Capitulo cento e dezenove: Cruel e prazeroza adrenalina

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Sangue, gritos estridentes, sujeira e insanidade

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Sangue, gritos estridentes, sujeira e insanidade.
Era tudo que eu via naquele momento, com meus próprios olhos.
Claro que não era o primeiro assassinato de Rafael Blacktide que eu presenciava.
E com toda a certeza, não seria o último.
Mas o tal Josh havia torturado meu blacktide no passado, ele colaborou para que um assassino psicopata surgisse.
Então qual é o problema de pagar com a mesma moeda?
Talvez... eu esteja me tornando uma pessoa ruim.
Mas ser bom, de que adianta? Ser gentil e doce... só da poder às pessoas para usarem e abusarem de você!
Por isso agora eu estou ao lado dele, observando e até mesmo colaborando para que ele se vingue de quem o causou mal.
Eu estava com medo no início, mas Rafael me encorajou, e agora eu já cortei todos os dedos de Josh.
E a sensação? Bom, foi ótima!
Nunca imaginei sentir isso, mas
Torturar alguém que merece ser torturado é mais que delirante e bom.
É melhor do que me machucar.
Talvez algum dia me descubram e me prendam, mas eu não me importo.
Eu só quero estar com meu blacktide.
Rafael me pediu uma faca, a que eu havia usado para torturar e arrancar os dedos de josh, e eu o obedeci como sempre.
Naquele momento, Rafael Blacktide fez uma coisa tão impiedosa e cruel, que eu senti meu corpo paralisar e só consegui olhá-lo.
Ele pegou a faca, abusou do modo como Josh estava e não podia se mexer, e rasgou a camiseta dele, depois foi para seu peito, rasgando sua pele e sua carne.
Ele o abriu como um peixe de peixaria, como se fosse só uma caça, e aquilo me assustou um pouco.
Depois, Rafael impiedosamente colocou sua mão dentro do peito dele, e puxou vários órgãos para fora.
Depois ele pegou a faca, e arrancou o coração.
Eu estava trêmula como nunca, minhas pernas bambeavam, aquilo era tão cruel...
Ele era cruel.
Josh agonizava aos poucos com seu peito totalmente aberto e seus órgãos pra fora, a cena era a mais terrível possível.
E então, Rafael Blacktide ficou de pé, e comeu o coração de Josh bem na frente dele.
E então depois de alguns minutos que pareceram horas, josh morreu se afogando em seu próprio sangue, vendo pela ultima vez o homem que ele torturou um dia, fazendo o mesmo com ele, porém da pior forma.
Comendo seu coração.
Eu tentava recuperar meus sentidos, estava nervosa e tremia muito, enquanto via Rafael comer o que restou do coração dele como se fosse um morango fresco colhido diretamente.
Ele então lambeu o sangue de seus dedos como se fosse um molho de hambúrguer, saciando sua loucura e deixando a insanidade tomar conta de si.
Mas logo, o momento de prazer que ele sentia, acabou.
Meu coração palpirou forte quando ouvimos sirenes e luzes azuis e vermelhas refletirem nas janelas velhas do centro comunitário abandonado.
-PORRA!!
Disse ele de maneira enfurecida e preocupada, enquanto olhava pela janela.
- CARALHO!!! QUE MERDA ACONTECEU???
exclamou ele, nervoso e irritado.
Era a polícia...
Droga!! Rafael estava correndo um enorme risco!!
Eu vou protegê -lo, ele é o amor da minha vida...
Ele me salvou dos meus pais, agora eu preciso salvá-lo.
Respirei fundo várias vezes, sentindo meus movimentos voltarem aos poucos devido ao choque que havia sido ver aquela cena... E então fui até ele, que estava de costas, recarregando duas pistolas.
- R-Rafael! eles não vão te matar! N-Não é?
Perguntei, mesmo sabendo que iriam.
Ele então me olhou sarcasticamente.
- Claro que vão cacete, oque você acha que eles fazem com quem matou mais de duzentas pessoas? Convidam pra tomar café?
O olhei dominada por preocupação, eu não queria que ele morresse! Não deixarei com que ninguém o mate!
- Me d-desculpa... m-mas eu não deixarei ninguém te machucar! Porque... E-eu te amo...
Falei, sentindo minhas bochechas esquentarem e meu coração bater mais forte.
Ele então se aproximou de mim, e levou uma mão até minha nuca, me dando um beijo rápido, mas que não deixava de ser bom.
- Você me deixou orgulhoso, gatinha.
Ele sussurrou com aquela voz que me arrepiava inteira e se preparou para o momento em que os policiais entrassem.
Ele... ficou satisfeito.
Aquilo me deixou feliz, e pela primeira vez, eu me senti útil.
Eu serei ainda mais útil, e farei tudo oque você quiser e desejar.
Eu disse pra mim mesma, enquanto ia até o corpo aberto e morto de Josh, pegando o machado que Rafael havia usado para amputar os braços dele.
Ele não disse nada, apenas me olhou e esperou o momento certo para atirar.
Fiquei atrás da porta, assim que os policiais abrissem a mesma eu iria partir seus corpos em pedaços.
Isso é tão novo... E eu estou fazendo por ele...
Eu amo Rafael Blacktide, ao ponto de matar por ele.
Respirei fundo, me concentrando pra fazer tudo do jeito que eu tinha em mente.
E então, de repente eu ouvi um barulho de carro se aproximando cada vez mais, e as luzes vermelhas e azuis ficando cada vez mais fortes, iluminando o escuro empoeirado do lugar.
Eles chegaram.
Empunhei o machado, e então ouvi um estrondo na porta.
A mesma foi arrombada pelos policiais, e então vimos que eram dois.
Mas algo não estava certo... Rafael, ele não tinha atirado!
Ele parecia tentar reconhecer alguém, mas ainda empunhava as armas.
- PARADO EM NOME DA LEI! SOLTE AS ARMAS DEVAGAR E LEVANTE AS MÃOS!
um policial alto e de corpo padrão disse, enquanto o outro, acima do peso, apenas apontava a arma para ele.
Os policiais não haviam me notado, pois eu estava atrás do que restou da porta.
Haviam duas armas apontadas para o único homem que eu amei durante toda a minha inútil existência, e ele estava prestes à morrer.
Rafael então soltou as armas, que caíram no chão e levantou suas mãos.
Ele estava rendido.
Agora... cabia à mim salvá-lo!
Eles não podiam matá-lo!
Engoli em seco e respirei fundo, buscando o máximo de força possível, e então eu segurei o machado com força, e corri como uma raposa veloz, pra cima do policial mais magro e que havia rendido Rafael.
Naquele momento minha visão se tornou diferente, era como se eu estivesse vendo tudo em câmera lenta, e então eu o golpeei várias vezes com o machado.
O sangue respingava por toda a parede e em mim, naquele momento eu não via Rafael, não via o outro policial, não via nada, apenas o sangue vivo e vermelho sujando o machado e eu.
Aquela sensação era... perfeita!
Naquele momento um filme passou em minha mente, todos me torturavam, meus pais me machucaram muito, e eu era tratada como lixo!
Mas agora... eu não serei mais um tapete para todos pisarem!
Ninguém mais vai me machucar!
Aquela cena de banho de sangue me enchia de coragem e adrenalina, e eu faria aquilo a noite inteira se pudesse.
E também, eu sentia que eu não era mais a claire inútil, depressiva, a suicida que se corta quando é machucada por outras pessoas.
Eu sentia que eu era capaz de tudo, que eu era forte, que ninguém podia me parar.
Mas não posso me esquecer, que foi ele, o meu blacktide que me transformou nessa nova Claire.
E eu farei tudo oque ele quiser e desejar.
Eu sou dele.

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