Capítulo quarenta e cinco: a dor de Jane Wild.

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Ainda na sede da Police states, NY

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Ainda na sede da Police states, NY.

- Senhor waywood, as digitais nos corpos... todas essas imagens das câmeras de segurança... tudo aponta pra uma coisa, Rafael Wild está vivo.
Disse uma policial ali, abismada com oque acabara de ver com seus próprios olhos.
Os outros policiais e autoridades se olharam e discutiram entre si, e o policial way fechou a mídia, e abriu um outro arquivo, dessa vez em fotos.
Na primeira foto, o centro comunitário onde ele foi torturado estava sendo mostrado, mas, em todo seu redor estava cercado de fitas da Polícia.
Way deu um pequeno zoom, e mostrou aos demais que estavam ali corpos mortos de dois garotos.
Um estava completamente eletrocutado, as marcas do choque eram visíveis em seu corpo molhado e agora, morto.
O outro, estava todo mutilado, seu sangue já estava escuro de tão seco, mas seu estado era deplorável.
Way então minimizou aquela foto, e abriu outra.
De três garotos abraçados, com um sorriso no rosto, segurando um troféu pequeno nas mãos, eles aparentavam estar na escola.
- Esses são os garotos que foram responsáveis por torturar Rafael Wild naquele lugar maldito, mas, como podem ver, já estão mortos. Ele sobreviveu e decidiu se vingar, Isso está mais do que claro!
Disse ele, enquanto os outros olhavam as fotos.
Uma advogada criminal se aproximou do notebook para ver melhor, era alta, magra, com uma pele negra linda e luminosa e cabelos platinados em um leve cinza, bem jovem. Tinha trinta e dois anos de idade e mais de doze anos trabalhando em casos como esse.
- Concordo plenamente, policial way. Mas me intriga o garoto ruivo que apareceu nas câmeras, na câmera de dentro e de fora do sanatório.
Todos a olharam, sem entender.
Então a advogada se aproximou da estante de casos arquivados, e pegou uma ficha, e a levou até a mesa dos policias a jogando ali.
- Caio Harper, o maior assaltante de bancos á mão armada dos Estados Unidos, ele chegou à explodir muitos dos mesmos e ceifar muitas vidas com sua loucura e insanidade, Mas antes disso, era um jovem normal que trabalhava como palhaço em um circo com sua mãe, numa noite sua noiva foi assassinada e ele se revoltou. Isso é o mínimo que sabemos sobre ele, nunca mais conseguimos achá-lo e seu caso, nomeado como : Palhaço estrelado, foi arquivado.
Todos os policiais se fizeram nervosos e ainda mais preocupados.
- Então isso precisa ser resolvido o quanto antes! Temos dois assassinos em série á solta!
Disse um dos policiais.
- Vocês Não pensam no fato de Caio ter ajudado Rafael? Tenho em mente que, ele foi a influência necessária para que Rafael decidisse se vingar.
Disse a advogada, com os braços cruzados enquanto olhava a tela do notebook.
- Unam a ficha de Caio com a de Rafael, temos muita coisa à resolver.
Disse ela enquanto se virava de costas e pegava um copo de café da mesa, e o tomava vagarosamente, com os olhos apertados e tão intrigada com um caso, como nunca esteve antes.
Waywood então logo se aproximou dela.
- Advogada Hanna, preciso de você na sala de interrogatório agora.
Disse ele, com um olhar preocupado e ela apenas assentiu, enquanto terminava seu café.
- Waywood está dando seu melhor nesse caso, ele parece preocupado e um pouco triste com isso, você não acha?
Disse um policial para o outro, conversando entre si.
- Ele resgatou Rafael, quando ele ia completar oito dias sendo torturado, ele cuidou do garoto e levou pra um sanatório seguro, o da lenna, ele deve sentir que o menino é como um filho pra ele.
Disse o outro, a advogada hanna os observou durante um tempo, e pegou seu copo de café de plástico já vazio, e o jogou no lixo.
Ela ajeitou a bola clássica de sua camisa social branca, vestida devidamente para sua profissão, e se dirigiu até a sala de interrogatório da Police states de nova York.
Ela abriu a porta, e logo viu...
Uma senhora sentada, já bem velhinha, seus olhos eram um pouco fundos devido às marcas de expressão de seu rosto, e ela parecia muito preocupada,as lágrimas que corriam de seus olhos já eram visíveis.
Seus cabelos brancos estavam enrolados em Um coque mal feito, e ela usava um vestido longo e uma blusa de frio amarronzada, que mais parecia um suéter.
- Advogada hanna, está é a senhora Jane Wild, avó de Rafael, a única parente que ele tem.
Disse waywood, sentado de frente pra Jane ali, e então ela se virou pra ver a advogada em pé ao seu lado.
- Dona hanna, porfavor... meu neto, meu netinho está vivo? Porfavor, me diga, porfavor...
Disse a senhora, entre rios de lágrimas.
Hanna então ficou ao  lado dela, e colocou uma mão em seu ombro, a tranquilizando.
- Ele está, senhora Jane. Concluímos a primeira parte do caso, ele apenas tentou se matar, e está vivo.
Disse ela, olhando nos olhos da senhora que agora sorria com seus poucos dentes de tanta alegria.
- OH SENHOR! MUITO OBRIGADA MEU DEUS!! MEU MENINO ESTÁ VIVO!
Disse ela, chorando, mas agora de alegria.
Waywood então a olhou novamente.
- Então, senhora Jane Wild... ele está vivo, mas devido à tudo que sofreu, ficou diferente. De uma forma demoníaca e grave.
Disse ele e hanna a olhou, a senhora agora estava com uma expressão novamente triste e desapontada.
- Senhora Jane, Rafael wild foi responsável por doze assassinatos aqui em nova York. Dias depois de seu quase "Suicídio ". Ele está matando pessoas, a vingança dele foi longe demais.
Falou a advogada, andando pela sala, vendo a avó de Rafael se estremecer e a chorar novamente.
- M-Mas! Meu netinho jamais faria isso...
Waywood a interrompeu.
- Senhora Jane, precisamos fazer algumas perguntas em prol do caso, e então você poderá ir pra casa.
Disse ele e a senhora então negou.
- V-Vocês vão m...machucar meu menininho??
Perguntou ela, atormentada com tudo que ouviu, seu neto, com um rosto tão lindo e doce, ser um assassino...
Jane sabia que no fundo, isso tudo estar acontecendo era culpa dela.
Se ela tivesse protegido Rafael desde o inicio, se ela tivesse o ouvido sobre ele não querer ir pra casa do tio...
Talvez ele estivesse recuperado, bem, vivendo como qualquer outro ser humano.
Jane Wild tremia como nunca, sentindo um suor frio escorrer por seu rosto, engolindo em seco e sentindo a falta de ar terrível dominando seu peito.
- Senhora?? Respire, porfavor, respire!
Disse a advogada hanna, se aproximando e tentando fazer com que ela se acalmasse.
-E-eu... a culpa... é minha..
Disse ela, sentindo tudo escurecer à sua volta.
-P-PORFAVOR... se encontrarem meu pequenino... digam que eu peço perdão...
Ela falou por último, sentindo tudo rodar e escurecer, e então caiu da cadeira do interrogatório.
Sua boca espumava, e as lágrimas caiam de seus olhos como um rio.
- WAY!! CHAME UMA AMBULÂNCIA AGORA!!!
Gritou hanna, desesperada enquanto tentava ajudar a senhora Jane.
Mas, sem sucesso.
A advogada sentiu a velhinha agonizar em seus braços, dando os últimos suspiros, e ficando totalmente fria, tão fria como puro gelo.
Ouvir que seu neto havia se tornado um assassino foi demais para a senhora Jane.
E saber que metade da culpa disso ter acontecido era sua, a machucou terrivelmente.
Naquela hora, ela explodiu de tristeza e frustração, e partiu sem poder pedir perdão à Rafael.
Jane Wild havia morrido nos braços de hanna, de infarto fuminante.

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