mas não se comparava à Claire.
Não mesmo...
Ela riu, claramente gostando da provocação.
- Mesmo? Fico feliz. Aliás, faz tempo que não nos vemos, não é? Senti sua falta, se é que me entende...
Acerá disse com um tom de voz que indicava muito mais do que palavras.
Eu sabia o que ela queria dizer. Assenti com a cabeça, levemente.
- Uh... Ando muito ocupado. Mas, se você quiser algo rápido e gostoso, não tenho problemas.
Respondi, com um sorriso malicioso.
Ela deu uma piscadinha.
- Vou adorar. É tudo que eu preciso pra começar o dia. Onde pode ser? No carro?
Acerá respondeu, dando um sorriso malicioso.
- Em qualquer lugar, até aqui mesmo na frente de todos, se quiser.
Eu disse em um tom firme e safado, enquanto ela me olhava.
- Adoro esse seu jeito ousado, gatinho... Você não liga mesmo para o público, não é?
Ela disse enquanto me olhava.
Dei risada, deixando meus olhos descerem em seu corpo todo por um momento.
- Muito pelo contrário.
Eu sabia onde isso iria dar. Ela e eu tínhamos uma boa química, nós ficávamos desde a época em que estávamos na gangue e trepávamos o tempo todo.
Mas, no fundo, eu procurava algo diferente. Eu queria mais. Eu tinha desejo por Algo mais profundo, mais... doloroso. Coisa que ela nunca me deu.
E esse meu desejo é o sexo selvagem e doentio, e nem acerá foi capaz de realizar isso, nem mesmo as putas que já paguei foram.
Eu fodo quase sempre, mas nunca fico satisfeito de verdade.
Realizar essa minha fantasia parece cada vez mais distante, e isso me deixa puto
Mas Talvez, aquela loirinha me desse isso.
E aquele olhar inocente e doce dela...
Não escondia o quanto ela era oque eu imaginava que fosse.
Ainda mais ontem, quando ela disse que eu poderia fazer oque quisesse com ela, contanto que a matasse.
Essa garota... Ela vai ser minha putinha particular.
Eu sinto isso.
E se ela for...
Ela está literalmente muito fodida.

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