Capítulo oitenta e cinco: lembranças do passado.

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Eu estava na suíte, com aquela garota incrivelmente perfeita bem à minha frente

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Eu estava na suíte, com aquela garota incrivelmente perfeita bem à minha frente.
Ela estava totalmente nua, seus seios grandes estavam cobertos por seu braço, e o restante também.
Aquela garota parecia uma deusa na terra, seus cabelos longos e agora molhados escorriam por seus ombros, seus fios estavam colados em seu corpo e rosto.
Seu olhar vazio encarava a água que enchia ainda mais a banheira, ela sequer se mexia, estava parada e aparentava pensar em algo.
A olhei e estudei cada detalhe de seu rosto, suas expressões. Sim, ela me parecia desconfortável.
Claro né porra, a garota precisava tomar banho e respirar um pouco, e eu estava aqui a atrapalhando.
Acariciei seus cabelos molhados, e ela me olhou, com aqueles lindos olhos escuros como a noite, e tão vazios como um céu sem estrelas.
Ela se encolheu um pouco na banheira, sentindo a água a molhar aos poucos, e eu me levantei, ficando de pé.
- Bom, vou deixar você tomar banho. Já coloquei sua camiseta aqui, é só vestir assim que terminar.
Ela então assentiu, olhando cada gota de água que caia na banheira, e eu a encarei com seriedade.
- Não pense em fugir.
Falei, sem tirar os olhos dela, e levei minhas mãos aos bolsos.
Claire então deu um sorriso meio seco, sem expressão, e me olhou de volta, bem no centro dos meus olhos.
Eu não queria perder aquela garota, e se ela fugisse eu faria um verdadeiro massacre.
-Fugir? Porquê eu fugiria? Eu não posso voltar atrás, não posso apagar da minha mente aquele dia em que esbarrei com você em meio à chuva fria, naquele beco sujo e escuro. Estou em suas mãos, oque me resta é esperar oque virá pra mim apartir de agora...
Suas palavras me deixaram curioso..
Então ela não pretendia fugir? Já estava entre meus dedos tão rapidamente?
Caralho, saber disso me deixava extasiado e louco pra fazer ainda mais coisas com ela, ela estava se rendendo aos poucos.
Mas logo, pensei um pouco e tive uma ideia.
Claire havia gostado do meu beijo, ela ficava corada cada vez que eu a tocava e parecia não ligar tanto para o fato de estar nua diante de mim agora.
Isso, eu tinha o plano perfeito em mente.
O plano pra fazer ela ser minha de uma vez por todas.
Dei um sorriso de canto, já sabendo que daria tudo certo, e que ela finalmente seria dominada de uma vez.
- É bom saber disso. Vou te esperar no quarto.
Falei, e a olhei uma última vez naquele momento enquanto a água corria por seu corpo perfeito e lindo, e seus olhos escuros me observavam.
Claire estava aos poucos lidando com sua rotina de estar lado a lado com um assassino, seus olhos apontavam que sua aura sombria já estava se interligando á minha.
Fechei a porta da suíte, e a deixei ali, enquanto tomava banho.
Já eram nove da noite... estava quase na hora.
Logo, eu levarei Claire até a casa dela pra pegar algumas roupas, e vamos pra Nova York.
Eu precisaria tomar cuidado, as investigações sobre meu caso foram reabertas, comprovaram que eu não estou morto, ou seja, fodeu.
Um passo de descuido, eu seria pego.
Então todo cuidado é pouco.
Vou levar Claire a cada lugar onde passei, na minha antiga casa, na faculdade onde eu estudava e estava quase me formando em biologia, na porra do centro comunitário onde fui torturado e sofri por semanas, passando frio, fome, sede.
Jamais vou esquecer o dia em que a sede que eu sentia era tão infernal ao ponto de rasgar aos poucos minha garganta, eu implorava por uma gota de água.
Havia um balde sujo e cheio ao meu lado, eu salivava ansioso por um gole, uma vez eu tentei trazer o balde até mim, mas um dos filhos da puta viu, jogou a água gelada em meu corpo cortado e machucado, e me amarrou à fios de choque.
Aquela dor, foi a maior dor que eu pude sentir.
Eu estava quase morrendo, babando de dor, não conseguia nem mais gritar já que ninguém iria me ouvir, eu era frágil, e só sabia sentir a dor que me era causada.
Dias depois de tantas torturas, eu já não era mais eu mesmo, não sentia meu interior ou coisas boas, naquele momento em que comecei a mudar, eu sabia que não era pra melhor.
E tudo naquele maldito ano, colaborou pra que eu fosse o homem que sou hoje.
Agora sinto prazer em causar dor, sofrimento, lembrando do que um dia fizeram à mim.
Mesmo que eu tenha matado um por um dos desgraçados que me torturaram, sinto que ainda não é suficiente pra cobrir oque eu passei.
Preciso matar mais, torturar mais, causar mais dor.
Quero uma pilha de corpos em cima do meu passado.
Mesmo que isso me dê um prazer de minutos, ou horas.
Imergido em meus pensamentos insanos e corroidos de desejos malignos e vingativos, fui interrompido pela porta da suíte se abrindo, e doces passos leves vindo até mim.
-Podemos ir... se quiser.
Ouvi a linda voz de Claire, me tirando da loucura em que eu estava.
Ela havia colocado a camiseta, apenas a camiseta.
Cacete, não quero nem pensar muito no fato dessa garota estar sem calcinha.
Agora minha mente era um misto de fúria, vingança e tesão.
Me levantei de onde eu estava, e peguei em sua mão. Pode vê-la corar e suspirar.
- Então vamos.
Descemos as escadas de mãos dadas, a mão de Claire era a coisa mais doce e leve de ser tocada, tão pequena e macia.
Praticamente sumia entre meus dedos grandes.
Já na sala, peguei meu sobretudo preto e abri a porta da frente.
Eu e Claire já estávamos lá fora, no frio da noite, à luz da lua Nova e linda.
Abri a garagem, e entrei no meu opala preto junto com ela.
Dei ré, pra sair da Garagem, e fechei a mesma usando o controle.
E logo, nós já estávamos na estrada, em direção à casa dela enquanto eu pensava em concretizar meu plano.

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