Capítulo cento e trinta e cinco: salvá-lo

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Eu estava sentada no banco de concreto em frente à diretoria, aguardando o diretor entregar minhas notas

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Eu estava sentada no banco de concreto em frente à diretoria, aguardando o diretor entregar minhas notas...
Eu estava nervosa, meio confusa e com um pouco de raiva.
encontrei Ethan, sei que prometi a Rafael que não falaria mais com ele... mas ele é meu melhor amigo, sempre esteve comigo, e eu ainda estou pensando se devo continuar namorando com ele...
Rafael Blacktide não sente nada por mim, ele é um psicopata! É tão frio como nova Jersey no inverno, tenho a certeza de que ele está apenas me manipulando e me usando.
Isso de certa forma me dói, me machuca, e me mata. Já que o amo verdadeiramente...
Porém, amar ele... amar Rafael Blacktide era um grande, GRANDE erro.
Mas bem, encontrei meu melhor amigo e fiquei feliz em vê-lo, ele estava sofrendo bullying das idiotas que me espancavam, e eu claro, o defendi.
Elas jogaram comida em seu rosto e eu me ofereci pra  ajudá-lo a se limpar, e isso eu fiz...
Depois de ter o ajudado, nos sentamos no banco em frente ao portal principal e ao lado do Jardim da escola para conversarmos, mas não foi nossa conversa normal, de quase sempre quando nos víamos...
E sim, diferente.
Muito diferente.
Ele disse... que me amava!?
Aquilo me surpreendeu tanto, e eu sequer sabia onde colocar a cara.
Mas ele parecia estar sendo tão sincero, com sua voz doce e gentil confessando seus sentimentos, ele estava nervoso e ansioso, dizia o tempo todo que eu estava em sua mente e coração.
E que pensava em vários futuros, todos eles comigo.
Porém, ele sabia que nenhum deles se realizaria, já que eu estava namorando com Rafael.
Mas que queria fazer algo que sempre quis fazer, apenas pra que a dor cesse um pouco.
Ele então se aproximou ainda mais de  meu rosto e eu o observava sem entender e sem ter oque dizer diante daquilo, e ele então docemente me puxou para um rápido e inerte beijo.
Aquilo... era tão diferente do que Rafael Blacktide fazia.
Era gentil, era inocente e calmo.
Analisei as diferenças enquanto me afastava de Ethan, já que eu não sentia nada por ele, nem por aquele beijo que ele havia me dado tão de repente.
Ethan pra mim era um amigo, um irmão, um ser doce e angelical que me trazia paz, mas amor... era somente de irmão pra irmão, nada mais.
Ele me pediu desculpas por ter agido de tal maneira, mas ainda nervosa com uma ação tão rápida, me despedi dele e corri para dentro da escola, amenizando minha vergonha e timidez, e então fui até a sala do diretor para pegar minhas notas...
E agora, estou aqui... sentada enquanto espero.
Ethan não veio atrás de mim, talvez ele estivesse muito constrangido e fora pra casa.
- Olha só, é a vadia assassina.

Uma voz irritante e soberba me atormentou, provavelmente Era uma das garotas.
Ah, que droga. Quando tenho um curto momento de paz...
- Oh, ótimo. A polícia comprovou que fui eu?
Debati olhando nos olhos da garota, tudo que eu queria era ficar sozinha... mas já que ela veio me atormentar, vai ter de me ouvir.
- Não, mas sabemos que foi você porque você é a única que tinha algo contra ela.
Falou, de braços cruzados, parecendo querer me espancar novamente.
Mas bem, dessa vez, eu não vou deixar.
- Então maravilha! Se a polícia não comprovou oficialmente e a única coisa que tem pra me acusar é sua opinião, engula ela. Pois é inútil e pra mim não significa nada.
Falei vendo sua expressão se tornar enfurecida, e irritada, e então virei meu rosto para a direção contrária, a ignorando.
- SUA VACA EU VOU TE ARREBENT...
- Claire alisson, notas do bimestre atual e passado mais convite da formatura.
Disse o diretor, abrindo a porta e interrompendo a suposta agressão.
- Lizzie, oque você pensa estar fazendo?
Disse ele olhando para ela arqueando uma sobrancelha.
Ela então se afastou de mim, e mudou sua face para medo e apreensão, olhando pra mim.
- Ah... É q-que ela está me ameaçando, dizendo que vai me espancar!!
O diretor então cerrou o olhar olhando para ela, e me entregou as notas e o convite.
- Eu pude ver que quem iria praticar agressão é você, Lizzie. Você está de suspensão, e se continuar com suas más atitudes estará desconvidada da formatura!
Segurei um sorriso de satisfação ao ver essa garota ter oque merece, finalmente, alguém nessa escola acreditou em mim.
- Obrigada diretor.
Falei dando um leve sorriso e me levantando do banco.
Ele então assentiu gentilmente, e eu passei por lizzie a empurrando disfarçadamente.
Antes que ela começasse a me xingar ou coisa do tipo, eu já estava caminhando pra fora da escola.
Estava no portão, e então eu olhei alguns papéis e somei minhas próprias notas.
- Vamos ver... 7,0... 8,30....
E então, enquanto eu estava ali distraída e de costas para a rua fazendo minha somatória, senti algo em meu pescoço me atingir com força e furar minha pele.
Era uma dor infernal.
- Achei você, gatinha. Como nos velhos tempos.
Ouvi aquela voz... maligna e psicótica, grave e rouca,
Era Rafael...?
Pensava enquanto sentia minhas vistas embaçarem, e uma tontura terrível me dominou, eu estava desmaiando.
Mas que droga...?!
Então, senti minhas pernas bambearem, e meu corpo perdeu a força, caindo no concreto frio da calçada da escola.

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