CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS!
Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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Batidas lentas na porta, mas firmes, como se alguém tivesse querendo entrar a todo custo, mesmo que não abrissémos a porta. Mas que droga? As batidas se intensificaram mais, fazendo meu coração bater cada vez mais rápido, e olhar para Ethan assustada, apenas engolindo em seco e sem saber como reagir diante daquela assustadora situação. Elas, as batidas, deram lugar à pontapés fortes na porta, quase a arrombando, e eu só pude tremer. Não, não... Porquê isso agora? Porquê? Firmemente, a porta foi aberta, danificando algumas partes da mesma e a fechadura, arrombando-a. E então o vi. Sim, o meu maior medo. O motivo das minhas pernas bambearem. Era... Ele. Trajando preto, um sobretudo grande, e aquela máscara de pássaro cobrindo o rosto. não... Engoli em seco, e quando me virei para Ethan, sua expressão estava tomada por um terror tão estridente, algo que nunca vi em toda minha vida. Uni todas as minhas forças pra tentar gritar, mas nada saiu de minha garganta, tudo estava silencioso, com o diabo à minha frente. E então, ele se aproxima. Empunhando um canivete bem afiado, ele manobra o mesmo entre seus dedos grandes cobertos por uma luva de látex preta, se aproximando cada vez mais de Ethan, segurando a base da lâmina com força, ele solta um riso grave que me fez arregalar os olhos e suar frio. E então, em movimentos rápidos, ele corta o pescoço de meu melhor amigo ao meu lado, fazendo um mar de sangue jorrar, enquanto ethan ainda agonizando, caia no chão. Um desespero aterrorizante toma conta de meu corpo, eu queria chorar, queria gritar, queria correr, mas não conseguia... porquê? Meu corpo estava congelado, e eu não conseguia nem mesmo mover um dedo. - Que saudades eu estava de você, gatinha... Sua voz grave e sarcástica disse em um tom próximo, enquanto o próprio satã chegava mais perto de mim, com suas mãos mais uma vez sujas de sangue inocente, e andando em passos lentos e pesados, ele passou por cima do corpo já sem vida de meu querido Liam, pisando em cima dele como se fosse um tapete, e veio até mim. Segurando minha nuca com sua mão grande e forte, me dando um beijo sombrio e inerte, afundando meus lábios em sua loucura, fundindo nossas almas sujas e me prendendo em seus braços, sujo de sangue. Lágrimas caíram dos meus olhos, eu queria me afastar, queria empurrá-lo e fugir, mas não conseguia! Eu simplesmente não conseguia. Meu corpo sequer se mexia. O controle agora era todo dele.
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- AH! um grito assustado saiu de meus lábios e eu rapidamente despertei para a realidade, eu sentia minha pele suando frio e minhas mãos tremendo. Meu peito subia e descia com minha respiração acelerada. -Claire? Você está bem? Uma voz doce e amável chamou meu nome enquanto mãos macias e gentis tocaram meus ombros levemente, sua preocupação era grande, e ele se sentou ao meu lado. Era Ethan. E ele estava vivo. Então... eu... estava tendo um pesadelo? - Oque aconteceu ? Você estava estranha, não me respondia mais... fiquei preocupado. Ele perguntou, me olhando enquanto acariciava meus ombros levemente pra tentar me acalmar. E eu, eu mal conseguia falar, ainda aterrorizada com aquele suposto pesadelo, porém uni todas as forças que me restaram e me levantei rapidamente da minha mesa, levando uma mão à boca sentindo uma horrível vertigem se iniciar. - Eu acho que vou vomitar. Minha voz soou trêmula e agoniada, enquanto eu corria o mais rápido possível para o banheiro mais próximo. Ouvi distorcidamente ele dizer algo, mas ignorei enquanto sentia o enjoo ficar cada vez mais insuportável. Abri rapidamente a porta do banheiro feminino e entrei em uma cabine vazia, me abaixando até o vaso sanitário e me libertando daquele enjoo terrível e difícil de segurar. Todo o meu café da manhã se foi, enquanto eu sentia minha garganta arder. Assim que terminei, respirei fundo e tentei acalmar o ardor da minha garganta, tentando adquirir forças pra me levantar do chão, e enquanto eu estava ali parada, minha mente me forçou a pensar um pouco. Enjoo... Isso... Isso é... Um dos sintomas da... gravidez? Arregalei rapidamente os olhos e levei as mãos à boca, tentando ignorar aquela possibilidade, enquanto sentia lágrimas começarem a cair. - Não, não , não, não! Me afastei da privada ainda sentada e me encostei na parede, chorando ainda mais. Não... Não pode ser... Eu não posso estar grávida... Não posso! Não posso! Eu não tenho a mínima estabilidade emocional pra cuidar de uma criança! Nem mesmo de mim eu consigo cuidar! Sou uma suicida louca e doente mentalmente, e Rafael é um assassino! Um maníaco que mata por puro sadismo e prazer próprio! Como uma criança cresceria nos tendo como exemplo? A vida desse pobre e inocente anjo... seria uma total desgraça. Isso não pode acontecer. Jamais! - D-Deus por favor, não... Levei as mãos ao rosto e desabei em lágrimas, sentindo as mesmas correrem como um rio. - Clarinha? Você está bem? Ouvi Batidas leves na porta central do banheiro feminino, era Ethan novamente. Droga... Eu só queria ficar ali, naquele canto do banheiro, chorando e chorando até que meu peito esvazie todo esse peso. Mas... como se não bastasse sofrer com essa recém descoberta de talvez estar grávida, eu tenho outra coisa pra resolver. Sim, já havia dado o horário de saída, e Rafael havia dito pra eu ir diretamente em direção à casa dele, já que hoje ele não poderia vir me buscar. E bem, lembrando daquele pesadelo horrível, é melhor eu obedecê-lo antes que ele venha pessoalmente até aqui. E sobre o enjoo... será que eu deveria contar pra ele? Ou... será que isso foi apenas uma vertigem comum? já que isso acontece as vezes com as pessoas... Bom, talvez eu nem mesmo esteja grávida. Isso... talvez eu só esteja me precipitando! As lágrimas cessaram devagar, e eu respirei fundo, me levantando do chão. - ...Clarinha? O ouvi me chamar novamente, preocupado. - Eu estou bem, só um minuto. Eu o respondi, minha voz soou rouca e falha devido ao ardor da minha garganta, e eu então eu fui até a pia. Lavei meu rosto e meus lábios, fiz um gargarejo rápido e me sequei com papel toalha, logo em seguida dando a descarga no vaso sanitário e saindo do banheiro feminino. Ethan estava sentado na escada à frente do banheiro, e quando me viu rapidamente veio até mim. - Como está se sentindo? Quer ir na enfermaria? Eles devem ter alguns anti enjoo lá. Ele colocou as mãos no bolso de seu short, me olhando ainda preocupado. - Não se preocupe, é só que meu estômago não está muito bom hoje, o café da manhã foi pesado demais. Eu disse à ele com um meio sorriso. Droga... eu só espero que seja isso mesmo. - Pesado demais? Claire, você comeu um pão com salada e um simples café, pesado foi oque eu comi, você viu o meu prato de macarrão e aquela garrafa enorme de suco? Fora o sanduíche extra que você me deu e aquele doce... você praticamente não comeu nada, e isso me preocupa. Ele se encostou na parede e me olhou. - Isso é normal pra mim, fique tranquilo. E bem, você comeu muito hoje porque estava de barriga vazia há um tempão. São casos diferentes, bobinho. Dei um riso para tentar acalmá-lo, e ele assentiu com um sorriso, mas ainda parecia preocupado. - Certo então... mas se cuide por favor, e se precisar de algo... saiba que estou sempre por aqui. Ele se aproximou de mim e acariciou meus cabelos com gentileza. - Pode deixar. Respondi, o olhando diretamente enquanto percebia um leve rubor em seu rosto. - Bom, a aula de tênis se inicia daqui alguns minutos, você ainda vai participar? Ele perguntou, apontando em direção à quadra de esportes da escola. Sim, a aula de tênis que vai me dar as notas que preciso pra passar logo de ano e finalmente terminar esse inferno de ensino médio. Mas... o jogo vai começar muito tarde por conta do mal estar de Ethan hoje cedo, e ele tinha que estar presente, já que é o líder. E eu disse à Rafael também que minha aula hoje terminaria mais cedo, então chegar tarde na casa dele poderia me trazer uma dolorosa punição. E... talvez à Ethan também. Eu não duvido do que aquele maníaco é capaz de fazer. Então, eu preciso ir embora logo. Droga... Eu esperei tanto por esse maldito jogo por conta das notas! E agora eu vou perdê-lo... - Meu anjo? A voz doce de meu querido Liam me tirou do meu transe, e fez minha mente carregada de pensamentos parar de me atordoar por um momento. - A-Ah! Me desculpe! Eu só... estava pensando... mas sobre oque você disse... e-eu não vou, estou me sentindo muito mal ainda... acho que preciso descansar um pouco. Suspirei fundo e o olhei, e então ele assentiu. - Tudo bem, eu entendo. Você não está bem e precisa descansar. Só... me mande uma mensagem me avisando se melhorar, ok? Não me deixe sem notícias. Ele deu um sorriso doce e gentil, corando levemente, e abaixando a cabeça de forma tímida. Ah, droga... falar com ele vai ser muito difícil. Ainda mais com Rafael o tempo todo ao meu lado. Preciso achar um jeito de deixar Ethan despreocupado quanto à mim... - Claro, mas caso eu não te mande mensagens, Apenas fique tranquilo, eu sei me cuidar e prometo que ficarei bem. Dei um sorriso para deixá-lo seguro, e ele assentiu. - Voltarei cem por cento bem amanhã, eu juro. Oque importa pra mim não é nem tanto a vertigem horrível que está me incomodando, mas sim o fato de que eu provavelmente não vou passar de ano... já que eu dependia desse jogo pra salvar minhas notas... Essa aula de tênis era tudo que eu precisava pra passar, mas eu prefiro reprovar à ter meu melhor amigo morto. Atrasar pode fazer com que ele venha me procurar, e se ele me ver com Ethan? Não! eu realmente não quero que aquele pesadelo de hoje mais cedo se torne realidade. - Olha... sobre isso, Acho que você deveria falar com o professor de educação física, talvez ele te ajude com isso te passando outra atividade ou te dando os pontos que você precisa pra passar. Ele deu um sorriso sarcástico de escanteio, me olhando nos olhos. - É... talvez funcione. e-espera... você está no lugar dele e é o líder do jogo de tênis! Exclamei apontando pra ele, que deu risada e cruzou os braços. - Exatamente, por isso estou pedindo pra você ir pra casa descansar, e fique tranquila que você terá todos os pontos que precisa. Ele deu um sorriso e acariciou meus cabelos. Ah Deus... Eu o amo tanto. Ele é como um irmão protetor que cuida de uma irmã mais nova. Ethan sempre se preocupa tanto comigo... É tão gentil, carinhoso e amoroso comigo. Ele parece um pote de açúcar ambulante de tão doce. - E-Ethan isso é... tudo que eu precisava! M-mas e se isso prejudicar você? Parei pra pensar naquilo, Com medo de ele estar se sacrificando pra me ajudar. Mas ele então negou e se aproximou de mim. - Não se preocupe com isso. apenas vá descansar, ok? Você me ajudou e agora é minha vez de te ajudar, meu anjo. Ele se aproximou ainda mais, tanto que eu podia sentir sua respiração em minha pele, seus olhos estavam diretamente focados em mim, e ele levou uma mão até meu rosto, colocando uma mecha de meus cabelos com gentileza para trás da orelha. Ele levou uma mão até minha bochecha, levantando meu rosto para ele, oque me fez corar de vergonha já que estávamos muito perto. Os lábios dele também estavam cada vez mais perto dos... meus. E então ele me puxou carinhosamente e levantou a cabeça, beijando minha testa. -A-Ah... Droga. Aquilo, aquele beijo... não pode acontecer novamente. Ou Ethan correrá perigo. - Você tem cheiro de morango, sabia? E eu não consigo evitar de sentir ao menos um pouquinho do seu perfume. M-Me desculpe se isso te deixou desconfortável... Ele rapidamente se desculpou, doce e respeitoso como sempre, se afastando um pouco, pra mais longe de mim, tentando esconder seus sentimentos, mesmo que eu já estivesse vendo nos olhos dele que ele queria me beijar naquele exato momento. Mas, ele se controlou e se preocupou comigo, Ethan não queria que eu me sentisse incomodada e abaixou o rosto, olhando para o chão, seu rosto estava vermelho de vergonha. - Não se preocupe com isso, eu fico feliz que você me ache cheirosa, seria ruim se fosse o contrário. Dei uma leve risada, tentando demonstrar à ele que estava tudo bem, e ele sorriu de forma fofa de volta. - Ah, e sobre o cheiro de morango... deve ser o meu gloss, eu sempre trago ele na mochila. Ele assentiu com um sorriso. - Sei disso, você está sempre muito cheirosa, meu anjo. Além de linda também... Ele acariciou meu rosto novamente, com suas mãos doces e fofas que não machucavam, ali com ele... era o meu conforto, a minha força. Sorri o olhando, e dei nele um abraço rápido. - você também é, Ethan... você cheira a café quentinho. O olhei e o vi corar, timidamente. - C-Café? Ele perguntou sem entender, parecia mais tímido ainda, tão fofo.. - Sim, porque eu amo café e amo você. Não me soltei do nosso abraço, ele era tão importante pra mim. Se eu o perder... minha vida nunca mais será a mesma. Já que é nele de onde eu tiro a minha força. Logo vi ele me olhar, envergonhado, mas feliz com o elogio aparentemente. - O-Obrigado, minha princesa...Mas bem. vá pra casa descansar, e não se preocupe com suas notas, ok? Eu vou na diretoria pegar o histórico do seu último boletim e ver em quais matérias você precisa de pontuação e te darei os pontos. Ele acariciou meus cabelos com gentileza, e eu assenti. - Muito obrigada novamente, por estar me ajudando nisso. Eu não sei oque eu faria sem você... Dei um meio sorriso e ele assentiu. - Digo o mesmo. Você sempre é a luz do meu dia, meu anjo. Nunca vou esquecer oque você fez por mim hoje pela manhã. Ele cruzou os braços e se encostou na parede atrás dele. - Não fiz nada demais, somos amigos e temos que nos ajudar... mas... estou indo pra casa então. Obrigada por me liberar. Vou na sala pegar minha mochila. Apaguei a luz do banheiro feminino, e caminhei em direção à sala. - Eu vou com você. Ele disse e caminhou junto comigo, logo ao meu lado. - Ei... Sussurrei baixo, e ele rapidamente me olhou. - Uhm? Oque? Ele perguntou enquanto entrávamos na sala. - V-Você notou que hoje foi... muito quieto? b-bom... a Lizzie e a Laurie não vieram me infernizar... Sim, e isso era estranho, já que elas sempre faziam bullying comigo, me espancando e tirando minha paz. Ethan então assentiu. - Sim, eu notei. Mas... parece que elas saíram mais cedo hoje, por isso a paz. Ele disse, se encostando em uma das mesas. - S-Sairam mais cedo? i-isso... é realmente estranho. Elas nunca fazem isso... Eu disse, pegando minha mochila. - Pois é, mas enfim... pelo menos tivemos paz hoje, e é isso que importa. Ele deu uma leve risada e me olhou. - S-Sim... Bom, eu vou indo. Até amanhã. Me despedi dele, acenando. - Até, se cuide e me mande mensagem. Ele disse com um olhar preocupado e gentil, e eu apenas assenti, dando um sorriso, andando pela escola, desci as escadas até chegar ao térreo, e passar pelo portão de saída da mesma. Não avisei mais ninguém que eu iria sair mais cedo além de Ethan, mas acredito que ele vai notificar os próximos professores e o diretor disso. E ele foi tão bom pra mim, me ajudando com as minhas notas escolares... Era tão bom estar com ele... Tão bom, que por um momento eu havia esquecido de tudo que aconteceu ontem. Da maldita carne humana que eu comi, da minha tentativa de suicídio... Eu estava vivendo um verdadeiro caos, e tudo que eu queria era ter forças para fugir de Rafael, mas... Eu me sentia tão incapaz de fazer isso. Primeiro, com medo de algo acontecer com Ethan. E segundo... Eu... ainda amo aquele idiota. Eu amo quando ele me dá carinho e cuida de mim... amo quando ele não me machuca... Porque é tão difícil sair disso? Droga, eu só queria ficar longe dele... Ainda em frente à escola, suspirei fundo e olhei em volta de mim. Geralmente alguns táxis ficavam próximos à escola, já que muitos alunos iam e voltavam de táxi, e eu precisava de um agora, já que Rafael não viria me buscar. E então, ao lado do muro grande da escola, vi um carro amarelo parado, e logo vi que era o táxi que eu estava precisando. Acenei pra ele, que entendeu do que eu precisava e dirigiu até mim. Abri a porta e entrei pelo Banco de trás. - Bom dia, senhorita. Pra onde é o seu destino? Ele perguntou, e eu coloquei minha mochila ao lado de mim. - Bom dia, para o parque Treton. que fica na saída da cidade. Dei como referência um lugar perto da casa de Rafael. É claro que pra chegar até a casa dele eu iria andando, ou a localização dele seria exposta. - Certo, A viagem fica em trinta dólares, aceito cartões e transferência. Assenti e peguei meu celular para fazer uma transferência para ele. - Qual é a sua conta? Vou fazer uma transferência. Abri meu aplicativo bancário, e ele apontou para trás de seu banco, onde havia um papel com um código qr. - Aqui. Ele disse, enquanto iniciava a viagem. Apontei meu celular para o código e transferi o dinheiro, enviando para ele o comprovante, que rapidamente apareceu na tela de seu celular que estava em um apoio no painel do carro. - Muito obrigado. A viagem dura no máximo 15 minutos. Que rápido. Bem... na verdade...eu não queria que fosse. Não queria ter que vê-lo novamente. Não queria ter que pisar naquela casa... Assenti para o motorista, e me encostei no banco do carro, tendo meus últimos minutos de paz antes de voltar para aquele inferno. Peguei meu celular e vi uma nova mensagem no Whatsapp.
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Ethan : vocêjáestá em casa meu anjo?
Ethan: se sim me avise porfavor, ok? Descanse bem.
Ethan: Estou na diretoria agora cuidando das suas notas, quando eu terminar aqui te atualizo sobre
Ethan : Beijos
Ethan send emojis:
Ethan:❤❤❤🥰🥰
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Sorri enquanto olhava o celular, tão fofo... Rapidamente o respondi, já que não vou mais poder fazer isso quando eu chegar na casa de Rafael.
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Claire: Estou no táxi, quase chegando em casa. Não vejo a hora de descansar logo😴😴😴
Claire: de novo, muito obrigada por me ajudar com as notas 🥰😘 espero que dê tudo certo!
Claire: atéamanhã💖
Claire send emoji:
Claire: 💟
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Assim que mandei a segunda mensagem, ele rapidamente apareceu online e começou a responder, mas eu guardei o celular e tentei aproveitar meus últimos minutos de tranquilidade, antes de ver novamente o próprio diabo. Me encostei na janela do carro, olhando as grandes florestas, sabendo que já estávamos perto e respirei fundo. Um aperto no peito surgiu, e a vertigem voltou. Um frio na barriga me deixou pior, e eu senti algo terrível. Parecia que o ar estava até mesmo pesado. Uma sensação ruim. Então, peguei minha garrafa de água na minha mochila e bebi alguns goles pra tentar me acalmar, e suspirei fundo. Droga, apenasfiquecalma, fiquecalma... Eu disse mentalmente à mim mesma, e fechei os olhos por um instante, tentando controlar o aperto no peito. - Chegamos ao seu destino. A voz do táxi me tirou de meus pensamentos, e eu rapidamente abri os olhos. Sim, eu estava no parque no final da cidade. Agora eu só precisava andar um pouco, e logo eu estaria na casa dele. - Ah, certo. Muito obrigada. Falei, agradecendo ao motorista e peguei minha mochila, saindo do carro. Andei em direção ao parque, para que ele pense que eu realmente estava querendo vir ao parque, e então logo ele deu ré e seguiu para a cidade. Me deixando ali, naquele parque pequeno e vazio. O céu estava escuro, e parecia que logo iria chover novamente. E bem, como o motorista já foi embora, agora eu precisava seguir meu caminho. Coloquei minha mochila nas costas e segui, caminhando pela estrada, no asfalto molhado e frio. Uma brisa leve tocou meu rosto, me fazendo arrepiar, enquanto eu estava andando. Pelo menos eu estava de suéter... Olhei para os lados, procurando a trilha no meio da floresta que dava para a casa dele... Nada. Andei um pouco mais pela estrada e logo a encontrei, bem à frente. Adentrei a mata, seguindo a trilha, e sem demora já vi de longe a casa em tons escuros, fina e elegante, à poucos pés de distância. E então, quando eu me aproximei da porta, aquela sensação de agonia... a vertigem, voltou novamente. Levei minha mão à maçaneta, trêmula por conta daquele sentimento ruim, mas mesmo assim abri a porta. Suspirei fundo, tentando controlar aquilo que eu sentia, mas o ar continuava querendo me esmagar. Que droga estava acontecendo? Andei para perto da escada, segurando minha mochila, e ouvi algo. - Uhm, Isso... Caralho. Que delícia. Um aperto no peito surgiu ainda mais forte, quase que esmagando meu coração, aquela era... a voz de Rafael? Sim, é claro que era. Será que ele estava... se... dando prazer sozinho? Me aproximei mais, sem subir a escada ainda, e então ouvi mais barulhos. - Viu só? Eu não disse que o gemido seria ótimo de ouvir? Uma voz feminina... reconhecível... Muito, muito reconhecível. Não, espera. ... Arregalei os olhos, com a íris quase saltando pra fora da órbita, suando frio, enquanto lágrimas começavam a cair de meus olhos. Era... lizzie... Mas que MERDA essa garota está fazendo aqui? - Ahh... Rafael, você é mesmo grande... colocando com tanta força dentro de mim... Gemidos, gemidos abafados que eu conhecia novamente a voz, tomaram meus ouvidos. Dessa vez... Era Laurie. Não, não pode ser. NÃO PODE SER. ISSO NÃO PODE SER VERDADE. APENAS NÃO. Essas VADIAS elas... Trêmula e sentindo minha mente deteriorada começar a se manifestar, fui até a cozinha e peguei uma faca em cima da pia. - N-Não... A faca tremia em minhas mãos, enquanto eu subia devagar as escadas. A cada degrau, os gemidos se intensificaram ainda mais, a cada degrau, metade da minha sanidade ia embora, a cada degrau... A faca parecia mais ansiosa para penetrar em uma pele humana.