O sol estava sobre Mar-verde e as sombras das árvores sobre os cavaleiros; dois a frente, um cocheiro conduzindo a carruagem com dois cavalos e por fim, dois cavaleiros atrás.
A estrada de terra batida, levaram os nobres até a casa de madeira. Lá, um pequeno lago os viu chegar, mas foram realmente recebidos por um home e uma mulher; pai e mãe de Neshi. Eles estavam na singela plantação, enquanto que o filho encontrava-se no celeiro, cuidando de outras tarefas, bom, era para ele cuidar, estar fazendo, mas na verdade, estava manipulando seus elementos.
O cavaleiro da esquerda prontificou a falar sobre o chamado do Rei Casclan para com eles.
"Do que se trata?" – indagou o pai depois de limpar as mãos.
"Um banquete" – respondeu o cavaleiro da direita.
"Tudo bem" – falou a mãe. "Quando terminarmos..."
"Agora!" – alertou o cavaleiro do pronunciamento.
"Ok. Tudo bem" – disse o pai.
"Neshi!" – a mãe chamou pelo filho.
~~
A carruagem retangular com seis janelas ao redor, passou pela estrada de terra batida, pelos longos campos de plantio, uma ponte de pedras em arco... tempo depois, passaram pela cidade de Sieer, atravessaram a ponte e ficaram com o Porto-da-Pedra-Branca as direita e o reino de Dunsan a esquerda.
"Por que nos chamaram?" – questionou Neshi.
"Um banquete" – respondeu a mãe.
"Qual o motivo?" – perguntou o garoto.
"Vamos descobrir" – falou o pai com os olhos pela janela.
Um grande abertura em arco os recebeu. E um monumental portal abriu-se para eles.
~~
Uma ampla porta de duas aberturas chamou-os para entrar. O lugar era sustentado por grossas colunas, que nenhum ser humano poderia abraça-las. Portas menores mostravam-se ao final da sala, uma em cada canto. E duas encontravam-se as paredes opostas de onde estavam. A mesa era toda pálida, quase do tamanho da sala. Suas cadeiras destacavam-se pelas almofadas azuis. A luz era natural, vinda do sol que transpassada os arcos das janelas abertas.
Servos conduziram-nos aos seus acentos.
Bacias metálicas com águas e toalhas brancas, foram colocadas diante deles para lavarem as mãos.
Não demorou muito e uma fileira de servos entraram na sala pelas portas laterais e preencheram a mesa com carnes, pão, bolos, tortas, frutas... talheres, pratos e taças.
"Fiquem a vontade" – disse o ultimo servo. "Casclan logo se juntará a vocês" – foi até a porta da esquerda, aos fundos. "Bom apetite" – fechou a porta.
O marido olhou para esposa. A esposa para o marido. E Neshi olhou para ambos. Claro, deliciaram-se.
Minutos depois, o rei entrou com sua coroa sobre os cabelos semelhantes a prata refinada e barba branca como a lã.
A família prontificou em ficar de pé, mas Casclan levantou a mão direita em negação.
"Não, não" – disse o rei. "Podem se sentar" – sentou-se em sua cadeira especial, bem na ponta. "Vamos, comam! Comam!" – gesticulou com os braços. "Vinho, por favor" – pediu e foi-lhe atendido. "Então" – bebeu do vinho. "Gostaram da comida?"
"Maravilhosa, senhor" – elogiou o pai.
"Ah, somos muito gratos por isso, senhor" – disse a mãe. "Principalmente por nossa casa. Não temos palavras para agradecer"
"Ótimo" – disse o rei. "Maravilha. Fico Feliz" – continuou. "Mas... falando nisso" – comeu uma uva. "Chegou até mim que tiveram problemas naquela região"
"Sabemos que o mundo não é perfeito, senhor" - disse o pai. "Mas fique tranquilo. O importante é que no final, tudo deu certo" – destacou.
"Claro, com ajuda dos seus homens" – lembrou a mãe. "Não precisa se preocupar"
"Tem razão" – comentou o rei. "Mas eu me preocupo"
"Sim, entendemos senhor" – falou o pai, mas sendo logo interrompido.
"Eu me preocupo. Eu me preocupo muito" – circulou a borda da taça com o dedo indicador direito. "Eu me preocupo porque é meu" – sua expressão não era mais a mesma, assim como o tom de sua voz.
Neshi que estava com um pedaço de carne na boca ficou estranho, juntamente com sua família. O clima na sala tinha mudado.
"Como vocês acham que eu fiquei?" – indagou Casclan.
"Como assim?" – questionou o pai.
"A família que ajudou os camponeses..." – falou o rei. "O menino que levantou casas só com o mover de suas mãos..." – inclinou-se sobre a mesa. "Tudo isso veio até os meus ouvidos"
"Desculpa, senhor, mas... não estou entendendo" – falou o pai.
"Está sim" – afirmou Casclan. "Seus nomes nas ruas e nas praças..." – olhou para Neshi sentado ao seu lado esquerdo. "Eu não gosto disso. Não gosto que fazem o que eu faço"
"Mas..." – a mãe tentou falar.
"Silêncio" – ordenou Casclan. "O seu rei está falando" – levantou-se com as duas mãos sobre a mesa. "O meu nome está à frente desse reino. Acima de vocês, entenderam?"
"Sim, senhor" – concordou o pai com o rosto semelhante ao de todos: assustado.
"Ótimo" – gostou o rei. "Maravilha" – afastou-se da cadeira. "Que isso nunca mais se repita" – mais uma vez olhou para o jovem garoto.
"Não, senhor" – falou a mãe.
"Perfeito" – retirou-se. "Guardas, acompanhe-os até a saída" – ordenou Casclan de costas para a mesa. "Todos já acabaram de comer"
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The Guardians
FantasyO universo de "The Guardians" é repleto de fantasia, no qual, encontra-se bondade, maldade, companheirismo, individualismo. Por ironia, sorte ou azar, eles foram selecionados minuciosamente com habilidades distintas pelo destino. Explore esse unive...
