capítulo cento e noventa e um: o "Fim".

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Subi mais as escadas, e logo vi toda aquela cena terrível por inteira

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Subi mais as escadas, e logo vi toda aquela cena terrível por inteira.
Ele estava lá, Com lizzie e Laurie.
Numa posição nojenta e imunda, algo que nem mesmo o pior chiqueiro de todos merece.
E minha mente só se perguntava : porquê?
Porquê ele estava fazendo isso comigo?
Eu estava tão terrivelmente abalada com aquilo, com aquela cena podre, de uma maneira tão imensa, que nem mesmo meu coração aguentou.
Ele iria explodir em mil pedaços se eu reagisse como minha mente queria, e sim. Eu queria gritar, queria chorar, queria perguntar à ele o porquê de fazer algo tão cruel comigo, mas eu sei que não aguentaria.
Não aguentaria olhar pro rosto maldito dele, junto com aquelas desgraçadas que tanto me torturam naquela droga de escola.
Eu preferia, mil vezes, estar cega ao ter que presenciar esse ato tão nojento quanto um monte de lixo.
O único homem ao qual amei em toda a minha vida, me traindo da forma mais fria possível com as garotas que me espancam na escola...
Então... é isso?
Eu me sacrifiquei, me dei por inteira sem poupar nenhuma parte sequer, deixei que ele me machucasse, me manipulasse, acabasse comigo...
Em troca de ser traída?
As lágrimas caíram dos meus olhos arregalados e quase saltando pra fora da órbita, eu chorei de tão enojada, e chorei ainda mais quando vi que eles nem me notaram ali.
Eu juro, juro que sabia que poderia esperar tudo de ruim dele, menos a traição.
Então, mesmo com minhas mãos tremendo rigorosamente de raiva e desprezo, eu empunhei a faca grande de cozinha em minhas mãos, sentindo minha sanidade desaparecer.
Agora, por completo.
Levantei a cabeça para olhá-los, meus olhos frios e escuros como um abismo, e exclamei em um tom audível para os três imundos.
- Vocês são nojentos.
Naquele momento,  vi que eles pararam a nojeira que estavam fazendo pra me olhar.
- ah que ótimo ! A suicida chegou, ugh... vai embora vai, volta depois, garota! Não está vendo que estamos muito ocupadas aqui com seu namoradinho?
Lizzie disse enquanto se sentava novamente em cima de Rafael, se inclinando para beijá-lo no pescoço.
Vadia. Vadia IMUNDA.
segurei a faca com força em minhas mãos, e corri rapidamente até os dois nojentos.
Empunhei a faca com força, enquanto as lágrimas caiam de meus olhos, e a ataquei brutalmente com a faca, a fazendo cair no chão, dando um urro de dor e susto, e continuei  esfaqueando várias vezes suas costas.
O sangue respingava em mim enquanto ela gritava, usando suas últimas forças pra tentar escapar de mim, inutilmente.
- AHH!! DROGA!!!
Laurie gritou levando uma mão à boca dando passos pra trás, encostando- se na parede de vidro da sala, em estado de choque.
E eu continuava esfaqueando lizzie, meus olhos tomados pelo ódio e desprezo fixados nela, enquanto eu continuava a deixando tão cheia de furos como uma peneira, até ela não se mover mais, e congelar em uma expressão de dor e medo pra sempre, sem nem ter a chance de falar uma última vez, ela morreu, e morreu com suas costas abertas e expostas devido à força das facadas, onde era até mesmo visível seus ossos.
E então, pra aniquilar toda aquela imundície sem pudor, me virei lentamente para Laurie, que tinha acabado de vomitar olhando sua amiga morta.
Ela então arregalou os olhos quando viu que agora o meu foco era nela.
E antes que ela fosse capaz de reagir, corri em sua direção, e a empurrei com força contra o vidro da sala, o quebrando.
- AAH!!!!
Ela deu um último e desesperado grito que ia se esvaindo mais e mais conforme ela caia do segundo andar da casa, entre os vidros quebrados, com os cacos em cima dela, perfurando várias partes de seu corpo.
E eu estava olhando sua queda com um olhar de desprezo e nojo, vendo ela cair no chão e bater a cabeça, sujando a grama verde e fria com seu sangue.
E então, uma brisa fria e leve tocou meu rosto, fazendo meus cabelos balançarem suavemente... Um vento tão frio, tanto quanto meu coração nesse momento.
Tão congelante... mas tão agradável e satisfatório...
- é meu bem, parece que você conseguiu. Você finalmente matou essas vadias.
A voz grave que antes me deixava apaixonada e sensível, agora me dava nojo e vertigem, e ela se aproximou cada vez mais, fazendo meu corpo estremecer de raiva e minha iris diminuir de ódio.
- Você me entendeu, não é? Uh, meu docinho... tenho tanto orgulho de você. Minha garota...
Aquelas palavras, que antes eram motivo de felicidade pra mim, agora eram podres e só me traziam mais nojo, tanto nojo que eu quase quis vomitar meus órgãos pra fora.
E bem, dito isso. Ele não pode ficar vivo.
Não pode.
Eu não posso simplesmente perdoá-lo e continuar ao lado desse desgraçado depois de tudo que aconteceu, depois dessa cena porca que ele fez com as vadias que tanto me maltratavam.
Esse imundo não merece viver.
Não merece o ar que respira.
Então, resolvi dar à ele a única coisa que ele merece.
A morte.
Sim, é o fim. O fim de todo esse sofrimento, de toda essa dor, de todo o meu sacrifício,  de tudo.
O ciclo de medo infinito que ele me causa acabará agora.
Me arrependo, me arrependo amargamente por cada "Eu te amo" que saiu dos meus lábios, por cada lágrima idiota e apaixonada que caiu dos meus olhos, por cada vez em que pedi desculpas, sendo que o errado sempre foi ele.
Me machucando fisicamente e psicologicamente, acabando com o mínimo de esperanças que eu tinha com a vida, com minhas expectativas, com tudo.
E é tão triste cair na realidade depois de sofrer tanto, pensar que eu poderia ter evitado todo esse sofrimento muito antes...
E se eu tivesse denunciado ele? E se naquele dia em que eu matei para protegê -lo, eu tivesse deixado ele morrer? E se... Eu nunca tivesse aceitado o pedido de namoro dele?
E se naquele dia do sonho eu tivesse disparado aquela arma?
É claro que houve inúmeras chances para toda a minha dor ter sido evitada, e eu sei que as perdi para sempre, mas agora... surgiu outra chance... e essa... é infalível.
Matá-lo.
Então, despertada de vez de meus pesamentos, resolvi entrar no joguinho dele, e tentei forçar um olhar doce e idiota, o mesmo olhar que eu tinha de quando ele me elogiava.
- Sim, eu... entendi, mas espera...v-você... está mesmo orgulhoso de mim?
Me aproximei dele, segurando a faca atrás de mim, e ele assentiu, acariciando meus cabelos.
- Sim, meu bem. Você me deixa cada dia mais orgulhoso.
Ele me puxou para um abraço, que antes era confortável e quente, e agora só me causa dor e nojo.
Então, decidida à não sofrer mais, empunhei a faca e em movimentos rápidos, perfurei seu estômago.
- E você me deixa cada dia mais enojada.
Minha voz soou fria e baixa, enquanto eu via seu sangue quente manchar toda a lâmina da faca.
Ele então arregalou os olhos, vendo seu próprio sangue escorrer, incrédulo.
- D-Desgraçada...
Ele tentou gritar, mas poupou suas forças para evitar que seu sangue escorresse ainda mais.
- CALA A BOCA!!!
Eu gritei e desferi outro golpe de faca no abdômen de Rafael, que cambaleou vendo seu sangue escorrer ainda mais.
- EU TE AMEI SEU NOJENTO!!!! EU ME SACRIFIQUEI POR VOCÊ!!! PELO LIXO IMUNDO QUE VOCÊ É!! MESMO SABENDO DE TUDO QUE VOCÊ FEZ E AINDA FARIA COMIGO!!!
Desferi mais uma vez um golpe de faca contra seu abdômen, e então ele caiu no chão, com seu sangue escorrendo brutalmente.
- MAS UMA TRAIÇÃO!? ISSO EU NÃO CONSEGUIA IMAGINAR VINDO DE VOCÊ!! E EU FUI IDIOTA!!! IDIOTA POR ACREDITAR EM VOCÊ!!! NOJENTO!!!!
Esfaqueei seu estômago mais uma vez, e ele cuspiu sangue olhando pra mim, seu olhar transparecia que ele queria me dar o troco da pior forma possível, mas agora, ele não vai conseguir.
- eu sei que você quer me punir como sempre faz, seu idiota...
Então me abaixei, me sentando em cima dele e o puxei pela gola de seu suéter preto.
- Você pode até tentar fazer isso quando nos vermos no inferno, mas eu te garanto que se eu tiver a chance, te matarei pela segunda vez.
Tirei a faca de seu estômago, e ele vomitou sangue mais uma vez.
Ele tentou me parar, sem forças, mas não era mais o Rafael dominador e bruto que eu conhecia já que estava muito ferido.
E agora... Ele não passará de um cadáver e de um trauma.
- Adeus, Rafael Blacktide.
Me levantei de cima dele, encarando mais uma vez seu rosto que agora estava paralisado eternamente.
Estou livre... livre de todo o sofrimento.
Meus pais estão mortos, essas garotas estão mortas... Ele... está morto.
Será que agora eu finalmente poderia ser feliz? Será que eu finalmente poderia sorrir de verdade?
Será que finalmente minha pele não sofrerá mais cicatrizes feias?
Meu querido Liam não sofrerá mais com ameaças?
Mas então, um som angelical no meio de toda aquela desgraça me chamou atenção, um fino e leve miado.
Olhei para o lado para ver, era minha pequena Meredith.
Estava saindo do quarto do maldito, e parecia ter acabado de acordar.
- acho que seremos apenas nós duas agora.
Então, fui até o sofá pegando uma manta que estava sobre o mesmo, e usei a mesma pra pegar Meredith no colo, sem sujar seus pelos brancos de sangue.
-Vamos embora daqui.
Olhei uma última vez o corpo de Rafael caído no chão, e sai daquela maldita casa, caminhando pra fora dela no meio da Mata.

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