CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS!
Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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Haviam se passado uns 30 ou 40 minutos naquela cafeteria refinada, e os pedidos finalmente chegaram. Eu observava o vinho de temperatura ambiente em minha mão, meus dedos desciam sob a taça suavemente, em uma dança lenta, enquanto meus olhos se perdiam na vastidão do mar coberto pela neblina, que parecia engolir o horizonte. O frio cortante da noite fazia com que tudo parecesse ainda mais distante e sombrio, quase como se o mundo lá fora não passasse de uma sombra distante. Era o cenário perfeito para o estado de espírito que eu carregava. Acerá estava animada e falava muito, sorrindo e me olhando, mas eu, por mais que parecesse estar ouvindo, na verdade não estava. Sua voz pra mim parecia distorcida e distante, me fazendo focar em outra garota. Óbvio, nela. Claire. Eu não queria pensar nela. Mas, a cada segundo que passava, a obsessão por Claire se tornava mais forte. A imagem dela não saía da minha cabeça. A necessidade de dominá-la, de vê-la sofrer, de fazer com que ela se sentisse pequena, frágil ... era algo que eu não podia mais controlar. Eu queria a destruição dela, e isso me consumia. De uma maneira totalmente doentia. Não que ser doentio fosse algo novo pra mim, é claro. - É sério! aquela boate foi pura loucura...eu bebi horrores, você deveria ter ido! A voz suave, mas ao mesmo tempo animada de Acerá cortou o transe em que eu me envolvia. Mas ainda assim, eu apenas assenti e não disse nada. - Ei, espera, acho que recebi uma mensagem aqui. Ela falou comigo novamente, desta vez, pegando seu celular em sua bolsa. Então, levantei o olhar para ela, mas não me movi. Acerá se encontrava ali, com sua expressão serena, como se nada pudesse perturbá-la. Ela parecia tão... simples, distante da bagunça que minha mente estava. Tão normal. Tão... Ugh... Tô tão obcecado por aquela loirinha desgraçada que nem sei mais no que caralhos eu estava pensando. - É do Pet shop? Minha voz saiu seca, sem emoção. Mas curiosa ao mesmo tempo. Afinal de contas, era sobre predador. - É sim, estou falando com eles aqui, só um minutinho... Ela disse, enquanto teclava em seu celular. Mas agora pensando sobre isso, eu estava ansioso pra vê-lo de novo, Mas na verdade, no fundo da minha mente, eu estava longe demais para me importar com qualquer coisa que não fosse Claire. Seu olhar inocente e angelical, sua fragilidade e sua fraqueza... Ontem a noite, ajoelhada aos meus pés, implorando para que eu a ajudasse a parar de sofrer... E que sofrimento seria esse? Que porra essa garota enfrenta todos os dias? Puta merda. Minha cabeça não consegue entender o quão complexa ela é. E só piorou quando eu a encontrei na rua, indo até aquela escola. Uma das maiores de nova jersey. Quando a vi... Cacete. Eu tive que ir até ela. Era meio arriscado é claro, já que escolas sempre são lotadas, óbvio, mas fingir ser alguém normal não era difícil, eu sabia dominar isso muito bem, sempre soube, na verdade. Então eu parei o carro em um lugar mais afastado, e atravessei a rua, indo até a entrada daquela enorme escola, um grande portão de ferro. Ela estava sentada em um dos bancos bem á frente, parecia cansada e desanimada, pensava muito, e nem notou minha chegada de primeira. Mas quando notou, ela se surpreendeu é claro... Mas não parecia nada assustada. Muito pelo contrário. Ela parecia estar esperando meu retorno. Minha piedade pela sua doce alma. Como um anjo esperando pra retornar ao céu.... - Bom, o pessoal do pet shop acabou de me mandar uma mensagem. Nosso lobinho está nos esperando. Acerá falou, com um sorriso discreto, bebendo um gole de seu cappuccino. E por um momento, minha atenção foi atraída por sua fala. Eu sabia o que isso significava. O "predador", meu fiel escudeiro, Era uma das poucas coisas que ainda me restavam após a guerra. Algo que era meu, algo que eu ainda controlava. E ele era meu único amigo agora, depois de Caio. As lembranças dele me trouxeram um breve momento de alívio, e por um instante eu deixei Claire de lado. Mas Só por um instante. Já que, é impossível esquecer o tanto que me dei prazer sozinho ontem a noite por causa dela. Nunca bati tantas por uma garota, não daquela maneira... E ainda nem foi o suficiente... Uh... E quando a reencontrei, tudo só piorou. Ela estava usando uma legging colada, que marcava todo aquele corpo perfeito que ela tinha, e sua camiseta parecia apertada demais para aqueles peitos tão grandes... Cacete... Oque eu queria mesmo era pegar ela ali, naquele momento, na frente da escola, e acabar com ela. Em todos os sentidos, claro. - Então vamos. Respondi Acerá de forma impessoal, me levantando da cadeira e seguindo ela. Acerá se levantou também e começou a descer as escadas. Eu a segui, pegando um morango do prato de acompanhamento, mastigando lentamente enquanto observava sua silhueta. Ela não sabia, mas a distração com o "predador" era só um desvio temporário. A obsessão por Claire não iria embora. Nunca iria. Não até eu acabar com ela e tê-la por completo. Chegamos ao caixa e, enquanto Acerá estava distraída com sua bolsa preta, uma atendente sorriu, nos cumprimentando. - Bom dia! Ela disse com uma simpatia que me fez revirar os olhos por dentro. Acerá sorriu de volta, com uma expressão genuína, e foi falar com a mulher. - Vim pagar o cappuccino ao creme com o sanduiche e o vinho seco com morangos... Ela disse, pegando sua carteira. Mas antes que ela pudesse terminar, eu tirei duas notas de cem de meu bolso e as coloquei no balcão. Acerá tentou protestar, mas eu tomei a frente de pagar, de forma suave e discreta, O gesto ainda assim fora um pouco frio, sem muita explicação, apenas a necessária. - Bom dia, pode deixar que eu acerto aqui. Ela então assentiu e separou as notas, abrindo o caixa e devolvendo meu troco, mas eu neguei com a cabeça. - Fica como gorjeta pra você. Obrigado. Eu disse, enquanto forçava um sorriso a olhando, e então me virando para sair dali. - Ah... M-muito obrigada senhor, tenha um ótimo dia. Ela disse e eu assenti, indo até o carro de Acerá com ela me acompanhando, o silêncio nos tomou por alguns minutos, eu sem dizer nada, e ela parecia querer questionar, mas se manteve em silêncio. E então, quando ela finalmente se acomodou no banco do motorista e ligou o carro, me encarou, ainda sem entender. - Por que você fez aquilo? Ela perguntou, com uma expressão de confusão. Mas minha resposta foi seca, sem dar margem para discussão. - Fiz o quê? Perguntei, distraído, enquanto olhava para a estrada. Acerá permaneceu em silêncio por alguns segundos, como se ponderasse o que estava acontecendo. Então, ela tentou mais uma vez, com um tom suave. - Eu queria ter pago para nós dois... Ela disse, os olhos verdes buscando algo em mim. Ri com desdém, um sorriso sem calor, sem emoção. - Não se preocupe com isso. Tenho dinheiro de sobra. Eu a olhei diretamente nos olhos dela, forçando um silêncio desconfortável. E Ela só parecia ainda mais confusa. - Olha, já faz um tempo que quero conversar sobre isso... Ela perguntou, hesitante, como se quisesse sanar uma dúvida presente em sua mente há muito tempo - Você sempre anda gastando horrores, você não era assim, e... Bem. Eu só quero saber... Onde você está trabalhando? Suspirei. É... ela não sabia de nada, não fazia ideia do meu trabalho sujo. Mas eu não podia deixá-la descobrir. De jeito nenhum. Ou estarei fodido. Não confio nela. Não confio em ninguém. Da última vez que confiei eu me fodi feio. O meu "tio" no caso, aquele filho da puta nojento pra caralho... Eu achava que ele nunca me faria mal porquê era minha família. Porra. - Não é da sua conta. Minha voz saiu dura, sem disfarçar a frieza. Ela então, ficou em silêncio, seu olhar agora um pouco triste. Eu podia sentir a decepção nela, mas não me importava. Não mesmo. - Bom... tudo bem, só... se cuide. Não mexa com coisas erradas, apenas... Aproveite a segunda chance que a vida nos deu. Acerá disse, sua voz mais suave, mas ainda assim com um certo tom de preocupação, enquanto ligava o carro e começava a dirigir. Ficamos em silêncio durante a viagem. Eu sabia que ela tentava me entender, mas sua ingenuidade era irritante. Eu não queria que ela soubesse o que eu fazia, nem de onde vinha meu dinheiro. Acerá pensava que eu havia deixado meu passado para trás, que agora eu estava tentando ser apenas "normal", mas ela estava errada. Nada tinha mudado. Eu só não mostrava mais nada do que eu fazia. Enfim, a viagem parecia longa, mesmo sendo relativamente curta. Chegamos finalmente à clínica veterinária, no centro da cidade. O lugar era grande, iluminado e moderno. Uma placa redonda e grande mostrava o logo com o desenho de um gato e um cachorro, ao lado das escritas: Clínica Veterinária e Pet Shop Anjo de Patas. - É aqui. Vai descer? Acerá perguntou, abrindo a porta do carro. Assenti de forma impessoal e desci, seguindo-a até a porta de vidro da clínica. Acerá a abriu e entramos. O ambiente estava calmo, quase silencioso, exceto pelo som suave dos passos. O atendente, um homem mediano, de cabelos curtos e pretos, com um olhar simpático, se aproximou de nós. - Olá, vim buscar o predador, deixei ele aqui para um banho completo, tenho um pacote mensal aqui, meu nome é Acerá. Ela disse, sorrindo levemente. - Certo senhora, vou verificar se ele está pronto pra descer. Só um momento. Ela então assentiu e o atendente se retirou, indo rapidamente para as escadas. - Você acha que ele vai ficar feliz em me ver? Perguntei, olhando para Acerá com um leve toque de sarcasmo. Ela sorriu, embora de forma suave, como se soubesse a resposta. - Com toda certeza vai. Ela respondeu, em uma tentativa de me fazer sorrir, mas eu não me movi. Os minutos que se seguiram pareciam longos, mas logo o atendente desceu com um animal em sua coleira. O "predador". Ele estava gigante, muito maior do que eu lembrava. Seus olhos, com aquela heterocromia única, continuavam a carregar o brilho do sol e do mar. - Caralho... é você mesmo, Predador? Falei, surpreso. Acerá observava, com um sorriso emotivo, enquanto ele se aproximava, reconhecendo minha voz. Ele correu até mim, e eu, sem qualquer hesitação, o recebi de braços abertos. Ele me derrubou no chão, com um entusiasmo quase humano, lambendo meu rosto, como se todo o tempo longe de mim fosse apenas uma eternidade para ele também. Seu rabo balançava freneticamente, e por um momento, senti algo genuíno. Uma sensação de... realização. Era estranho, mas eu não me importava. Também não chorei. Não tinha motivo para isso. Mas, naquele instante, a sensação de ter algo em que ainda pudesse confiar me deu uma breve, mas necessária pausa na obsessão que me consumia.