"Eu queria devorar esse moleque. Me sentia plenamente capaz de passar a noite inteira traçando ele, até meu pau esfolar.
Meu peito tava agoniado.
Em parte, eu queria respeitar ele, cuidar do moleque porque ele merecia demais essa atenção.
E, em par...
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Era só uma caixa.
Não.
Na verdade, eram duas caixas.
Com a primeira, tinha acabado.
Com a segunda, tinha começado...
... a minha hora de acabar.
E com a segunda em mãos, eu vi nos olhos dele e, pela primeira vez, mano... pela primeira vez, eu pude assimilar de verdade o peso daquela realidade. Porque, até então, eu meramente entendia tudo aquilo de uma forma técnica, cara, sabe? Técnica, teórica. E só essa primeira concepção teórica tinha sido capaz de passar por cima de mim feito um trator, me destroçando.
Então... o que essa compreensão nova, de uma realidade que estava ao alcance das minhas mãos e do meu peito, através daquele olhar que ele lançou pra mim, que eu nunca iria esquecer, era capaz de fazer comigo?
Eu sabia, mano.
Eu sabia que essa tempestade estava vindo, porque a calmaria tava praticamente gritando nos meus ouvidos que tava pra chegar o seu fim.