So'A descartou a munição e pegou outra atrás de sua cintura. Rapidamente já colocou o rifle a sua frente e o visor em seu olho. Porém, sabia que precisava de um ponto estratégico melhor.
Levou as costas a parede para proteger-se. Verificou o terreno, estava limpo. O seu desejo apareceu em sua lente: A Torre do Relógio.
"Não está longe" – sussurrou.
Avançou com muito cuidado. Direcionou o rifle para a esquerda, depois sua atenção para a direita. Limpo. Foi em direção a um túnel que estava logo a frente. Quando faltou dez passos para adentrá-lo, foi surpreendida por um ataque que esbarrou em sua armadura dourada.
Correu para dentro do túnel.
Um risco formara-se sobre a ombreira esquerda da armadura. Olhou em volta, mas nada. Mas quando olhou para baixo, para esquerda, avistou um carta. Uma carta de baralho com a imagem de uma espada sobre ela.
Acelerou seus passos.
Saiu do túnel e ziguezagueou pelas ruas. Porém, mais cartas voaram em sua direção, todas traziam uma espada sobre elas.
Disparou algumas vezes, mas não surtiu tanto efeito assim.
A Torre do Relógio colocou-se à frente dela. Uma construção ao lado. Tijolos amostra e o relógio bem no topo. So'A verificou os dois lados e entrou.
Subiu as escadas em espiral no sentido horário. Não demorou muito e o último andar abriu-se para ela.
Fendas estreitas contornavam a construção.
Direcionou para o sul, e sua lente mostrou apenas telhados azuis e ruas de mármore branco de Dunsan. Mas quando apontou para o leste, encontrou seu alvo; a máscara branca com o seu sorriso característico e os cabelos castanho escuro sobre ela. Sthella, o Sorriso Mortal.
Atirou.
Sthella correu.
"Droga!"
So'A foi em sua perseguição através da mira do seu rifle. Vários disparos. O alvo ziguezagueava pelas ruas da capital do reino.
Mais tiros.
Então Sthella sumiu.
So'A foi para oeste na Torre do Relógio. Nada. Foi no sentido norte... verificou toda a região, mas nada também.
"Cadê você?"
De repente, cartas voaram em sua direção. Inúmeras cartas. As cartas batiam nas paredes e faíscas saiam delas, e outras fincavam-se nas pedras.
"Merda" – xingou. "Minha localização foi comprometida"
A Torre do Relógio dava uma visão de 360° graus, mas exibia demais sua posição.
So'A, então, refugiou-se entre as casas. Entretanto, não durou muito. Sua adversária havia encontrado seu paradeiro, e o confronto, iniciou-se.
Tiros e cartas para todos os lados.
Num determinado momento, Sthella jogou uma carta na direção de So'A. A carta desapareceu, mas reapareceu na direção oposta a Sentinela. Entretanto, já não era mais uma carta, mas sim, um enorme espelho.
So'A tentou desviar, mas foi em vão, outro espelho estava em sua perseguição. Seu vidro era negro como a noite sem estrelas. Seu reflexo destacava no meio do vazio infinito, e corria em sua direção.
So'A e seu reflexo encontraram-se. Mas So'A continuou correndo, enquanto que seu reflexo foi na direção oposta.
A Sentinela escondeu-se. Sua respiração estava acelerada. Descartou o pente de sua arma, e recarregou-a novamente.
Saiu de sua posição. Contornou mais algumas casas, e uma grandiosa praça abriu-se para ela.
O Muro-dos-Imortais exibia toda a sua imponência. Árvores não existiam ali, para não esconder toda a soberania do Muro.
So'A apontou seu rifle para todas as direções, mas não havia ninguém. Colocou as costas no Muro, mais precisamente em um dos vários rostos que destacavam-se naquela majestosa construção.
Então, ouviu alguma coisa.
Ficou em posição de alerta e com alguns passos lentos, contornou o Muro. Mais rostos exibiram-se pelo mármore branco. Porém, dentre aqueles vários rostos, um destacou-se pela sua familiaridade. O dela. O rosto dela, juntamente com o seu corpo, como se estivesse olhando para um espelho.
"Não gosta do que vê?" – indagou Sthella, possuindo o reflexo de So'A, com um sorriso de canto de boca.
"Você?" – questionou a Sentinela.
- POW! – um tiro foi disparado.
~~
Samantha, a Artista, caminhou com sua mochila de couro ao lado corpo, e Boris, o seu enorme boneco de madeira por sobre os ombros no Bosque-de-Marfim ao fundos de Dunsan, quando foi chamada atenção por sons que vinham logo a frente.
Passou por algumas árvores de flores brancas e colocou-se atrás de uma pedra.
O som vinha a frente dela.
Samantha abaixou-se e observou.
Uma jovem menina duelava com outro jovem. Ela vestia-se de couro, enquanto que ele trazia faixas nas mãos e couro em sua cintura. Ela atirava suas adagas nele, enquanto que ele contra-atacava com pedras do seu estilingue.
Calypso, a Brutal e Kaleff, o Grande, digladiavam-se diante os olhos da Artista.
Em um determinado momento, Kaleff aproximou-se de sua adversária, mas ela o jogou para trás com um chute. Possuído de raiva, o menino rasgou-se por inteiro, e no lugar do seu corpo, um enorme urso se fez presente.
A fera, então, avançou sobre a menina. Mas esta, numa forma de confrontá-lo, gritou.
"BRUTUS!"
Num piscar de olhos, outra fera colossal adentrou o Bosque-de-Marfim. Três chifres emergiam de sua cabeça, sendo o primeiro mais proeminente.
A brutalidade daquelas patas avançaram sob as ordens da menina.
O urso colocou-se de pé diante o Encouraçado, e este, com precisão, furou o peito do seu rival, levando-o para longe.
Não vendo mais a besta selvagem, Samantha adentrou na batalha e confrontou Calypso.
Mais uma vez a Brutal atirou suas adagas. A Artista desviou e avançou com o seu Ioiô, jogando-o e voltando, jogando-o e voltando para ela.
Samantha um pouco mais velha que Calypso, tinha vantagem, mas sua rival, através de suas habilidades, não facilitava as coisas.
As árvores brancas e as trilhas, foram abrindo-se para elas e revelando outro cenário...
O Coreto.
Mais e mais adagas voaram. A Artista conseguiu desviar-se de toda elas. E no final desses movimentos, jogou um macaquinho de madeira em direção a rival. O brinquedo avançou com dois discos nas mãos, batendo-os. E no final da terceira batida, ele explodiu.
Calypso estava no Coreto. O verde das plantas e o branco das flores, não existiram mais, o fogo ficou em seu lugar. E o Coreto... só alguns pilares ficaram de pé.
Entretanto, acreditando ter vencido, a besta selvagem da Brutal, o Encouraçado de Calypso, retornou novamente. Por de trás da fumaça, foi em direção a Samantha, mas ela conseguiu desviar do ataque, e soltou seu boneco de madeira, preso as linhas de seus dedos na perseguição de Calypso.
"Boris quer brincar também" – ela disse. "HÁ! HÁ! HÁ!"
Boris, controlado por Samantha, passou pela fumaça, pelo Coreto destruído e adentrou o lago atrás dela e ali, colocou fim, através de suas longas lâminas nas mãos, a brutalidade de Calypso.
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The Guardians
FantasyO universo de "The Guardians" é repleto de fantasia, no qual, encontra-se bondade, maldade, companheirismo, individualismo. Por ironia, sorte ou azar, eles foram selecionados minuciosamente com habilidades distintas pelo destino. Explore esse unive...
