Mães!
A minha mãe conseguia quebrar a onda de qualquer um, em todos os momentos. Amigos, namorada, momentos íntimos, momentos mais que íntimos...
E hoje ela quebrou a minha onda com a Sophia, nos atrapalhando com a porra de um bolo.
— O bolo estava uma delícia! — Sophia devolveu o prato à minha mãe.
— Já da pra casar, Sophia. — Minha mãe cortou outro pedaço.
— Vai com calma, mãe. Depois você fica se lamentando que tá com dor de barriga. — Escorei na parede.
— Cuida da sua vida. — Ela me fuzilou com o olhar.
Sophia começou a rir.
— Mica. — A loirinha me chamou. — Será que você pode me levar até em casa? Eu preciso buscar outra roupa.
— Como assim, buscar outra roupa? — Minha mãe fez sua inspeção final, arqueando uma sobrancelha.
Lá vem...
— A Sophia vai passar a noite aqui, mãe. Eu não vou ser louco de deixar ela dormir sozinha, naquele casarão. — Expliquei.
A maluca da minha mãe começou a estalar os dedos, como uma maníaca natureba que vende incensos e usa dreads.
— Hello. — Balançou a cabeça. — Por que vocês não se assumem de uma vez? É século vinte e um!
QUE?
Comecei a estalar os dedos também.
— Hello. — Imitei minha mãe. — Sophia acabou de sair de um relacionamento conturbado. Tudo. No. Seu. Tempo. — Debochei.
Minha mãe estalou os dedos novamente.
— Hello. — Fez uma cara de deboche que me fez querer morrer. — A gente sabe que o final dela vai ser descalça e grávida de um bebê seu.
A minha mãe exagerava as vezes.
— Então. — Sophia levantou-se, dando um suspiro cansado. — Vamos indo?
— Pode ir descendo, só vou buscar o documento do carro. — Avisei Sophia que assentiu, se despedindo da minha mãe e saindo do quarto. — Sério! As vezes você me deixa muito sem graça. — Briguei com a minha mãe.
— Micael, sério? — Fez uma careta. — A menina tá altamente na sua, vocês vão ficar nessa até quando?
— Até quando o tempo dela for razoável!
— Razoável? — Minha mãe não entendia. — Daqui uns dias ela vai estar morando aqui e eu nem vou ter tempo de ver tudo isso.
— Por acaso você vai morrer e a gente não tá sabendo? — Fui irônico.
— Morrer eu não sei mas com certeza vão me matar. — Ela exagerava pra cacete.
Revirei meus olhos e sai do quarto, descendo as escadas e saindo até à garagem. Sophia já estava dentro do carro, mandando mensagens pra alguém.
— Aconteceu alguma coisa? — Verifiquei o painel antes de ligar o motor.
— Tenho quinhentas mensagens não lidas, duzentas ligações perdidas e quarenta correios de vozes. — Uou! — Mel está... Preocupada.
— Por que não retorna as ligações pra ela? — Fiz o caminho da casa de Sophia.
— Porque eu não quero falar com ninguém. — Sophia segurou o celular com firmeza entre o peito. — Não sei nem como vou voltar ao colégio amanhã. Me sinto envergonhada!
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Aposta de Amor
RomanceMicael Borges e seu grupo de amigos decidem criar uma aposta maluca, onde o foco é atrair a atenção de Sophia Abrahão, a popular do colégio e a estrela das líderes de torcida. O por quê disso? Simples: Queriam se vingar de seu namorado. Mas a apos...
