Capítulo quarenta e quatro: Vulnerável

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Já estávamos lá fora, de frente para a loja iluminada e linda naquele início de noite, e caminhamos até o carro dele.
Aquele lindo opala diplomata preto.
Ele abriu a porta pra mim e eu entrei.
Em seguida, ele entrou pela porta do motorista.
Fiquei calada, com aquela sacola linda em tom vermelho vivo nas mãos, apenas olhando Rafael Blacktide inserir a chave e dar a partida.
Andamos pela estrada fria, o céu nublado apontava que logo iria chover.
-Me diz onde é sua casa, assim já vou ter o endereço pra te pegar a noite. Não vou precisar te rastrear.
Falou ele, e me olhou de canto.
Apenas Assenti.
- Uma casa grande, em cores neutras, logo antes da ponte. Número oitocentos.
Falei, um pouco seca.
Ele então deu risada.
- Oque foi, em?
Perguntou, com ironia.
Neguei com a cabeça.
- Estava com medo daquela moça gentil se envolver com a pessoa maligna que você é.
Falei, e o olhei.
Ele então me olhou também, com aqueles olhos azuis penetrantes e sorriu de canto.
- Aquela inutilzinha é só uma vendedora de merda, no momento estou interessado em uma garota misteriosa, talvez louca, sem uma gota de sanidade na mente.
Ele disse, encarando a chuva leve que começava a cair no para-brisa.
Observando o sol se pôr e a noite se iniciar.
Estremeci e engoli em seco.
-Q-quem é essa garota?
Perguntei, com as pernas trêmulas.
Ele então deu uma risada grave e perversa, e me olhou.
- Uma Corajosinha que me enfrentou, mas que agora vai ser minha putinha e vai fazer tudo oque eu mandar.
Apertei o couro preto do banco, um pouco nervosa, e me senti estremecer ainda mais.
- E ela também é gostosa pra Caralho.
Ele falou com aquela voz grave e intimidadora, e me olhou novamente.
Me senti sem chão,minhas bochechas coraram e eu tremia tanto com ele ali ao meu lado, aquele maníaco psicopata, e ainda dizendo aquelas coisas...
Ele era um louco.
E logo após alguns minutos, ele havia parado em frente á minha casa.
Me virei pra abrir a porta, mas ele me puxou pelo cabelo com força.
Gritei de dor, meu couro cabeludo era muito ferido, devido às pessoas usarem meus longos cabelos loiros pra me agredir ou me arrastar.
- I-Isso... machuca...
Falei, com a voz um pouco falhada de tanta dor em minha cabeça.
Ele então chegou bem perto de meu ouvido, e com meus cabelos enrolados em sua mão, falou baixo.
- aprenda uma coisa sobre mim, Claire. Eu gosto de machucar, ainda vou fazer você gritar muito.
Ele disse e deu um sorriso sádico, levando sua mão até meus lábios avermelhados, passando seus dedos devagar.
Eu me sentia insegura ali com ele, me sentia uma boneca em suas mãos.
E eu não poderia fazer nada em relação a isso.
Abaixei a cabeça, e evitei olhá-lo, enquanto ele desceu suas mãos até minha cintura.
Ele me aproximou pra mais perto dele, e me olhou nos olhos. Bem perto de meu rosto.
- Até daqui a pouco. Venho te buscar meia noite em ponto.
Ele disse, logo se soltando de meu corpo vulnerável ao seu toque.
- Tudo bem... até.
Falei, ainda bastante nervosa e trêmula com tudo aquilo que estava acontecendo, e abri a porta, saindo do carro.
A fechei e andei rapidamente em direção a minha casa, e logo vi aquele lindo opala preto se afastar na estrada, em meio às árvores altas, naquela leve chuva que começara,  perto do mar azul e frio.

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