Capítulo cento e quinze: Matar por ele?

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Eu estava na clínica veterinária sentada ao lado de Rafael Blacktide, com as mãos sob meu vestido vermelho como sangue, ele estava comigo, usando preto como sempre, oque o deixava ainda mais atraente

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Eu estava na clínica veterinária sentada ao lado de Rafael Blacktide, com as mãos sob meu vestido vermelho como sangue, ele estava comigo, usando preto como sempre, oque o deixava ainda mais atraente.
Suas várias tatuagens estavam expostas já que a manga de sua camiseta estava dobrada suavemente, ao menos agora eu sabia oque elas significavam.
Rafael estava meio distante, eu havia falado com ele em alguns momentos, mas ele parecia estar pensando em mil coisas ao mesmo.
Oque será que se passava na mente dele?
Perguntei, sem entender e muito confusa, mas ele apenas me mandou ficar calada por enquanto, e eu claro, obedeci.
Ficamos um longo tempo sem dizer nada um ao outro pois ele havia me ordenado silêncio, e ele aparentava pensar demais.
E então, nosso silêncio foi interrompido com uma mulher de jaleco branco saindo de uma das portas à frente.
- Olá, Boa noite! Sou a doutora Giulia, vim avisar vocês sobre o estado atual de Meredith, quem é o dono(a)?
Perguntou ela, olhando para mim e para ele, Rafael então se levantou e eu também.
- Ambos. Pode continuar, doutora.
Ele disse e ela assentiu.
- Certo, Meredith não está com nenhuma fratura grave interna ou externa, ela só tem alguns machucados, por isso o sangue no pelo. Porém num rápido período de tempo vão cicatrizar. Ela irá passar a noite aqui para o banho e ficará em observação pra mais dois exames, mas creio que não é nada grave. Ela será liberada as sete da manhã.
Disse ela, com um sorriso calmo e gentil.
Suspirei fundo, eu estava feliz e aliviada por Meredith, minha nova amiga, estar bem.
- Uh, certo. De manhã buscaremos ela então.
Rafael disse, e a doutora concordou.
- Perfeito. podem se dirigir ao caixa. Tenham uma boa noite!
Disse ela e nós dois assentimos
Ele segurou minha mão, o toque dele era tão firme e quente... eu amava aquilo.
Andamos até o caixa, à frente da clínica.
- Só um momento senhor, estamos verificando a conta da pequena meredith.
ele apenas assentiu, e soltou minha mão, me puxando pela cintura para perto dele.
Eu estremeci e corei de vergonha, Rafael não se importava em me tocar em público, de forma alguma.
- Bom, aqui temos o resultado. São uma bateria de exames, hotel pet, medicação e banho. Ficou dois mil e novecentos.
Disse ela entregando à ele um papel enquanto olhava no sistema do computador.
Céus... será que não estava muito caro?
Ele então sem problema algum retirou várias notas altas de seu bolso, e colocou no balcão.
- Coloquei algumas à mais pois também quero uma coleira pra ela, qual sua cor preferida, amor?
Disse ele, com sua voz grave saindo um pouco sarcástica e seus olhos azuis me encaravam por inteira.
Ele era... tão doce na frente das pessoas, em público...
Mas quando estávamos sozinhos... entre quatro paredes, eu via o próprio diabo.
Estou entre o céu e o inferno, uma doce mistura entre inocência e pecado.
Fiquei envergonhada mas de um jeito bom, ele me chamou de amor...
E-ele me ama...
Sorri de canto sentindo meus olhos brilharem.
- G-Gosto muito de vermelho e rosa...
Falei, segurando minha própria mão por cima do peito, eu estava tão obcecada por ele...
- Perfeito, deixem alguns modelos separados nessas cores, quando voltarmos pra buscá-la minha namorada escolhe.
Namorada....
Ele falou enquanto apertava minha cintura, e eu me sentia no céu.
Como posso me sentir no céu nos braços do diabo?
Parecia que eu estava enlouquecendo.
- Certo Então, tenham uma boa noite! Aguardamos até amanhã.
Disse ela e Rafael assentiu, soltando de minha cintura e segurando minha mão.
-Igualmente.
E então, nós saímos deixando minha Meredith ali, recebendo todos os cuidados que ela merece.
Rafael andou um pouco mais rápido que o normal, e me puxou para andar mais rápido também.
Estranhei, oque estava acontecendo?
Chegamos até o estacionamento e então eu o olhei.
- V-você... está bem?
Perguntei, esperando que ele me respondesse.
Rafael então assentiu, mas seu olhar parecia estar incendiando em ódio puro.
Ele ficou bravo? Será que fiz algo?
- e-eu... fiz algo que você não gostou? M-me descul...
Antes que eu pudesse terminar, ele negou com a cabeça.
- Não tem nada a ver com você, sabe aquele tal de Josh? O funcionário da clínica?
Disse ele, em tom incomodado como se ele estivesse se aprofundando em seus pensamentos mais demoníacos naquele momento.
Eu percebi que ele não encarou o funcionário "josh" muito bem, desde que ele apareceu em nossa frente, Rafael parecia distante dali, oque estava acontecendo?
-S-Sim...
Ele então suspirou pesado e ficou mais próximo à mim.
- Aquele filho da puta do caralho, foi um dos idiotas que me torturou no passado. Porra...
Meu Deus... isso era...
Josh torturou Rafael Blacktide junto com os outros garotos?
Mas... Rafael não havia se vingado deles?
- Ma-mas você não os matou? Se me p-permite perguntar...
Minha submissão por ele estava tomando cada parte de mim por completo, e eu aceitava aquilo como uma benção.
Mesmo sendo o contrário...
Ele então sorriu de canto, meio perverso, e me puxou contra ele, acariciando meus cabelos.
Ele se encostou em meu ouvido, e sussurrou baixo.
- Sua submissão é a coisa mais prazerosa que posso ver e ouvir. E respondendo sua pergunta. sim, eu torturei ele, eu tinha certeza que ele iria morrer, mas não verifiquei se ele tinha realmente morrido. Talvez esse merda tenha conseguido escapar.
Ele disse, estava ficando furioso e pensando no que fazer.
Com toda certeza, ele iria matar de vez esse tal Josh, que o torturou.
Bom... eu não o julgo, Rafael Blacktide ficou mantido em cativeiro por semanas, foi abusado, machucaram-o de diversas formas terríveis, até que ele ficasse insano.
Então... esse garoto realmente precisa pagar pelo que fez.
- A-Ah... e você vai...
Antes que eu terminasse de perguntar, ele assentiu.
- Vou, vou matar esse porra da pior forma que alguém pode morrer, ele vai se arrepender e vai desejar ter morrido quando teve a chance.
Disse ele em tom de ódio e vingança.
Comecei a pensar... e se ele não tivesse sofrido tudo isso? Ele seria um homem normal, com uma vida normal, e agora...
Devido à toda dor à que foi submetido,se transformou em um serial killer cruel e frio, sem misericórdia ou piedade alguma.
O abracei fortemente, e levantei a cabeça para olhá-lo.
- S-Sinto muito por você ter passado por tudo isso...
Falei, e ele deu um sorriso sarcástico fixando seus olhos azuis perversos em mim.
- Agora já é tarde demais, Claire. Eu sou outro. E não pretendo ser bonzinho.
Ele falou, levando uma mão até meu rosto, acariciando minhas bochechas.
Dei um leve sorriso sentindo borboletas no estômago, eu realmente estava apaixonada por ele.
Eu via cor e luz quando estava ao lado de Rafael Blacktide, via milhões de feixes brilhantes, claro, quando ele não estava me torturando, era como se tudo estivesse voltando a vida.
Eu quero ser dele para sempre.
- Vamos pro carro.
Ele disse e eu rapidamente obedeci.
Andamos até seu lindo opala, mas ao invés de abrir a porta da frente pra mim, ele abriu a do banco de trás.
Bom... eu o obedecerei no que ele desejar!
Falei pra mim mesma, e apenas entrei, vendo ele entrar também, pelo outro lado fechando ambas as portas.
- Daqui posso ter uma ampla visão da porta da clínica.
Ele falou, de um jeito sínico e ansioso,
Oque ele planejava fazer? Eu pensei um pouco curiosa, mas não perguntei nada à ele.
Engoli em seco, e me aproximei dele ainda mais, e abracei seu braço forte.
Suas veais eram notáveis de longe.
Encostei minha cabeça em seu ombro, ele era tão quente.
Era incrível como meu corpo se encaixava tão bem ao dele.
- Porra, Claire...
Disse ele olhando pra mim.
E então pude perceber que ele estava olhando os meus seios.
Será que fiz algo errado?
Olhei pra baixo, e pude perceber que seu braço estava entre meus seios.
- M-me desculpa! É que eles... f-ficam na frente quando vou te abraçar...
O soltei, talvez ele tenha se incomodado.
- Não precisa se desculpar, é que eu perco o foco. Estou pensando em como vou fazer pra trazer aquele filho da puta pra cá.
Disse ele, olhando a maior parte do tempo pra janela ao lado.
Trazer? Ele vai matar aquele homem agora?
Céus! isso não pode acontecer! Estamos no meio da cidade, a polícia pode encontrá-lo!
-m-mas... me desculpa perguntar, Você vai matá-lo aqui?
perguntei nervosa e sem entender, eu não queria que nada de mal acontecesse à Rafael.
Ele me olhou e deu de ombros.
- Não, só quero trazer ele para o carro e depois eu me viro com o restante.
Eu estava um pouco aliviada, Pois trazer Josh para o carro era menos suspeito do que matá-lo aqui ao lado da clínica.
Mas, antes que eu pudesse dizer algo após suspirar profundamente, Rafael se inclinou para olhar algo através da janela de seu opala, e então quando olhei também, vi Josh saindo da clínica.
Rafael apenas o olhava, ele parecia estar com raiva, pois não poderia sequestrá-lo exatamente agora, a cidade estava coberta de câmeras,  aqui é a cidade natal dele, e também, onde sua vida criminosa surgiu.
O risco da polícia o encontrar era de noventa a cem.
- Caralho, já sei. Vem pra frente.
Ele saiu do banco de trás e abriu a porta para mim no banco da frente, e eu o obedeci entrando ali.
Rafael logo passou para o banco do motorista, e acelerou em direção à estrada no meio da cidade, passando por Josh, que por uns segundos encarou o opala com medo e pavor nos olhos, acelerando os passos.
-O-Onde vamos?
Perguntei um pouco confusa.
Ele deixaria o garoto que o torturou escapar?
- Vamos pra uma loja de fantasias, Você me espera no carro.
Loja de fantasias?
Como... a que ele usa?
Meu Deus... oque estava acontecendo?
Eu estava nervosa, curiosa e com um pouco de medo, mas não perguntei mais nada e apenas assenti o obedecendo, como sempre é claro.
E surpreendentemente, sem muita demora, estávamos à frente de uma loja enorme que ainda estava aberta, por mais tarde que seja, haviam lindas fantasias expostas em sua vitrine de vidro e a logo elegante acima da loja chamava atenção, com suas letras grandes destacadas por led's.
Rafael então parou o carro e desceu do mesmo sem dizer nada, aparentava estar com pressa.
Ele entrou na loja, e como ordenado fiquei no carro o esperando.
Ainda estou pensando no que ele quis dizer sobre esta loja de fantasias...
Porque tudo isso?
Céus,  as coisas estão acontecendo de forma tão rápida e tão inesperadas.
Meus pais foram assassinados por ele, fui proibida de me aproximar novamente de meu amigo, Ethan. Rafael Blacktide me pediu em namoro, desejando que eu me entregasse à ele de corpo e alma...
E foi oque eu fiz, louca por ele, obedecendo suas ordens de cabeça baixa, como um bichinho de estimação.
E então, ele me possuiu. Tirando minha inocência e implando em mim o desejo, a loucura, o pecado...
Doeu como se eu estivesse sendo perfurada por mil agulhas, mas no fim, eu cedi mesmo em meio à tanta dor.
E cá estou, pertencendo à um assassino.
Eu suspirava fundo, pensando no quanto minha vida mudou em tão pouco tempo, apertava o tecido de meu vestido vermelho como sangue em tom de nervosismo, e então logo fui interrompida pela porta do carro se abrindo.
Me assustei, meu coração palpitou, era Rafael Blacktide.
Ele fora tão rápido.
- V-você chegou tão rápido ...
Sussurrei e ele então com uma expressão séria me entregou uma linda e sofisticada sacola branca com letras douradas um pouco pesada.
- Vamos em um beco sem câmeras e sem movimento, e você vai colocar isso. Não me questione.
Disse ele em tom sério e dirigiu até onde parecia uma rua sem saída, com duas pequenas casas no final e um muro desgastado e cheio de musgos.
Ele parou seu opala no fim da pequena rua, e nós descemos.
Ele pegou sua máscara de médico da peste negra, seu sobretudo, chapéu preto e luvas pretas de látex e as colocou.
Deus... Me castigue como quiser, mas Rafael Blacktide... ele era tão perfeito, mesmo com essa roupa tão sombria.
Ele era o céu e a terra pra mim.
Eu estava no canto do muro, paralisada e trêmula, olhando aquele homem alto e vestido de preto, que tanto tinha autoridade sobre mim e cada curva de meu corpo.
- Vai porra, não tenho muito tempo. Aqui não tem ninguém.
Disse ele em tom sério e eu rapidamente o obedeci.
Fui para um canto entre o muro e uma parede de uma casa velha, e tirei meu lindo vestido vermelho.
Rafael Blacktide não tirava seu olhar de mim, e eu sentia o desejo dele esquentar o ar que respirávamos.
Abri a sacola branca, e nela havia um lindo Body preto com um decote discreto, e meias calça marrom escuras e um pouco transparentes.
Rapidamente coloquei a Meia, e depois o body preto que se ajustou perfeitamente ao meu corpo.
Nele, percebi que havia algo fofo e macio atrás.
Era um rabo de coelho.
Uma... fantasia de coelha?
Aquilo me deixou ainda mais confusa pra saber oque Rafael desejava fazer.
Haviam ainda mais algumas coisas na sacola, e eu peguei um colarinho branco com laço preto, e o coloquei no pescoço.
Rafael estava encostado na parede de braços cruzados, me esperando e olhando pra mim.
Aquilo me deixava tão envergonhada.
Mas, ainda o obedecendo, peguei na sacola também uma máscara grande e linda de coelho, era tão fofa e doce, ao contrário da fantasia de Rafael.
A coloquei em cima da sacola, depois eu a vestiria.
peguei um par de sapatilhas pretas que estavam ali, e tirei meu salto alto as colocando.
- Claire... sei que iríamos jantar, mas antes preciso cuidar do desgraçado do Josh.
Disse ele com sua voz grave e arrepiante, vindo até mim.
Me levantei e o olhei nos olhos, dando um leve sorriso.
- T-tudo bem, podemos comer a hora que você desejar.
Falei, e coloquei a máscara de coelho em meu rosto.
Haviam pequenos buracos para os olhos, bem imperceptíveis, e ela não era desconfortável.
- C-Como estou?
Perguntei um pouco envergonhada, e ele então me olhou de cima à baixo.
- Perfeita, Como sempre. Parece que escolhi a fantasia certa.
Disse ele, esticando sua mão para mim.
- Agora venha, Nós  precisamos eliminar um certo alguém.
Disse ele, oque me fez arrepiar inteira.
-N-nós?
Perguntei ficando muito nervosa, mas levando minha mão até a dele.
e-eu? M-matar alguém?
Ele assentiu e me puxou para seu opala, abrindo a porta pra mim e entrando logo em seguida.
- A partir de agora, me chame apenas de MacabreLord, não cite meu nome de forma alguma.
Disse ele, eu estava com medo e tremia como nunca, mas assenti concordando.
Ele então acelerou, indo até onde Josh estava quando saímos da clínica.
Eu estava completamente rendida à Rafael Blacktide.
Ele poderia fazer oque desejasse comigo.
Inclusive, me induzir à matar, uma coisa que eu nunca faria.
Mas por ele... Vale tudo.

ILUSTRAÇÃO BÔNUS 🌹

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