CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS!
Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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- Parabéns, Clarinha! Você foi incrível! Ethan exclamou, sua voz carregada de animação e entusiasmo, como se estivesse celebrando uma grande vitória. Ele estava genuinamente feliz por mim, por eu finalmente ter feito algo sociável, algo que, até aquele momento, eu nunca imaginara que faria. Eu sorri de volta, sentindo um calor no peito. Mesmo que só por um tempo, por conta de uma conquista boba. Mas eu estava feliz. Naquele momento. e aquele sorriso dele fez com que eu me sentisse ainda mais alegre, mais à vontade. E enquanto caminhávamos juntos pelo corredor, a atmosfera da escola parecia mais silenciosa do que o normal. O grande portão à frente, que normalmente dava acesso às salas de aula, estava aberto, mas o que me surpreendeu foi o fato de que todas as salas estavam vazias. Não havia ninguém, nenhuma voz. O corredor estava deserto. Eu e Ethan trocamos olhares confusos. - Ué? Pra onde foram todos? ele perguntou, seus olhos se movendo de uma sala para a outra, tentando entender o que estava acontecendo. Seu tom estava cheio de surpresa, misturado com uma leve inquietação. Eu olhei ao redor, passando os dedos pela borda da parede, com a mente tão perdida quanto a dele. - N-Não faço ideia... Respirei fundo, tentando achar alguma pista, enquanto meus olhos percorriam os corredores, mas nada fazia sentido. Era para todas as salas estarem lotadas, especialmente agora, perto da última aula do dia. Mas antes que pudéssemos continuar nossa busca pelo restante dos alunos, uma voz suave se ergueu ao nosso lado, vindo de um canto do corredor. - Ei, Vocês foram liberados mais cedo hoje. Vai haver um evento na escola somente para os professores, então liberaram todos os alunos. Vocês não foram notificados? Quando virei rapidamente para olhar, vi uma mulher sorrindo gentilmente para nós. Era a professora que cuidava das crianças do ensino fundamental, e seu sorriso era acolhedor. - Ah... Por isso não vi o pessoal subir pra cá pra sala... Ethan riu baixinho, uma risada meio envergonhada, como se estivesse se recriminando por não ter percebido logo de cara. Ele mexeu na própria nuca, de uma forma que só ele fazia quando estava se sentindo um pouco bobo. - Pois é, mas enfim, podem ir pra casa, bom descanso. Ela disse acenando pra nós, e indo até a sala dos professores. - A-Ah, sim, o-obrigada! eu disse, antes de voltar meu olhar para Ethan, que estava tentando se recompor da confusão. - É... v-vamos ter que ir pra casa então. Falei, minha voz um pouco tensa, o que era difícil de esconder. A ideia de ver meus pais, Adam e Rosie novamente, me deixava apreensiva. Com medo. Saber que provavelmente eu seria agredida novamente, como tem sido todos os dias. Um eterno loop de cansaço e sofrimento, uma dor sem fim... Droga... Eu preferiria qualquer outra coisa agora a enfrentar aquilo. E o pior... Ainda tinha o risco de encontrar Arielle e Liz por ai, que estavam furiosas comigo depois de serem expulsas da aula de educação física por minha causa, no meio do jogo de basquete. A lembrança me fez apertar os punhos de nervosismo, mas eu respirei fundo, tentando não deixar o desespero e o medo me dominar. Ethan percebeu a mudança em meu comportamento e sua voz, sempre doce, cortou a tensão. - Claire, você está bem? Parece ter ficado triste do nada, oque houve? Ele perguntou, e a preocupação era clara em sua voz, seus olhos me observando com atenção. Mas eu neguei rapidamente, tentando esconder a inquietação que crescia dentro de mim. - N-não se preocupe, Estou bem. Só estava pensando. Sabe... o-obrigada por me incentivar a jogar hoje. O basquete me fez sentir melhor e mais animada. Eu disse, me forçando a sorrir. Porém, aquilo era verdade. Eu estava feliz por aquela pequena e valiosa conquista. Ainda mais por ter feito o time ganhar, por ter sido útil... Ele então logo sorriu de volta, e um gesto espontâneo fez com que sua mão fosse até meu cabelo, começando a desamarrar o rabo de cavalo que eu tinha feito para aquele dia. As mechas loiras caíram suavemente sobre meus olhos e ombros, e ele passou os dedos entre os fios com uma leveza que parecia me acalmar. - por nada, meu anjo. Você merece ser feliz, acredite nisso. E o que eu puder fazer pra ver esse seu sorriso lindo, farei. As palavras dele me tocaram profundamente, mais do que ele poderia imaginar. Eu o abracei forte, como se ele fosse um ursinho de pelúcia, e não queria soltar. Ethan era o único que conseguia me fazer sentir que, talvez, a vida não fosse tão difícil, que talvez houvesse algo bom, algum motivo para continuar. Ele era o único que ao me tocar não me fazia sentir dor. O único que sorria para mim de uma maneira gentil, sem malícia. Sem querer me machucar. - O-Obrigada... por tudo! Por cada coisa que você já fez por mim! Eu murmurei, ainda sentindo a segurança de seus braços ao redor de mim. Ethan acariciou meu cabelo solto, e suas palavras saíram baixinho, quase como um segredo que ele queria que eu guardasse. - É o mínimo que posso fazer por uma garota tão doce como você. E como eu disse... Você merece ser feliz. E eu vou contribuir pra que isso aconteça, tá? Eu sorri, sentindo uma onda de paz ali, e lentamente me soltei do abraço dele, tentando, ao mesmo tempo, não parecer tão carente. - F-Fico muito grata por isso... m-mas então... estou com um pouquinho de fome. Falei, tentando mudar de assunto pra que aproveitássemos meus últimos segundos de paz, antes que eu voltasse pro inferno que eu chamava de casa. - Ah, entendo. Eu também estou com fome, e ainda tenho que trabalhar depois, Precisamos almoçar urgentemente. Ele disse, me olhando com uma expressão divertida, dando tapinhas na barriga. Eu assenti, meu estômago roncando de leve, e então dei uma última olhada para ele. - S-Sim. Bom... eu vou pra casa. n-nos falamos por mensagem... Eu sorri timidamente, acenando. - Claro. Nos falamos sim. Até amanhã, Clarinha. Ele respondeu, seu tom suave e carinhoso como sempre. - A-Até. Me despedi, acenando mais uma vez enquanto seguia em direção ao grande portão da escola. Olhei ao redor, procurando as duas que me causavam tanto medo, Liz e Arielle. Mas Para minha sorte, não as encontrei. Um alívio profundo tomou conta de mim, e eu senti uma paz que não tinha sentido o dia inteiro. Respirei fundo. Pelo menos, hoje eu não seria espancada. Bem... Não aqui na escola. Droga... Mas pelo menos não vou ser espancada duas vezes... Continuei caminhando pela calçada, sentindo um pequeno sorriso se formar em meus lábios enquanto eu me lembrava do jogo de hoje mais cedo. Era um momento de felicidade simples, mas genuína. Até que algo estranho aconteceu. Escutei passos rápidos atrás de mim, e uma sensação de alerta se formou instantaneamente. O medo tomou conta de mim, e meu corpo se virou de imediato, mas antes que eu pudesse ver quem estava me seguindo, mãos fortes e bruscas me puxaram para trás. Eu tentei gritar por conta do susto, mas antes que o som escapasse da minha boca, um pano foi colocado sobre o meu rosto. O cheiro da substância me fez sentir tonta, e uma sensação de vertigem me invadiu, invalidando quaisquer tipo de tentativa de escape. - Uh... Eu falei, meu bem, que nós iríamos nos encontrar novamente. E cá estamos nós. Aquela voz... Grave, autoritária e ameaçadora, soou familiar, e eu percebi que algo muito ruim estava prestes a acontecer. Mas logo senti Minhas forças se esvaindo pouco a pouco, e o mundo ao meu redor girou de forma implacável. Minhas pernas falharam e, antes que eu pudesse me segurar ou reconhecer a voz, tudo ficou escuro. E eu apaguei.