Capítulo quarenta: Na palma da minha mão.

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Eu a encarava com um olhar que poderia estilhaçar o céu, os olhos semicerrados, cada traço do meu rosto esculpido em um prazer sádico que pulsava como veneno em minhas veias

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Eu a encarava com um olhar que poderia estilhaçar o céu, os olhos semicerrados, cada traço do meu rosto esculpido em um prazer sádico que pulsava como veneno em minhas veias. Claire estava exatamente onde eu queria: encurralada, tremendo, à beira do abismo. Meu plano de despedaçar seu psicológico, de rasgar sua mente até que ela fosse apenas um eco quebrado, estava se desenrolando com uma perfeição diabólica. Cada detalhe, o tremor em seus lábios, o brilho de pavor em seus olhos negros como breu, sua respiração acelerada, tudo aquilo era uma melodia para meus instintos de caçador. Um sorriso lento e demoníaco rastejou por meus lábios, afiado como a lâmina que eu imaginava cravando nela. Então encerrando nossa conversa, quando ela tentou se levantar, logo a puxei contra a parede gelada do quarto, meu corpo a centímetros do dela, o calor de seu medo subindo até mim como um licor doce. Meus dedos cravaram em seus pulsos, apertando o suficiente para fazê-la estremecer, mas ainda não para marcar. Isso viria depois. Então, a soltei abruptamente, recuando como um predador que sabe que a presa já está condenada.
Tínhamos um trato, um pacto selado no desespero dela e na minha fome insaciável. Claire jurara se curvar a mim, se render às minhas vontades retorcidas, ao meu sadismo que queimava como fogo em palha seca, e em troca, eu prometi poupar seus amigos patéticos e sua família insignificante. Que fantasia adorável. Por dentro, eu gargalhava, um riso gutural que ecoava nas profundezas da minha mente como o rugido de uma fera. Ela realmente achava que eu, um monstro forjado na traição, cumpriria minha palavra? Eu sou o próprio inferno com pele humana, um demônio que se banha no sangue de suas vítimas. Cada passo dela, cada alma que ela ousasse amar, eu rastrearia. E, quando quisesse, os arrancaria deste mundo com o mesmo deleite que sinto ao ver o sofrimento se esvair em olhos apagados. Sou um assassino em série, um canibal de almas, e este mundo sujo é meu playground.
- Bom, já que selamos nosso acordo, Claire... Pode ir embora.
declarei, a voz grave, carregada de uma falsa calma que escondia a tempestade dentro de mim. Cruzei os braços sobre o peito, meus olhos perfurando os dela.
- Ir... e-embora? 
A voz dela era um fio quebradiço, quase engolida pelo medo, enquanto seu corpo se encolhia contra a parede, como se pudesse se fundir ao concreto.
- É o que eu disse. Ou está surda além de estúpida?
respondi, inclinando a cabeça, o tom cortante como uma navalha.
- Mas não se iluda. Você nunca vai escapar de mim, Claire. Eu sou o pesadelo que vai te engolir toda vez que fechar os olhos, se livrar de mim não é tarefa fácil.
Ela então, engoliu em seco.
- Eu... eu não vou tentar escapar. Eu prometi... murmurou ela, hesitante, os olhos baixos.
- Uh... Prometeu, é?
Dei uma risada seca, afiada como vidro estilhaçado.
- Palavras são baratas. O que importa é o que você faz. E, se me desapontar, vou fazer você se foder muito, isso eu te garanto.
Comecei a andar pelo quarto, o som ecoando como um tamborilar de ameaça. O ambiente era sufocante, as paredes pretas deixando o quarto ainda mais escuro, o ar pesado com o cheiro metálico do sangue dela, ainda fresco em minha memória. Minha mente girava com possibilidades, cada uma mais depravada que a outra. Aquela pele rosada dela me enlouquecia. Eu podia visualizar o vermelho vivo escorrendo em riachos finos, manchando-a, marcando-a como minha. O sangue dela tinha um aroma doce, quase viciante, que me intrigava tanto quanto me enfurecia. Claire era um enigma, uma presa que despertava em mim uma curiosidade voraz, uma necessidade de quebrá-la, de torturá-la, de foder com sua mente até que ela se tornasse apenas pó...
- Eu não disse que ia fugir, v-vou cumprir o trato...
afirmou ela, a voz tremendo, mas com um traço de coragem que me irritava profundamente.
- Cumprir o trato?
repeti, parando e virando para ela
- É claro que vai, Claire. Você é minha, não tem outra escolha, e antes que vá, um aviso: vamos sair hoje. Te pego à meia-noite. Esteja pronta, ou vou te mostrar o que acontece com quem me desobedece.
Falei enquanto a olhava, e ela arregalou os olhos.
- S-Sair? Por quê?
perguntou ela, os olhos arregalados, a voz falhando.
Bati a mão na parede ao lado de sua cabeça, o impacto ecoando como um trovão. Ela se encolheu, o corpo tremendo.
- Você não faz perguntas, porra.
rosnei, minha voz um rugido baixo, pingando veneno.
- Você obedece. Ou acha que pode bater de frente comigo?
Perguntei, me aproximando mais dela, minha altura a intimidando e a mantendo paralisada onde estava.
- Não! Eu... eu só...
gaguejou ela, as lágrimas brilhando em seus olhos.
- Responde, sua vadiazinha... Você vai sair comigo ou não?
sibilei, me inclinando até que meu rosto estivesse a centímetros do dela, minha respiração roçando sua pele.
- Ou arranco as palavras de você na força bruta descontando em pessoas que não tem nada haver com isso, É oque você quer?
Ela negou com a cabeça, várias vezes, e desviou o olhar dos meus olhos.
- N-Não ! Eu faço o que você quiser!
exclamou ela, a voz quebrada, as lágrimas escorrendo.
- S-Só deixe eles em paz!
Ela implorou, agora me olhando por um segundo que parecia uma eternidade.
- Isso.
murmurei, um sorriso cruel curvando meus lábios.
- À meia-noite te pego. E, se me fizer esperar, vou fazer você implorar antes mesmo de tocar nos seus queridinhos.
Afirmei, enquanto sussurrava próximo ao seu ouvido, a fazendo tremer.
- S-Sim... Mas por que à meia-noite?  sussurrou ela, quase inaudível.
- Porque na escuridão você é só minha, Claire. respondi, minha voz baixa, quase sedutora, mas carregada de ameaça.
- e é nesse horário que vou te mostrar o que significa pertencer a mim.
Ela ficou em silêncio, o corpo tremendo. Enquanto minha paciência se esgotava.
- Você ainda não falou oque quero ouvir, putinha...
agarrei seu queixo, forçando-a a me encarar.
- me diga oque vai fazer essa noite, bem alto, Ou prefere que eu comece a chacina com seus pais?
Falei, ameaçando seus conhecidos, oque era sua maior fraqueza.
- N-Não! Eu vou estar pronta! À meia-noite, e-eu juro!
gritou ela, o desespero pingando de cada palavra, cada sílaba.
- M-mas e meu endereço? Como você vai... m-me encontrar?
perguntou ela, hesitante.
- É uma das coisas que quero saber, meu bem. e você vai me falar tudo direitinho, eu sei que vai.
Ela então assentiu, e desviou o olhar, se afastando da parede, caminhando até a porta. Ao tentar abrir a maçaneta, descobriu que estava trancada. Um gemido de frustração escapou dela.
- Quer sair? Peça.
Eu disse, a voz carregada de zombaria e sarcasmo.
- M-Me deixa... Ir...?
sussurrou ela.
-Isso, assim é melhor.
murmurei, pegando a chave e erguendo-a. Ela tentou alcançá-la, mas a puxei pela cintura, colando seu corpo ao meu. Meu tamanho a engolia; o rosto dela mal alcançava meu peito.
- Se falar com a polícia, Claire, eu destruo tudo o que você ama. Vou fazer você assistir enquanto eles imploram. ENTENDEU?
rugi, apertando sua cintura.
- S-Sim! Eu entendi!
exclamou ela, assentindo freneticamente.
Eu a liberei, abrindo a porta.
- Meia-noite, porra. Um segundo a mais, e a dor vai ser insuportável.
murmurei, minha voz roçando seu ouvido.
Ela então saiu pelo corredor, os passos ecoando, enquanto se afastava lentamente, e eu desci atrás dela, meus olhos fixos em seu corpo. Quando alcançou a porta da frente, suas mãos trêmulas abriram a maçaneta, e a luz do entardecer revelou seu estado deplorável, e agora eu pude enxergá-la melhor com a claridade, a legging preta estava rasgada, manchada de sangue seco, assim como seu uniforme escolar, profanado com o vermelho de sua dor. Enfim, se alguém a visse assim, eu estaria fodido.
- Claire, pare.
chamei, minha voz cortando o ar como uma lâmina.
Então ela se virou, os olhos arregalados, o corpo rígido.
- Seu estado é um convite para problemas. Se a polícia te vir, vão fazer perguntas. E eu odeio perguntas.
disse, minha voz baixa, mas carregada de ameaça.
- E-Então oque... o que eu faço?
perguntou ela, a voz trêmula.
- Você só obedece.
respondi, caminhando até o sofá, o couro rangendo sob meu toque, e pegando uma camiseta preta minha que estava jogada ali. Era grande, sem estampas, mas não tão longa assim. Voltei e joguei-a em suas mãos, o tecido caindo pesado contra seus seios.
- Vá até a suíte do meu quarto e troque esse  uniforme fodido por isso. E seja rápida, porque odeio esperar.
Ela hesitou, os olhos baixos, as mãos tremendo enquanto segurava a camiseta. Então, assentiu, a voz quase inaudível.
- T-Tudo bem...
murmurou, virando e caminhando rapidamente até a suíte no quarto ao fundo do corredor, a porta se fechando com um clique suave.
Sentei no sofá, os braços cruzados, a mente girando com imagens do que faria com ela. A espera era curta, mas o suficiente para alimentar minha antecipação.
Quando ouvi a porta do banheiro ranger ao se abrir, levantei os olhos, e o que vi fez meu sangue ferver.
Claire reapareceu, hesitante, parada no limiar do corredor, vestindo minha camiseta preta. O tecido era grande demais para ela, caindo como um vestido curto, mas mal cobria o essencial. A bainha roçava a parte superior de suas coxas, deixando suas coxas macias e deliciosas expostas, vulneráveis. O tecido, ligeiramente justo no peito, abraçava seus seios grandes, marcando-os de forma que cada curva era impossível de ignorar. A camiseta pendia frouxa nos ombros, mas a forma como se ajustava ao seu corpo era um convite perigoso, uma mistura de fragilidade e provocação que me fez cerrar os punhos para conter o impulso de avançar sobre ela.
Então eu me levantei, lento, deliberado, cada passo ecoando no silêncio enquanto me aproximava. Claire se encolheu, os olhos arregalados, as mãos puxando instintivamente a bainha da camiseta, tentando cobrir mais de si mesma, mas só conseguindo destacar ainda mais suas curvas. Parei a poucos centímetros, invadindo seu espaço, o calor de seu corpo misturando-se ao meu. Meus olhos percorreram cada detalhe, a pele exposta de suas coxas, o contorno dos seios enormes dela sob o tecido, o tremor em seus ombros. Me inclinei, minha respiração quente roçando sua orelha, e deixei minha voz cair para um sussurro rouco, carregado de um desejo tão cruel quanto sedutor.
- Caralho, olhe para você, Claire...
murmurei, meus dedos roçando a bainha da camiseta, subindo levemente o tecido, expondo mais um centímetro de sua coxa. Ela prendeu a respiração, o corpo rígido.
- Minha camiseta mal te cobre. Seus peitos marcando assim, essa bunda quase à mostra... Você não tem ideia do quanto isso vai render mais tarde.
Sorri de canto, perto dela e sentindo seu cheiro como um lobo quando encontra uma ovelha.
- O-Oque...??? o que você quer dizer??? perguntou ela, a voz falhando, o rosto corado de vergonha e medo.
Suas bochechas adquirindo um tom rosado que me fez pensar nas mais sujas putarias com ela.
Dei uma risada baixa, gutural, deixando meu olhar devorá-la, demorando na forma em como o tecido abraçava seu corpo.
- Quero dizer que essa imagem sua, tão frágil, tão exposta, vai ficar na minha cabeça, Claire.
respondi, minha voz um ronco baixo, carregado de insinuação.
- Uh... Mais tarde, quando estiver sozinho, vou pensar em você assim... e acredite, vai ser bem útil. Mas isso é só o começo. Você é minha, e vou te fazer sentir isso de formas que nem sonha.
Ela engoliu em seco, as mãos apertando a bainha da camiseta com força. Minha mão alcançou seu queixo, forçando ela a me encarar, meus dedos cravando-se com firmeza.
- Está com vergonha?
Perguntei, um sorriso cruel curvando meus lábios.
- Ou está com medo do que eu poderia fazer com você agora, vestida assim, tão... vulnerável?
Passei os dedos em seus labios avermelhados e deliciosos, enquanto imaginava o gosto dos mesmos, da forma mais obscena possível.
- P-Por favor, Rafael...
sussurrou ela, a voz quebrada, os olhos baixos.
- Por favor o quê?
Falei em tom sarcástico, me inclinando pra perto dela ainda mais, meus lábios a centímetros dos dela, minha respiração quente contra sua pele.
- Quer que eu pare? Ou quer que eu te mostre o que acontece quando me provoca assim?
- Eu... eu não estou provocando...
murmurou ela, o rosto vermelho, o corpo tremendo.
- Não?
repeti, minha voz carregada de escárnio. 
- Você me provoca só por existir, claire. Você é minha presa perfeita, mas te ver assim, é o ápice. Puta merda.
Soltei seu queixo com um leve empurrão, dando um passo atrás, mas mantendo meus olhos fixos nela, saboreando o efeito que minha presença tinha. Ela estava corada, assustada, completamente à minha mercê.
- Enfim, vamos. vem comigo.
ordenei, pegando as chaves do carro na mesa da sala e saindo pela porta.
- P-Pra onde?
perguntou ela, a voz hesitante, enquanto me seguia, a camiseta subindo ligeiramente a cada passo, expondo mais de suas coxas.
- Você verá, gatinha.
Falei, sem olhar para trás. Caminhei até a garagem, onde meu Opala preto aguardava, sua lataria reluzindo sob a luz do crepúsculo. 
- Entra no carro. Agora.
Abri a porta pra ela e de imediato, claire obedeceu, sentando no banco do passageiro ao meu lado, a camiseta subindo ainda mais ao se acomodar, deixando-a visivelmente desconfortável. Meu olhar demorou ali por um momento, a fome crescendo, mas mantive o controle. Por enquanto.
Dirigi pela estrada cinzenta de Nova Jersey, a luz do entardecer banhando o asfalto, as sombras das árvores projetando garras esqueléticas.
Claire agora era minha presa, meu enigma, minha obsessão. E eu a desvendaria, a torturaria, a consumiria. E, quando chegasse a hora, sua vida se extinguiria sob minhas mãos, mas não antes de eu extrair cada gota de prazer que ela pudesse oferecer.
Cada mínima gota.

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