Nós sempre podemos culpar os produtos químicos
SG Lewis – Chemicals
Entrando no quarto com tudo, eu agarrei o filho-da-puta pelas costas, segurando a camiseta dele, com a peça ainda em punho e usei toda a minha força pra jogar ele pra fora da cama.
O desgraçado não era tão leve, mano, mas o ódio sempre havia me dado a força necessária pra lidar com esse tipo de lixo, isso aí era algo com o qual eu sempre pude contar.
Ele rolou pelo chão e se levantou de uma só vez, como se tivesse quicado no chão de volta.
Ódio?
Maluco, ter a simples noção de que aquele demônio tava em cima do meu moleque, com a bermuda arriada, tentando... tentando estuprar ele e que ainda tava ali, com o pau duro, me olhando sem entender. Mano, eu me sentia virado num dragão prestes a cuspir fogo.
Ele até abriu a boca pra falar alguma coisa, mas eu virei meu braço numa linha horizontal com tudo, mas com tudo mesmo e a coronhada jogou ele pro chão de novo.
Eu queria que os meus braços ficassem na responsa de dissolver essa ira que girava no meu peito feito um pião, mas eu não queria só bater, irmão, eu queria destroçar, bagunçar aquele lixo do caralho até onde me fosse possível e foi ele cair que eu sentei meu pé com tudo no pau dele, pra que eu pudesse ouvir ele gritar.
Ele gritou, mas o calei na hora com outra bica, bem na cara.
Me descendo sobre ele, foi um em cima do outro. Com a mão esquerda, eu encaixava um murro, com a direita, eu virava uma coronhada com a ponto quarenta ainda na minha mão. E foi, irmão. E foi murro até eu sentir o nariz dele quebrando nos nós dos meus dedos, até eu sentir o melado impregnando a minha mão, até ele quase desmaiar.
— Acorda, filho-da-puta! — mandei, sacudindo ele pelo pescoço, enquanto eu sentava uns três tapas com tanta força que chega a palma da minha mão ficou quase tão vermelha quanto o sangue que lavava a cara dele.
Ele não queria acordar.
Pressionei com tudo o cano da ponto quarenta sobre aquele espaço que fica entre o ombro, o encaixe do braço e o peito e afundei com mais força, até que ele tentou tirar meu braço. Apertei o gatilho na hora.
Ele gritou, mas tapei a boca dele, tal como o corpo dele havia sufocado o estampido do disparo.
Virei a peça contra a cara dele de novo.
— Que porra que você tá querendo, seu filho-da-puta?! — gritei pra ele, ainda sem acreditar na audácia daquele verme, mano.
Aquele maluco tinha perseguido meu moleque, entrado ali em casa, pra fazer uma porra daquelas? Mano, não tinha a menor lógica. Não tinha.
Me parecia que a dor que ele sentia era tanta, que já não havia mais juízo restante que me desse alguma justificativa — não que eu quisesse uma, se é que fazia algum sentido querer.
Então, eu bati com o cano da peça contra a garganta dele, o fazendo se engasgar com tudo.
Meu ódio não tava nem perto de acabar.
Me levantei e ele, desnorteado, a cara uma bagunça de pele e sangue. Parecia que alguém havia derramado uns dois litros de vinho contra a cara dele. Se virando de um lado para o outro, o pouco que eu conseguia ver dos olhos dele, me fez perceber que ele havia perdido a noção das coisas.
Ele foi dobrando a perna direita lentamente e a primeira coisa que me veio à cabeça foi descer meu pé, com todo o auxílio dos meus cento e vinte quilos, contra o joelho dele. TRACK. Quebrou na hora e ele gritou, me forçando a calá-lo com mais umas outras quatro bicudas na fuça dele.
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Declínio
Mystère / Thriller"Eu queria devorar esse moleque. Me sentia plenamente capaz de passar a noite inteira traçando ele, até meu pau esfolar. Meu peito tava agoniado. Em parte, eu queria respeitar ele, cuidar do moleque porque ele merecia demais essa atenção. E, em par...
