CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS!
Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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Eu me sentia destruída, mais uma vez. O peso da angústia me esmagava por dentro, como se eu estivesse afundando em um abismo que nunca teria fim. Implorava por uma solução, um alívio que parecia eternamente distante. Mais uma vez, estava em uma situação que me fazia querer desaparecer, mas aquele homem... Ele era um assassino, alguém capaz de pôr fim à minha dor. E ele podia me dar isso, se quisesse. Mas de alguma maneira, ele não parecia estar disposto a fazer o que tanto desejava. Não agora. Ele disse que havia coisas mais interessantes que poderia fazer comigo. Mas o que seriam essas coisas? Ele vai me torturar? Vai me machucar? Como todos fazem? Na escola, em casa… por que ele não quer me matar logo? Era isso que eu mais desejava. Essas perguntas me consumiam enquanto eu atravessava o portão da escola, sentindo cada passo como uma prisão. Os enormes portões de ferro, com cercas elétricas no topo, me faziam sentir como se estivesse enclausurada. E, para piorar, aquela sensação se intensificava quando via os outros alunos, como se estivesse em uma versão bizarra de um presídio, onde ninguém parecia se importar comigo. Ao entrar pelos corredores, vi o tumulto dos estudantes do ensino médio, amontoados, rindo, gritando e empurrando uns aos outros, como se a dor alheia fosse apenas uma diversão passageira. Eu não sabia se o problema era exatamente comigo, mas aquele barulho e aquela agitação me incomodavam profundamente. Apertei os olhos, desejando que tudo aquilo desaparecesse, mas, claro, não adiantou. O vazio dentro de mim parecia crescer a cada instante. Respirei fundo, já me sentindo exausta, e tirei meu celular do bolso do suéter. Eram 09:20. Puxa, já era hora do intervalo. Eu havia perdido as duas primeiras aulas. Sem esperança de conseguir entrar nas aulas agora, decidi ir até a diretoria para ver o que eu poderia fazer. Empurrei as portas de vidro no final do corredor e entrei na grande sala que sempre parecia imensa e fria. No balcão azul, havia fichas, livros e papéis espalhados, uma verdadeira confusão de burocracia que se refletia na própria atmosfera do lugar. Logo, a coordenadora Adília apareceu, aproximando-se de mim com sua habitual expressão de desdém. Ela era baixinha e um pouco acima do peso, com cabelo vermelho escuro, quase cor de cereja, e olhos puxados. Sua aparência doce contrastava com a frieza que emanava de suas atitudes. Adília sempre foi a pessoa que me ignorava quando pedia ajuda sobre as agressões que sofria na escola. Ela falava com meus pais sobre cada passo que eu dava, sobre com quem eu conversava, e sempre achava uma maneira de me prejudicar, por qualquer motivo. Na maioria das vezes, ela agia assim em nome do diretor, que raramente estava presente na escola, o que a fazia se sentir poderosa, como se fosse a verdadeira autoridade ali. - Bom dia, Claire. Você sabe que horas são? Ela perguntou com um tom ácido e sarcástico, seus olhos me lançando um olhar de reprovação. Respirei fundo para manter a calma. - Sim, me perdoe pelo atraso, e... Ela me interrompeu, pegando uma ficha grande e um bilhete pequeno. - A aula começa às 7h, senhorita. Você chegou às 9h30, são duas horas e meia de atraso. A tolerância é de no máximo 10 minutos. Mais uma advertência para sua coleção. E pode ter certeza que seus pais vão ficar sabendo disso. Ela falou, enquanto assinava a ficha com uma caneta, seu tom de voz ainda cortante. - Aqui está o bilhete. Sua turma está no Ginásio. Leve-o e entre na aula. Fiquei olhando o papel por um momento, absorvendo suas palavras, antes de elevar o olhar até seu rosto. Droga, ela iria contar aos meus pais, como sempre faz... Eles vão me agredir de novo... Eu... Odeio minha vida. - Quando eu estiver morta, não vou mais precisar vir à escola. Tenha um bom dia, coordenadora Adília. Falei, olhando nos olhos dela, com um sorriso falso nos lábios enquanto pegava o bilhete. Ela ficou em silêncio, apenas me observando sair da sala. Meus pés pareciam pesados enquanto me dirigia para o ginásio, sem mais alternativas. Ethan provavelmente já estava lá, como sempre, e a ideia de vê-lo era a única coisa que me dava um pouco de conforto. Ele era meu abrigo, a única luz que eu conseguia encontrar em meio à escuridão. Quando cheguei ao ginásio, as portas se abriram e fui imediatamente envolvida pela agitação da quadra. Os alunos estavam jogando basquete, os gritos e risadas preenchendo o ar. As garotas que me intimidavam estavam sentadas na arquibancada, exibindo seus corpos em shorts colados e blusas curtas, dominando a atenção de todos ao redor, como se fossem as rainhas do mundo. Procurei Ethan, meu coração acelerado, e logo ouvi sua voz, tão doce e acolhedora, chamando meu nome. - CLARINHA!! AQUI! Ele surgiu correndo em minha direção, com o uniforme de educação física, seu sorriso contagiante iluminando meu dia. Estava jogando no time de basquete, como sempre fazia, e aquele simples fato já fazia com que eu me sentisse um pouco mais viva. Ele me abraçou antes que eu pudesse reagir, levantando-me do chão. - Ethan! Gritei entre risos, enquanto ele me girava no ar. Ele me colocou no chão e me olhou com aquele brilho nos olhos, preocupado. - Pensei que você não fosse vir… Por que se atrasou tanto? Ele perguntou, sua voz carregada de preocupação. Fiquei alguns segundos em silêncio, tentando encontrar as palavras certas. Não queria preocupar Ethan mais do que já o fazia, mas sabia que ele logo perceberia que algo não estava bem. - Ah, bem… e-eu dormi demais. Dei um sorriso forçado e coloquei minha mochila na arquibancada. Ele me olhou, cético, com uma sobrancelha erguida. - Hum... No primeiro horário, eu fiz um trabalho de artes em dupla, sozinho. Ele disse, brincando com sarcasmo. Soltei uma risada, tentando aliviar a tensão. - Me desculpe pelo atraso. Falei, passando a mão pelos meus longos cabelos loiros. Ele assentiu, rindo também. - ah, Tudo bem, a aula foi realmente chata, você teve sorte de ter faltado nela. Ele respondeu, antes de me olhar novamente com um sorriso sincero. - M-mesmo? e como foi? Perguntei. - Iluminismo e Renascimento. Dormi três vezes na carteira. Ele deu de ombros, me fazendo rir mais uma vez. Desviei o olhar dele por um momento, sentindo a pressão em meu peito aumentar. Sabia que ele estava percebendo que eu estava escondendo algo, mas não queria contar a verdade, não agora. Então, ele se aproximou mais, seus olhos fixos nos meus, uma expressão séria tomando conta de seu rosto. - Mas Clarinha, você tem certeza de que esse atraso foi só por causa do sono? Ele perguntou, sua voz suave, mas cheia de preocupação. Mordi o lábio, indecisa. Eu não poderia contar a Ethan sobre aquele homem, não agora. Respirei fundo, tentando manter a calma. - S-Sim. Respondi, tentando soar convincente. Ele passou a mão por seus cabelos, sua expressão mais séria do que nunca. - Claire… eu sei que não foi só isso. Eu quero conversar com você depois, está bem? Ele disse, mais uma vez preocupado. Sorri, agradecida por saber que ele se importava, que ele sempre se importou. Ethan era a minha única âncora em meio ao caos. - Certo, d-depois conversamos. Respondi, e ele sorriu, assentindo. Ele segurou minha mão, o que me trouxe um pouco de alívio, e me puxou para o centro do ginásio. - Então, por enquanto, vamos aproveitar o ginásio. Me acompanha em uma partida de basquete? Assenti, sentindo meu coração bater mais forte, mas agora com uma sensação de calma. - N-não gosto muito de jogar, mas se você está me convidando... E-eu posso tentar. Falei, sorrindo, enquanto ele me conduzia para o jogo. E naquele momento, apesar de toda a dor e os demônios que ainda me assombravam, eu sabia que, por mais breve que fosse, aquele momento com Ethan era a única coisa que eu precisava para continuar suportando.