CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS!
Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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E
u acelerava meu Opala preto pela estrada, a neblina envolvia tudo em um manto de incerteza. O motor rugia sob a pressão, um pensamento me tomava: e se os pais daquela garotinha me denunciassem? E se pensassem que eu havia tentado fazer mal a ela? Porra, eu não podia ir para a prisão. Meus desejos mais obscuros ainda precisavam de satisfação. Sempre haveria alguém que eu teria que eliminar; sempre haveria sangue para derramar. Suspirei fundo, decidido ao que eu iria fazer. Que se dane. Vou levar essa menininha de volta aos pais e explicar tudo. E Se eu for preso, estaria realmente fodido, mas, sinceramente, tanto faz. A única coisa que importava agora era a segurança daquela criança. Apenas isso. - Titio? a menininha chamou do banco de trás, sua voz suave, leve e angelical. -Diga respondi, seco. A falta de emoções presente sobre mim mais até que minha própria sombra. - Meu papai e minha mamãe vão te agradecer muito, sabia? ela disse, um sorriso pequeno iluminando seu rosto. A inocência dela era um lembrete de tudo que eu não era. E do que nunca serei. Arqueei a sobrancelha. - uh, é mesmo? perguntei, mantendo o olhar fixo na estrada enquanto avistava a praça central de Nova Jersey ao longe. Ela assentiu, a esperança brilhando em seus olhos. - Sim! Titio, você é meu super-herói! A garotinha se inclinou e me abraçou por trás do banco do motorista. Herói... Eu era tudo, menos isso. Se ela soubesse quem eu realmente era, certamente não diria isso. O pensamento me fez sentir uma pontada, mas rapidamente o afastei. O mundo era assim, e eu era parte dele. Dirigi com uma mão e acariciei os cabelos daquela criança com a outra, um gesto quase involuntário. Como alguém poderia ter coragem de fazer mal a um ser tão puro? A garotinha sorriu, parecendo tranquila ali. - Eu não sou um super-herói, pequena. murmurei, a voz grave e rouca, ecoando a verdade que eu tentava esconder. Ela riu, um som leve que cortava a tensão. - Ah, então você é um anjo! A afirmação dela me pegou desprevenido. Dei de ombros, desinteressado. Anjo... Tô bem longe disso. A não ser que eu fosse comparado ao próprio lúcifer. - Não, nem uma coisa, nem outra. Ela levou a mão ao queixo, parecendo ponderar. - Qual é o seu nome? Eu sou a Liza! Ela disse, o ânimo e a energia infantil evidente. A olhei de lado, e de forma curta e grave a respondi. - Meu nome é Rafael. respondi, quase como um sussurro. Ela pulou no banco de trás, dando um grito de alegria. - Ah! Viu só? Você é um anjinho! Porquê a mamãe já me contou a historinha de um anjinho que se chama Rafael! Ri, mas era um riso vazio. A imaginação dela era encantadora, enfim, a pureza de uma criança. Mas logo me desliguei do que a pequena estava falando, e Senti uma onda de culpa por ter revelado meu nome. Poderia atrair a atenção indesejada da polícia e da cidade inteira. Porra... Mas então, a voz dela cortou meus pensamentos. - Olha! Minha mamãe e meu papai! Ela apontou um dedo pequeno e curioso para a janela, onde um homem e uma mulher se abraçavam, os olhos brilhando com lágrimas de alívio. - São eles? perguntei, observando a cena de longe - São! ela confirmou, radiante. E eu óbvio, Não podia deixar uma criança atravessar a rua sozinha. Caralho, eu teria que sair do carro... Mas que se foda. - Titio, você me leva lá? Ela pediu, seu olhar esperançoso. - Claro, só vou estacionar respondi, tentando ser gentil. Mesmo sendo naturalmente frio e seco. Estacionei o carro sob algumas árvores, pensando que seria rápido. Apenas falaria o necessário e voltaria para casa. Passei a mão pelos cabelos os deixando pra trás, enquanto o vento batia no meu rosto. E então desci a menininha do carro e tranquei a porta. Ao atravessar a rua, segurei a mão de Liza. Assim que seus pais perceberam nossa aproximação, correram em nossa direção, lágrimas escorrendo pelo rosto, uma mistura de alívio e alegria que não me tocava. Soltei a mão dela e permaneci em silêncio, observando a cena com um olhar neutro. O homem, já idoso, mas com uma aparência digna, sorria entre lágrimas. - Muito obrigado! Eu pensei que tinha perdido a minha princesinha. disse ele, a emoção ressoando em sua voz. Assenti, os olhos fixos neles. - A filha de vocês estava em uma mata fechada, correndo perigo. Não deixem ela sozinha novamente. falei, a urgência na minha voz era a única emoção que eu deixava escapar. Olhei para a pequenina pela última vez. - Adeus, Liza. murmurei, esboçando um sorriso breve, quase involuntário. Antes que eu pudesse dar o primeiro passo de volta ao carro, a mãe da menina me chamou. - Por favor! Nos deixe oferecer algo por ter salvado nossa garotinha. Peça o que quiser! Estamos eternamente gratos! Uma risada baixa escapou dos meus lábios, negando qualquer recompensa por ter feito oque qualquer ser humano mininamente "humano" faria. - Não quero nada. respondi, firme e autoritário. E eu realmente não precisava de nada. Ter salvo aquela garotinha de um destino horrível era minha única recompensa, e isso era o suficiente. E então enquanto caminhava de volta para o carro, o peso da realidade me atingiu. A vida seguia, com suas escolhas e consequências. Eu, um homem marcado pela escuridão, carregava a estranha luz da inocência daquela criança. Mas como todas as luzes, ela poderia se apagar rapidamente, e eu não poderia permitir de forma alguma que aquela maldade terrível acontecesse a ela. E sendo assim, entrei no carro, disposto a continuar meu caminho, com a minha vida seguindo seu curso indiferente, mas a lembrança daquela garotinha sempre viva em minha memória. Desejando mentalmente que mais nenhum mal aconteça a ela e a qualquer outra criança. Desejando mentalmente que parem de corromper os anjos que temos aqui na terra. Que são as crianças. Os únicos humanos os quais tinham meu respeito, proteção e piedade.