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Aí... ai rolou um negócio que me arrepiou inteira. Ele também parou de lutar e me encarou com tanta intensidade que eu achei que, agora sim, ele fosse me matar. Só que ai ele riu, olhando pro céu por um segundo apenas, antes de voltar pra mim de um jeito muito diferente.

— Do que você tem medo? — Insisti, com o peito subindo e descendo no ritmo da respiração acelerada.

Barbás aproximou o rosto do meu e eu separei os lábios, perdendo o sorriso, no automático, prendendo a respiração. Com a mão ainda no meu pescoço, ele apertou os dedos ao redor, esperando ver alguma coisa nos meus olhos. Talvez ele esperasse medo ou hesitação... mas eu tinha certeza que não havia nada disso dentro de mim naquele momento. A única coisa que tava realmente se apertando dentro de mim era o meu canal vaginal, que vibrava em antecipação. Colei minha boca na dele, passando a língua pelos seus lábios numa suave provocação, desejando uma resposta dele. Ou ele me soltava e se afastava, ou...

Ou ele faria justamente o oposto. Sua língua invadiu minha boca de um jeito bruto, tirando meu controle da situação. Era ríspiro, rude, apressado e uma delícia. Ele nunca tinha me beijado assim antes, mas só de sentir sua língua na minha de maneira consciente, eu viajei anos e anos atrás, quando tudo o que a gente queria fazer era transar em todas as oportunidades que a gente tinha. Nossa química sexual sempre foi enorme... a gente combinava na cama, encaixava direito. No resto... ér...

Ele juntou meus pulsos em cima da minha cabeça, prendendo-os com uma das suas mãos, enquanto a outra desceu provocante pela lateral do meu corpo. Senti sua ereção no pé da minha barriga e isso roubou o meu fôlego. Então ele tinha comprado o meu desafio... William desceu a boca pelo seu pescoço, repetindo o que ele, bêbado, tinha feito há uns dias atrás. Sugando a minha pele de um jeito tão sensual... caralho, ela difícil não me perder naquela sensação. Sua mão abriu meu short com pressa, de qualquer jeito, enfiando a mão por dentro da minha calcinha. O seu dedo médio escorregou por entre os meus lábios e eu suspirei ao sentir aquele toque ali. Ele se afastou pra me olhar com a mesma expressão de deboche e vitória no rosto. Eu já imaginava o quanto eu tava molhada lá embaixo... Arg.

— Tu também não tem pra onde correr. — Ele sussurrou pra mim.

— Eu nunca menti pra começar. — Rebati, em resposta, seu dedo deslizou curvado pra dentro de mim. Deixei um gemido surpreso me escapar. Franzi as sobrancelhas, enquanto ele se divertia me dando o troco pelas coisas que eu tinha feito antes. Ele voltou seu rosto pra próximo de mim, me cheirando profundamente, de olhos fechados. Fechei os olhos também, quando colocou mais de dedo dentro de mim e tirou os dois, só pra colocar de novo. Deixei a cabeça pender pra trás, mordendo o lábio inferior, me sentindo ridiculamente vulnerável naquela posição.

— Faz de uma vez. — A voz saiu fraca, entre suspiros e gemidos abafados pela sensação de ter os seus dedos deslizando pela minha carne. Eu tava agoniada, em sentia presa e procurando desesperadamente por alguma coisa. — Me fode de uma vez. 

Eu senti que ele ia negar, que ia debochar de mim, mas eu vi como a maneira que eu olhei pra ele quebrou suas intenções em mil pedaços. O sorriso se perdeu em uma expressão de desejo... com a testa franzida, os olhos semicerrados e os olhos focando na minha boca, ele teve um estalo. Ele me puxou pelas coxas pro seu colo e eu cruzei minhas pernas na sua cintura. Barbás foi me levando de qualquer jeito pro quarto que eu ocupava. Ele bateu a porta de metal com força e eu teria ficado com medo do vidro trincar se não tivesse tão absorta naquele clima. Ele me colocou sentada em cima da única mesa de madeira que tinha ali, puxando meu short com força pra fora. Em um segundo, eu senti a língua dele na minha buceta. Esqueci até como respirar na com aquela sensação quente no meu clitóris, indo e voltando e me abrindo inteira. Quando ele colocou o dedo então... Puta que pariu, eu perdi a cabeça legal. Gemi alto, balançando meu quadril no ritmo que ele me dedava e me lambia, tudo ao mesmo tempo. Eu nem sabia mais o que eu tava sentindo, quando ele me deu um tapa na coxa que me fez voltar. Pisquei, olhando pra ele, que se afastou uns centímetros de mim pra fazer um sinal de silêncio com o dedo. Suspirei, soltando o ar dos pulmões de uma vez e mordendo o lábio inferior.

Pisquei pra ele, querendo atentar o juízo dele, tanto quanto ele tava atentando o meu. Sabia que eu não ia conseguir ficar na boa, então, resolvi cobrar dele um pouco. Eu não ia ficar na desvantagem ali, então, me movimentei pra descer da mesa. William me segurou no lugar, dando mais um tapa na minha coxa. Dessa vez, ele não ia só marcar o meu pescoço... quando aquele frenesi acabasse, eu ia estar inteira marcada. Toda vez que eu pensava nisso, o tesão parecia triplicar. Que ódio... amanhã eu podia até me olhar no espelho e me odiar por aquilo, mas foda-se. Amanhã é outro dia. Fui seca na bermuda dele, abrindo a braguilha com os dedos meio trêmulos, eu nem tive coragem de olhar nos olhos dele dessa vez... eu sabia o quão intensamente ele tava me encarando, porque parecia estar queimando a minha pele o jeito que me mirava. Enfiei minha mão por dentro da sua cueca, tirando seu pau pra fora. Passei a mão na minha buceta encharcada, umidecendo ela para voltando rapidamente pro membro dele, molhando-o com a minha umidade. Lentamente, movi minha mão sobre o pau dele, conhecendo-o de novo, punhetando tão vagarosamente que chegava a ser um provocação, apesar dessa não ser exatamente a minha intenção inicial. Porém, quando eu notei a necessidade no seu rosto, como ele me olhava faminto, eu quis aproveitar e ir mais fundo. Fiz menção de descer na mesa de novo, mas, novamente, ele me empurrou de volta pra minha posição inicial. E ai eu entendi... Pelo seu corpo, eu entendi o que ele queria de verdade... 

Coração em GuerraHistórias para pegar e não largar. Descubra agora