Capítulo trinta e quatro: Lenta morte.

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Havia se passado um tempo desde que cheguei em casa

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Havia se passado um tempo desde que cheguei em casa.
Eu estava esperando aquela desgraçadinha sair da escola, pra atacar.
E é claro que eu não iria simplesmente sequestrar ela assim, na luz do dia, ainda mais em frente aquela escola. Eu tenho meus planos, não sou bobo, nem idiota.
Na verdade, eu iria atraí-la até meu carro, e ai sim eu iria apagar ela.
Mas quando cheguei, ouvi alguns alunos dizendo entre si que sairiam mais cedo, e que apenas a sala que estava na quadra demoraria um pouco a sair.
Me inclinei um pouco, e de relance pude vê-la...
Puta merda, que garota perfeita.
Claire estava jogando com o restante da turma, seus longos e lindos cabelos loiros estavam delicadamente presos em um rabo de cavalo simples, brilhando a luz do sol.
Uh... Então ela iria sair mais tarde... Perfeito.
Os outros alunos já estavam saindo, deixando a escola vazia aos poucos, e alguns professores também.
Ótimo.
Agora, as câmeras...
Elas estavam na porta da escola, centradas para o corredor da entrada, e não para o portão em si, então se eu pegasse aquela putinha fora do portão, eu não seria visto.
E foi isso mesmo que fiz.
Quando a vi distraída por um instante longe das câmeras, a peguei por trás e coloquei o pano em seu rosto, a fazendo cair inconsciente.
Seu corpo pequeno e frágil caiu nos meus braços, e eu ligeiramente a peguei no colo, minhas mãos firmes e fortes tocando sua pele com impiedade e força, sentindo o calor e a maciez de sua pele, e rapidamente a levantei no colo e a coloquei no banco de trás de meu carro, que já estava próximo dali, sem que ninguém percebesse, e segui o mais rápido que pude pra minha casa, louco pra chegar logo, correndo em alta velocidade pela estrada.
Suspirei fundo enquanto dirigia, e logo um riso baixo e grave, mas cheio de satisfação me tomou, e uma expressão diabólica se iniciava em meu rosto.
- Puta merda, não acredito que finalmente peguei essa vadiazinha, uh...
Falei em tom baixo enquanto a olhava pelo espelho do carro, a vendo totalmente apagada no banco de trás, já imaginando oque viria a seguir, ao que ela estava destinada, e tudo que ela enfrentaria por ter me desafiado.
Ela tomou a porra da minha arma, disse que iria me denunciar... Isso não vai ficar barato, de jeito nenhum.
Ela tá muito, muito fodida.
Enquanto eu pensava, tomado pela onda de loucura em minha mente, nem percebi que
Não demorou muito até eu chegar, devido a velocidade a qual eu dirigia, e no tanto que eu estava louco pra acabar com ela.
Finalmente, a tão esperada hora havia surgido.
Assim que cheguei após atravessar a densa floresta que dava para minha casa, parei o carro perto da porta de entrada e desci, o frio da manhã cinza e escura tomou minha pele, mas isso não me parou. Não mesmo.
Eu tinha algo muito maior pela frente.
Abri a porta de trás e logo a puxei, a pegando no colo novamente ainda desmaiada, com seu corpo desacordado e fragil agora totalmente a minha mercê, e subi as escadas, a levando até minha sala vermelha, que como dito, era meu coração.
O coração de um assassino.
Então, Coloquei ela sentada na cadeira grande de madeira onde geralmente minhas vítimas ficavam logo ao centro, e decidi prender seus braços com cordas pra ter a certeza de que ela ficaria ali, estática.
- Você vai se arrepender por ter me tirado do sério, sua filha da puta. Eu vou foder com você pra caralho agora.
Sussurrei enquanto me abaixava ao lado dela, e tirava seu cardigan fofo e macio de bordado, agarrando forte seus braços, pronto pra amarrá-la tão firme até seu sangue retardar.
Porém, antes que eu a amarrasse por completo, vi algo estranho, e chamativo a quilômetros, de tão visível.
Cortes.
Caralho.
Cortes fundos em seu pulso direito.
E no esquerdo, alguns também.
Então, ainda segurando a mão dela, olhei cada detalhe dos cortes...
Passei meus dedos nos mesmos, estudando-os e já pude chegar a conclusão de que aquilo não havia sido feito por nenhuma outra pessoa.
E sim por ela mesma...
Não é difícil deduzir isso, tendo em vista os fatores.
E também os cortes em seu pulso estavam perfeitamente retos. E muito fundos também, e algumas marcas pareciam bem mais recentes que outras, indicando que já era um hábito.
Que interessante, pensei.
Então ela era uma suicida, que coisa mais óbvia.
Uh, levando em consideração que ela literalmente tomou minha arma pra tentar se matar...
Sorri de canto, pensando naquilo. Pensando em tudo.
Então era por isso que ela falou aquelas palavras de morte, dor e destruição, hoje mais cedo e ontem à noite.
E seus olhos... tão escuros como a noite, sem brilho algum. Pareciam revelar oque ela estava escondendo abaixo dessas mangas longas.
Uh...
Então, logo a amarrei toda, incluindo seus pés, e peguei minha cadeira que estava na mesa do meu computador que eu usava pra transmitir minhas lives, e puxei pra me sentar de frente pra ela.
Então logo, sem demora, ela já estava começando a acordar. O efeito do medicamento havia deixado de fazer efeito.
Vai começar... Ótimo.
Dando leves gemidos de dor, e tonteando como uma barata inútil, ela acordava devagar.
A olhei, analisando cada movimento de seu corpo e expressões faciais, e pude vê-la abrir os olhos devagar.
- O-onde... Eu est...estou...?
Ela perguntou confusa, com a voz gasta e apertando os olhos, tentando me enxergar com mais claridez.
- Olha só quem acordou, eu avisei que nos encontraríamos novamente, meu bem. está surpresa?
Falei com sarcasmo e um sorriso perverso de canto, a olhando enquanto ela me olhava mais fixamente, até ver claramente quem estava a sua frente.
E então, piscando os olhos várias vezes, ainda um pouco tonta e divagando muito, ela negou com a cabeça.
- Ah... N-não... Mas que bom que não demorou...
Ela sorriu, um sorriso frio e profundo, como se estivesse zombando de mim, como se estar Ali, no mesmo quarto onde milhares de pessoas foram mortas, não significasse nada pra ela.
Ou como se fosse isso mesmo que ela queria.
- Estava com saudade é?
Falei com minha voz grave e ameaçadora, a olhando nos olhos.
Ela então deu de ombros, com uma calma irritante tomando conta dela, ela sequer tentou gritar, ou resistir, e a porra toda.
Que caralhos essa garota tem?
Uhm, ela era uma suicida, óbvio.
Mas ela nem se quer tentou se soltar, nem se quer gritou, ou agiu como um ser humano normal quando é sequestrado igual as minhas vítimas.
Essa garota... Cacete.
- n-na verdade... Penso que talvez minha reza tenha sido ouvida, sobre... V-você mudar de ideia e me matar logo...
Ela falou, em um tom frio e baixo, praticamente insentimental, mas era possível ver seus olhos marejados de lágrimas por trás de seus longos cabelos loiros.
Sorri de canto, e me levantei, indo até ela e ficando de pé em sua frente.
Peguei em seu queixo e o levantei, fazendo Claire olhar diretamente pra mim.
- Eu quero algo maior que isso, Claire. Quero fazer você pagar com a língua por ter me desafiado, e por ter tomado a minha arma. Quero ouvir seus gritos, quero ver seu sangue, quero sentir sua agonia.
Falei enquanto olhava todo seu rosto que expressavam confusão, mas sem medo.
Ela então virou o rosto rapidamente, desviando seu olhar de mim. Escondendo uma risada seca e baixa, que mal pôde ser ouvida.
- Quer ouvir meus gritos? B-bom, fique na frente da minha casa, e você vai ouvir, quer ver meu sangue? Entre no meu banheiro pessoal, quer sentir minha agonia? Me veja minutos antes de entrar na escola... E então V-Você verá...
Ela falou, meio que como um sussurro.
E então, completamente irado, a peguei por seus longos cabelos loiros com força, quase arrancando alguns fios de seus cabelos e novamente a fiz olhar pra mim.
- Você não entendeu, Claire. Eu quero ser o causador disso tudo, eu quero colapsar você. É isso que você merece pela sua ingratidão de ontem, sua filha da puta.
Eu disse com o ódio me consumindo por completo, uh... aquela Vadiazinha iria sofrer na minha mão, e muito.
Ela então me olhou com desdém, seu olhar Era desafiador, e tão intrigante quanto, ao mesmo tempo que não expressava nada, expressava tudo.
- Já estou em colapso a muito tempo, v-você não é o primeiro e nem o último que vai me machucar, v-vá em frente faça oque quiser...
Claire disse ainda com aquele olhar sobre mim, me deixando ainda mais puto.
E então com um movimento rápido, tirei de meu bolso um canivete pequeno e bem amolado, que eu sempre carregava comigo e me abaixei perto dela, esfaqueando sua coxa por cima de sua calça legging preta.
E enquanto a perfurava, eu a olhei, ansiando ver o desespero em seus olhos, o medo, a agonia...
Mas ela estava apenas me encarando de forma fria e estável, ela sequer gritava ou chorava, apenas tinha leves espasmos de dor e arrepios, mas ela parecia não se incomodar com aquilo, como se não fosse nada novo.
- E agora, Claire? Depois disso você ainda vai me desafiar de novo? Uhm?
Eu falava em voz alta e ameaçadora, enquanto tirava a ponta do canivete de dentro de sua carne, com o sangue jorrando e ouvindo ela dar um leve espasmo
Mas ela apenas tinha pequenos sustos e arrepios, não pedia pra que eu parasse. Ou gritava, ela literalmente não ligava para oque eu estava fazendo ali.
Mas ela continuou calada, enquanto o chão de minha sala de tortura estava sujo do seu sangue, até que depois de um tempo, seus lábios se uniram prontos pra dizer algo.
- V-Você... É um idiota mesmo... P-pensei que você fosse mais... Mais inteligente...
Mais inteligente?
Essa vadiazinha me chamou de burro?
Já puto, rapidamente a peguei pelo pescoço, a enforcando vagarosamente, mas fazendo com que a falta de ar fosse uma presença notável em seus pulmões.
- Idiota? Com quem você acha que tá falando em? Sua desgraçadinha maldita?

Falei em tom rígido e bruto, a fazendo se acontecer um pouco de dor, mas ainda assim, se mantendo fria e estável como antes.
Quem essa filha da puta pensa que é pra me chamar assim?
Caralho, eu vou acabar com ela, uh...
Desgraçada.
-J-Já parou pra pensar que eu posso... estar g-gostando disso?
Ela vagarosamente tentando usar as poucas forças que ainda lhe restavam, esticou um pouco seus pulsos para mim enquanto seus olhos frios me olhavam.
- E-Eu sou uma suicida, quanto mais você me machuca, mais perto do meu objetivo eu fico, então eu não ligo.
Ela deu um sorriso fraco enquanto estava sendo enforcada por mim, em meio à lágrimas intensas que ansiavam correr.
mas que filha da puta...
Porém, ela disse algo interessante.
Ela mencionou que estava gostando de ser machucada por mim, uh... Aquilo já me fez pensar em putaria, óbvio.
Então minhas teorias sobre ela estão praticamente concluídas...
Essa garota é uma putinha masoquista do caralho.
Se ser atacada com um canivete dá um certo tipo de "prazer" visceral a ela, imagina então oque ela deve gostar entre quatro paredes...
Caralho, isso vai me render muito depois.
Eu já estava com um tesão da porra, mas isso não mudava o fato de que ela havia me chamado de idiota, e logo o Tesão se uniu com a vontade de fazê-la sentir mais dor.
Então me aproximei dela ainda mais, tirando minha mão de seu pescoço e pegando o canivete, fazendo um pequeno corte no mesmo.
Ela estremeceu novamente, seu sangue jorrando pelo tecido de sua camiseta branca, e eu dei risada a olhando no fundo de seus olhos escuros e profundos.
- Não liga? Quer saber? Não sou o idiota que você pensa que eu sou, sua putinha desgraçada. Eu penso muito bem e dar oque você quer está longe dos meus planos.
Te machucar é só um adendo, tenho coisas muito piores em mente pra fazer com você.

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