Saída E Chegada

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Tuel. Norte de Nidon. Final de tarde. Um Posto de Controle está sendo atacado. O povo avançou sobre as barreiras. Espadas e armas de fogo municiam suas mãos. Traidores infiltrados dentro do exército nidoniano, dificultava as coisas.

Um grupo de Capital chegou para ajudar. Ariela e Zoe colocaram-se presente naquelas ruas.

Zoe com seus discos abaixo dos joelhos, desliza entre algumas paredes atirando e desviando de alguns ataques. Em outro momento, ela joga suas granadas e implanta minas em pontos estratégicos, pegando os Rebeldes de surpresa.

"BOOM! BOOM! BOOM!" – grita a Bombardeira em exaltação.

A leste do Posto de Controle, Ariela é cercada por três Rebeldes, mas ela consegue desvencilhar-se deles atirando de sua pistola e furando com sua adaga, contra os seus inimigos.

~~

O sol liberou sua luz por sobre o mundo. O manto da noite perdeu suas forças sobre a cidade de Dubor, ao Sul do reino de Nidon. Um esquadrão já está na cidade a mandado de Velfhus, o Líder dos Escarlate.

Informações haviam chegado a Capital nidoniana de que grupos Rebeldes estavam concentrando-se para um possível ataque. Então, o esquadrão trouxe em sua composição Bryan, a Força de Nidon juntamente com Ariela, a Revoltada, para combatê-los, andes de colocarem o plano em ação.

Eles invadem as casas. E com ajuda das granadas da Revoltada, suas imagens desaparecem pela névoa negra.

Assim, capturam os grupos que queriam espalhar a desordem.

~~

Dessa vez o palco é a praça. A praça do poço central de Vidja, a Nordeste de Nidon. Os raios rasgam o céu e as balas rasgam o ar, na direção dos corpos. Ao norte do poço, Keyla avança com sua lança e espalha o fogo de sua mão.

"QUEIMEM! QUEIMEM!" – a Fênix brada com sua voz.

Do lado oposto, ao sul, Ariela com um grupo de soldados, enfrenta desordeiros.

Em um determinado momento, a Revoltada joga sua granada de fumaça, que explode. No mesmo instante, uma nuvem negra espalha-se por todo lugar. Mas logo em seguida, mais quatro mini granadas saem da principal, expandindo ainda mais a névoa negra próximo ao poço.

Ariela infiltra-se na escuridão, e solta uma torrente de balas pelas pistolas gêmeas por sobre seus inimigos.

~~

Os olhos abriram. O suor escorria sobre a testa e o coração batia acelerado dentro do peito. Sonhos. Pesadelos. Não era para ser estranho, era pra ser normal. Era a vida dela. Ariela estava acostumada com aquilo; treinos e missões. Mas por alguma razão, aquilo já não fazia mais sentido para ela.

Ela tinha deixado sua casa porque seu pai havia substituído a sua mãe, para estar num mundo, no qual, crianças que ocupavam boa parte dos exércitos, eram tiradas dos seus pais, de suas casas. Estava certo aquilo? Fazia sentido só para a proteção do reino? NÃO! NÃO! Seu tempo neste mundo não podia mais continuar. Tinha que ter um fim. E seria naquela noite.

Ariela olhou em volta; jovens, crianças, ainda dormiam em suas camas próximas as paredes, deixando apenas um corredor livre no meio do dormitório.

Levantou-se. Vestiu-se e colocou um manto por sobre seu corpo e chamou por Eiva de pele clara, cabelos cor de ouro e olhos azuis. Uma menininha que tinha chegado naquela semana. Eiva segurou na mão de sua guia e sairam. Passaram por um corredor a direita e outro à esquerda, iluminados pelo fogo pendurados nas paredes. Desceram uma escada em espiral para a esquerda, mas antes de chegarem ao hall de acesso aos outros cômodos da construção, Eiva soltou a mão de Ariela.

"Eu não consigo"

"Claro que consegue" - incentivou Ariela. "Estamos quase lá" - estendeu a mão para a garotinha.

"Estou com medo"

"Eu estou com você"

Eiva olhou para a mão direita de Ariela estendida para ela, mas recuou um degrau.

"Não, Eiva.." - lamentou.

"Desculpa..." - disse a garotinha. "Desculpa" - girou sobre seus calcanhares e retornou para o dormitório.

Ariela então continuou e chegou ao hall.

"Ariela" – disse Kassia encostada na parede. Mas ela não foi atendida. "Tem certeza disso?" – perguntou a Dama da Guerra. "Eu percebi a mudança em seu comportamento" – colocou-se um passo à frente. "Sabe que não tem volta, né?"

Ariela parou de caminhar, ainda com o capuz sobre a cabeça e ocultando sua face.

"Eu não vou impedi-la, mas..." – Kassia continuou. "Saiba que se tornará nossa inimiga. E você sabe o que fazemos com os nossos inimigos" – cruzou os braços.

Ariela ouviu aquelas palavras por sobre o ombro esquerdo, e mesmo assim, continuou seguindo para fora.

"Que desperdício" – a Dama da Guerra falou desapontada.

~~

7 DIAS DEPOIS...

Nidon já não existia mais. Mata fechada, terrenos irregulares, riachos... Mar-Verde havia ficado em seu lugar.

Ariela passou por uma ladeira. Depois caminhou por um largo tronco caído. Mas quando foi mudar de direção por sobre o terreno...

"Nem mais um passo" – uma voz ecoou, impedindo-a de continuar.

Ariela parou, mas não avistou ninguém.

"Quem é você?"

"Ariela" – ela respondeu para a voz.

"O que você quer?"

Dois homens de arco e flechas caíram diante dela.

"Vocês"

"O quê?"

"Quero pertencer a vocês" – respondeu Ariela.

Duas mulheres de facas nas mãos caíram diante dela, e juntaram-se aos homens, deixando um espaço entre eles.

"Você nos conhece?" – a voz questionou.

"Sim"

Um homem com uma lâmina semicircular na mão direita e um Coelho-mariposa no ombro esquerdo, pele clara, de cabelos longos e negros, caiu da árvore no meio dos outros, ficando de frente para ela.

"Eu me chamo Períon" – apresentou-se. "Por que quer estar com a gente?"

"Porque as suas crianças não são arrancadas de vocês"

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