CÓPIA E PLÁGIO É CRIME!!!
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Uma garota com tendências suicidas
cruza o caminho de um
Assassino em série.
Oque pode dar errado?
TUDO.
Rafael foi diágnosticado com psicopatia aos treze anos de idade,
e entendeu o motiv...
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Uma semana inteira tinha se passado...
E eu ainda estava lá, naquele hospital, ao lado dela, fazendo companhia e desejando, implorando que ela acordasse, que ela tivesse forças para sobreviver. Não tem sido fácil, os dias se arrastam e mal consegui comer, de tanta preocupação. A ansiedade tem me torturado, me dilacerando aos poucos. Não consigo dormir, minha mente não para, só consigo ficar olhando para ela, e rezando, implorando que ela não me deixe. Os médicos, até as enfermeiras, me dizem que preciso ir para casa, tentar descansar e colocar minha mente em ordem. Mas eu não consigo... Não posso deixá-la sozinha. Não posso... Eu preciso estar com ela. Cada segundo longe é um peso enorme no meu peito. Meus olhos estão inchados de tanto chorar. Essa semana tem sido a pior da minha vida, e eu nunca me senti tão arrasado. Ver ela assim... me quebra. Ela, minha pequena, meu anjo... está tão fria, tão pálida, tão gélida. Já faz uma semana que ela está desacordada. Eu vejo ela ali, imóvel, e não sei se ela vai voltar. Os médicos falam com aquele tom de cautela, dizendo que ela perdeu muito sangue e que não sabem se ela vai sair dessa. Eles me disseram que, se eu tivesse demorado mais um pouco para trazê-la ao hospital, ela provavelmente não teria resistido. Droga... ainda bem que consegui manter a calma naquele momento. Quando a encontrei, caída naquele banheiro, eu não me deixei tomar pela ansiedade. Não fiquei ali, abraçando ela, chorando. Eu a peguei e a trouxe para o hospital, o mais rápido que pude. Foi isso que ainda a manteve aqui. Agora, aqui estou eu, sentado ao lado dela, de cabeça baixa, com as mãos cobrindo o rosto. Sinto as lágrimas escorrendo mais uma vez, a ansiedade apertando meu peito, quase me sufocando. Cada segundo me faz pensar que já a perdi. Cada segundo é um tormento, vendo ela tão pálida, tão imóvel, congelada naquela cama. Eu já a perdi? O desespero me toma, e não sei mais o que fazer. Será que ela vai voltar para mim? Será que posso suportar isso? Minha mente só me leva para os cenários mais terríveis. Eu penso que já a perdi. Claire, minha Claire, já está há uma semana sem abrir os olhos... não pode ser, não... Ela não pode morrer assim. - Bom dia. Sou o Dr. William Carter, o médico responsável pela paciente. Vim examinar os batimentos cardíacos dela e verificar se há algum sinal de reação. uma voz masculina interrompe meus pensamentos. Eu olho rapidamente para o médico, sentindo minha respiração pesada, esperando desesperadamente por boas notícias. - Ela... Ela vai ficar bem, doutor? Eu mal consigo falar, as palavras saem entrecortadas por um choro incontrolável. - Ela está... ela está tão fraca... tão distante de mim... O médico se aproxima dela, começa a examiná-la, e eu fico ali, esperando, meu corpo tenso, o coração disparado. Ele olha para os monitores e, com uma expressão séria, fala: - Vou ser honesto com você. A situação dela é crítica. Ela perdeu muito sangue, por isso está desacordada. O corpo dela está muito fraco. Ele pausa por um momento, enquanto escuta os batimentos de Claire. - Mas o coração dela ainda bate. Está fraco, mas bate. Se conseguirmos repor o sangue que ela perdeu, talvez ela tenha uma chance. Sangue... será que isso vai salvar ela? - Eu posso... eu posso doar? Pergunto quase sem fôlego, ansioso, esperando que sim, esperando que eu seja a solução para a salvar. - Precisamos fazer alguns exames primeiro, para ver se vocês são compatíveis. ele responde, enquanto olha para Claire com um semblante grave. - Vou solicitar os testes. Em breve, chamaremos você. Eu apenas assenti, voltando a me sentar, as mãos sobre o rosto, deixando as lágrimas caírem mais uma vez. Eu nem sei quanto tempo se passou, mas meu celular tocou várias vezes, e eu não atendi. Não conseguia. Estava distante, em um lugar que não conseguia descrever, onde o som do celular parecia vindo de outra realidade. Eu não tinha forças para conversar com ninguém. Se eu tivesse que falar com alguém, queria que fosse com Claire... Ah, como eu queria ouvir sua voz doce novamente, sentir a suavidade do seu sorriso, mas não... só o que restava agora era o silêncio, e esse silêncio me corroía por dentro. Foi então que alguém me chamou. - Ethan Liam? A voz feminina me fez levantar o rosto. Era uma das enfermeiras. - Sim. Respondi, minha voz ainda embargada, os olhos vermelhos e inchados. - Tem uma mulher querendo falar com você. Vou pedir para ela entrar. Eu não me importava com quem fosse, tudo o que eu queria era Claire de volta. Logo, a porta se abriu, e uma mulher entrou. - Bom dia, Ethan. Como você está? Estávamos preocupados. Você já está há uma semana sem trabalhar, sem dar notícias... Era Helena, a dona da floricultura, minha chefe. Droga... Eu respirei fundo, tentando me acalmar, mas não consegui. Respondi sem olhar para ela, minha voz arrastada. - Eu... e-estou a uma semana sem comer direito, sem dormir, sem foco em nada. A pessoa mais importante da minha vida está à beira da morte, bem aqui na minha frente. Eu ouvi ela se aproximar de Claire, tocando a mão dela com uma leveza que parecia irônica diante da situação. - Então, essa é a Claire... Ela sussurrou, com um tom de quem estava calculando algo. - Sim. Eu sussurrei, sem forças para falar mais alto, as lágrimas caindo em um fluxo contínuo. - Ethan... Eu não quero ser insensível, mas preciso te dar um conselho. Não como sua chefe, mas como mãe. Espero que você me ouça. Ela começou a falar com calma, mas eu já podia ver o que estava por vir. Eu não queria ouvir mais nada. - Olha, essa garota... Ela está te destruindo. Cada tentativa dela de ir embora é uma tentativa de te levar junto. Ela está acabando com a própria vida e com a sua, e você não consegue ver isso. Sua sanidade está indo embora por causa dela. Sua ansiedade, sua dor, tudo isso é por causa dela. Eu não aguentei. - Vai se ferrar! Eu disse, agora mais alto, com a raiva vindo à tona, as palavras cortando o ar. Não consegui segurar mais. Eu me forcei a olhar para ela, meus olhos cheios de lágrimas, mas a raiva queimando mais forte. - Eu não quero mais ouvir nenhuma dessas palavras sobre ela. Claire não é doente. Ela não merece isso. A minha voz saiu rouca, mas firme. - Ela só é um anjo que quer voltar para casa. Ela me encarou, sem entender, e engoliu em seco. - Você pode me demitir se quiser. Não ligo. Não vou deixar que você fale assim dela. Ela respirou fundo, compreendendo que não havia mais como me convencer do contrário. - Eu não vou te demitir, Ethan. Eu entendo o que você está passando. Você está exausto. E, se fosse eu no seu lugar, também estaria assim. Ela colocou uma sacola de papel em cima da mesa. - Trouxe almoço para você. Coma algo, e, quando estiver mais calmo, pense no que te falei. Ela deu um suspiro, antes de sair do quarto, fechando a porta suavemente atrás de si. Eu não podia pensar em mais nada além dela. Então ignorei tudo aquilo, e voltei a me sentar ao seu lado, respirando fundo, tentando mais uma vez, me acalmar, enquanto as horas continuavam passando devagar, e eu mal consegui pensar em outra coisa. Eu estava sentado ali, ainda segurando a mão de Claire, sentindo a leveza da sua pele fria, tentando encontrar alguma reação, algum sinal de que ela ainda estava lutando. Cada som no hospital me fazia pular, mas eu não tirava os olhos dela. Meu celular tocou algumas vezes, mas eu não atendi. O peso da dor era tão grande que eu não conseguia me conectar com mais ninguém, nem com o mundo lá fora. Eu só precisava que Claire voltasse. Foi então que a porta se abriu novamente, e o Dr. Carter entrou. Ele parecia um pouco mais tranquilo, mas ainda carregava uma expressão séria. - Boa tarde, Ethan. ele disse, com a voz calma, mas profissional. - Como está a paciente? - Não mudou . eu respondi, minha voz rouca. - Ela... ela ainda está assim. Não há sinais de melhora. O médico acenou com a cabeça, e deu um passo à frente, parecendo olhar para os monitores e avaliando a situação de Claire. Ele me olhou de volta, com um tom mais gentil dessa vez. - Nós fizemos os exames de compatibilidade. Ele fez uma pausa, e eu senti meu coração bater mais rápido, como se o ar estivesse se apertando dentro de mim. - E posso te dizer que você é compatível. Seu tipo sanguíneo é o mesmo dela, e isso é uma boa notícia. Ela realmente vai precisar de uma reposição de sangue. Eu não consegui evitar a sensação de alívio, mas ainda havia uma dor profunda em meu peito, como se fosse apenas uma pequena parte de algo maior. - Então... eu posso doar? Eu perguntei, a ansiedade me consumindo novamente, enquanto meus olhos buscavam as respostas nas palavras dele. - Sim. o médico afirmou, com um leve sorriso. - Se você estiver pronto, podemos fazer a doação agora. A necessidade é urgente, Ethan. O sangue que ela perdeu é muito, e ela precisa disso para ter uma chance real de se recuperar. Eu olhei para Claire, sentindo a mão dela ainda gelada na minha, e um impulso de proteger ela me tomou de maneira avassaladora. - Eu estou pronto. eu disse, com a voz firme, ainda com o peito apertado, mas com uma nova sensação de propósito. - Façam o que for preciso. Eu quero que ela tenha uma chance. O médico fez um sinal para a enfermeira, que entrou logo em seguida, trazendo os materiais necessários para a coleta. Ele olhou para mim, mais uma vez, e falou com um tom suave, mas direto. - Lembre-se, Ethan. A doação vai ajudar, mas o processo é longo. Não podemos garantir que ela acordará imediatamente, mas o sangue vai ajudá-la a ter forças para continuar. Eu assenti, já me sentindo mais leve por saber que estava fazendo algo. O medo ainda estava ali, mas havia uma esperança renovada. A enfermeira preparou tudo rapidamente, e o Dr. Carter me orientou sobre o procedimento. - Pode deitar, vai ser bem rápido. Vai sentir um leve desconforto, mas é tudo dentro do esperado. ele explicou, enquanto a enfermeira começava a preparar a agulha para a doação. Eu fechei os olhos por um momento, sentindo minha mente girar com a tensão, mas, no fundo, eu sabia que estava fazendo tudo o que podia. Tudo o que eu queria era dar a Claire uma chance de voltar para mim. Quando a agulha entrou, eu senti um leve arrepio, mas logo me tranquilizei, e consegui relaxar um pouco. O médico e a enfermeira estavam atentos, verificando tudo, e o silêncio no quarto parecia profundo, como se todo o hospital estivesse esperando junto comigo. Eu não sabia quanto tempo havia se passado, mas eu sabia que, por mais difícil que fosse, eu estava fazendo o que era necessário para salvar a pessoa que eu mais amava. _
Horas depois.
Quando o procedimento terminou, o Dr. Carter me deu um aceno de aprovação, e a enfermeira retirou a agulha com cuidado, aplicando um curativo no meu braço. Eu estava exausto, mas algo dentro de mim parecia ter mudado. Não importava a dor que eu sentia agora, ou o medo de não ser o suficiente. Eu fiz tudo o que podia por ela. O médico se aproximou novamente, mais uma vez observando os monitores ao lado de Claire. Seus olhos estavam concentrados, mas ele também parecia carregar um leve sinal de esperança, um brilho discreto, que me fez prender a respiração. - O sangue que você doou vai ajudá-la, mas não podemos apressar o processo. Agora é uma questão de tempo e paciência. ele disse, ainda com aquele tom calmo, mas firme. Eu assenti, embora sentisse que o peso da espera estava me esmagando. Cada segundo parecia uma eternidade, e eu só queria ver algum sinal, qualquer sinal de que Claire estava voltando pra mim. O médico fez um gesto para que a enfermeira preparasse a medicação que Claire precisaria, e eu me levantei, ainda um pouco tonto, mas determinado. Eu não iria sair dali até ter certeza de que ela estava recebendo tudo o que precisasse para melhorar. - Eu vou ficar aqui. Ao seu lado. Eu disse a Claire, tomando sua mão fria e rígida com ainda mais força. - Não vou te deixar, não importa o que aconteça. Você vai sair dessa, eu sei que vai. Os minutos se transformaram em horas, e eu mal percebia o tempo passando. Apenas olhava para Claire, na esperança de que seus batimentos cardíacos fossem mais fortes, mais constantes. As palavras do médico ainda ecoavam na minha mente. O sangue era um começo, mas o restante dependia de algo além da medicina. Algo mais profundo. E esse algo, era tudo oque eu tinha dentro do meu peito. A esperança e o desejo de que ela vai voltar. Mesmo em meio a tanta ansiedade e medo, ainda havia esperança. Eu me sentei novamente na poltrona ao lado da cama dela, finalmente me permitindo descansar um pouco, sentindo os olhos pesarem. A pressão da ansiedade, do medo e da dor estava me consumindo lentamente, mas eu não ia desistir. Eu não podia. De repente, algo fez meu coração disparar. Um som suave, quase imperceptível, veio de Claire. Seus dedos se moveram levemente, como se respondessem ao toque da minha mão. Meu corpo estremeceu, e eu levantei os olhos em um pulo de susto e alegria, olhando diretamente para ela. O monitor ainda mostrava os sinais vitais, e, embora seus batimentos continuassem fracos, havia algo mais. Eu podia jurar que ela estava voltando. Eu não sabia cem por cento o que estava acontecendo, mas, naquele momento, a luz de esperança wue havia dentro de mim brilhou ainda mais. - Claire... eu murmurei, minha voz embargada de emoção e felicidade, ao sentir pelo menos uma reação vindo dela. Eu vi seus olhos se moverem levemente por trás das pálpebras fechadas, como se ela estivesse ouvindo. E nesse momento percebi que eu não estava sozinho naquilo. Claire ainda estava comigo. Ela só precisava de mais tempo. Porém, logo fui interrompido por uma leve batida na porta. Era o Dr. Carter, que entrou com a enfermeira ao lado. - Ethan, mediante a transfusão houve uma leve melhora. Não podemos afirmar nada ainda, mas os sinais vitais dela começaram a reagir. O que quer que você tenha feito, continue fazendo. Parece que ela está respondendo a sua presença. Eu quase não acreditei no que ouvi, e no que senti. A pressão em meu peito aliviou por um momento, como se uma pequena janela de paz tivesse se aberto. Como se eu pudesse finalmente respirar um pouco. -E-Eu notei, ela mexeu um pouco os dedos, Isso... isso é um bom sinal? Eu perguntei, quase sem acreditar nas palavras. - É um ótimo sinal. Ele confirmou com um leve sorriso. - Mas ainda é cedo. A situação dela é delicada. Vamos precisar observar de perto até ela acordar totalmente. Eu não sabia o que fazer com essa informação, mas uma coisa era certa. Claire estava voltando, aos poucos, mas estava voltando. E eu, vou continuar bem aqui, com ela. Não vou sair. Não até ela acordar. - Vou estar ao lado dela até que ela acorde. Repeti oque havia pensado em minha mente, e o médico fez um aceno de cabeça e saiu, mas a enfermeira ficou por mais um momento, verificando os equipamentos e ajustando algumas coisas. E Eu fiquei ali, olhando para Claire, agora com uma esperança renovada, mas ainda com o coração apertado. - Eu prometo, Claire. Vou te esperar. Vou estar aqui quando você acordar. Não importa quanto tempo leve. Eu te amo, e nada vai me afastar de você. Eu me aproximei de sua mão, a qual eu estava segurando e a beijei, sentindo as lágrimas caírem de meus olhos. Dessa vez, lágrimas de esperança.