#5 - Paciência

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CARLA

Quando desligo o telefone ja estou respirando mais aliviada. O meu Arthur está vindo. Pego a Maria no colo e ela se aconchega em mim em um chorinho contido.

Carla: você ta sentindo dor meu bebe?
Maria Clara: eu quelo meu pai - ela choraminga
Carla: o papai ta vindo, ja ele chega ta bem? - falo calmamente tentando transmitir calma pra ela

Maria Clara: eu quero meu papaizinho logo mamãe - ela fala manhosa
Carla: ele vai chegar, nao precisa chorar. Vamos ver um filme enquanto a gente espera?
Maria Clara: ta - ela passa as maozinhas no rosto secando as lágrimas

Deito com ela na cama do quarto e ligo a TV, fico fazendo carinho no cabelo dela e verificando a febre, que baixou um pouco, está em 38.0 agora, mas ainda me preocupa. De vez em quando ela choraminga, acredito que pelo desconforto da febre, mas consigo acalma-la.

Depois de uma longa espera, eu acreditava que ela ja estava dormindo, vejo a mensagem do Arthur avisando que chegou e está subindo pro nosso quarto, em minutos ouço a batida na porta, e minha filha também.

Maria Clara: é o meu pai? - ela fala ainda chorosa, mas com um sorrisinho despontando nos lábios.
Carla: é sim. Vem ver.

Pego ela no colo e vamos recebe-lo. Quando ele entra, a Maria Clara se joga nos braços dele e meu coração se aperta quando vejo o alivio refletido nos olhos dele quando tem ela nos braços. No que eu tava pensando quando saí de casa assim?

Arthur: oi minha princesinha - ele beija o rostinho dela
Maria Clara: eu tava com tanta saudade papai - ela aperta os bracinhos em torno do pescoço dele

Arthur: o papai também tava, meu amor. A mamãe disse que você tava dodoi? - ele faz um biquinho pra ela
Maria Clara: eu ta, com feble. A mamae deu remedio - ela faz uma careta - remedio é ruim
Arthur: mas tem que tomar, pra ficar bem ne?
Maria Clara: é - ela se aconchega no colo dele

Nesse momento ele me olha nos olhos pela primeira vez. Eu não sei o que dizer, mas ele sorri pra mim e se aproxima me dando um selinho

Arthur: você ta bem?
Carla: to sim. Agora eu tô - faço carinho na barba dele

Ficamos um tempo sorrindo sem graça um pro outro, ate que desperto e pergunto se ele quer deitar ou comer algo. Afinal ele fez uma viagem cansativa, logo após chegar de outra. Ele diz que quer só deitar, pois está cansado. A Maria pede pra dormir agarradinha com ele, e ele vai com ela ate o quarto, enquanto ele se ajeita pra dormir eu fico com ela, quando ele volta, eu vou deixar o remédio e o termômetro perto pra caso ainda seja preciso.

Quando volto ao quarto ele estava deitado e a Maria por cima dele, ja cochilando enquanto ele faz carinho no cabelo dela. Fico um tempo encarando os dois, meus olhos enchem de lágrimas, é minha família, meus dois amores, a minha vida. Eu não quero brigar com ele, eu não quero ficar longe dele. A gente vai precisar achar um meio termo e resolver tudo.

Arthur: Cá - desperto dos meus pensamentos com a voz dele
Carla: oii
Arthur: vem deitar com a gente - ele estica a mão que não está segurando a Maria e me chama.

Eu deito ao lado dele e deixo um beijo no seu rosto. Encaixo meu rosto em seu pescoço e me permito relaxar sentindo o cheiro do homem que eu amo.

Carla: eu amo você - sussurro
Arthur: eu também amo você - ele deixa um beijo na minha testa

Em poucos minutos dormimos, estavamos exaustos com tudo que aconteceu nas últimas horas. Por sorte a Maria não acordou mais e quando o dia amanheceu a febre dela ja tinha ido embora.

Eu acordo primeiro e vou preparar algo pra comermos, sei que eu e o Arthur temos uma conversa séria pela frente, e começo a considerar todas as possibilidades, nós precisamos resolver, essa nossa briga nos machuca e afeta a nossa filha, ja estou achando que a febre dela foi emocional, só em está com o pai ela já está bem.

Nesse momento o Arthur chega onde estou me tirando dos meus pensamentos.

Arthur: bom dia, linda - ele vem ate mim e me da um selinho
Carla: bom dia, amor. Ela ainda ta dormindo?
Arthur: ta sim, a febre passou de vez, acabei de conferir com o termômetro

Carla: eu conferi também, to mais aliviada agora. E, acho que foi emocional...
Arthur: como assim?
Carla: ontem ela dormiu chorando por você, quando acordou ja com febre no meio da noite foi chamando por você, e foi só você chegar a febre passou.

Arthur: pelo menos isso a gente pode resolver facil ne - ele sorri
Carla: sim - sorrio de volta - eu fiquei apavorada quando vi ela toda molinha, ardendo em febre
Arthur: você procurou né, Carla. Sair de casa do jeito que saiu... claro que a Maria ia sentir de alguma forma - ele falou sério enquanto passava as mãos no rosto

Depois dessa fala dele eu não soube o que dizer, claro que eu sei da minha culpa nisso tudo, não vou me fazer de santa. Mas, ouvir ele falando assim foi como uma rasteira. De Repente eu lembro do que me motivou a sair do jeito que saí, da marra e da falta de conversa... eu não agi do nada, foi tudo reação ao que ele tava fazendo comigo.

Mordo o lábio inferior e viro meu rosto de lado enquanto penso tudo isso e meus olhos enchem de lágrimas. Não digo nada, só deixo o que estava fazendo e corro pro banheiro me trancando lá.

Arthur: Carla? Ei, Cá, o que houve? - ele fala e bate na porta.

Não abro, eu to exausta.

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Eita gente, ta dificil vencer aqui né 😳

O que vocês tão achando? Duas agentes do caos juntas não podia ser diferente né hahaha 😝

Vou Revelar (One Shots)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora