— Eu tô falando sério, Barbás. — Tinha um quê de desespero e ansiedade na voz dela. — A gente não precisa falar sobre mais nada, só sobre ela. — Ficava difícil pra mim fugir daquilo. A verdade é que eu tava correndo atrás de resolver a situação de bico na qual ela tinha me colocado com a minha droga, eu nem tinha tido tempo de pensar sobre aquilo, mas só a possibilidade me machucava do mesmo jeito. Eu não sabia se era ela tentando me manipular emocionalmente onde sabia que ia me pegar mais, ou se aquela era a verdade... As duas coisas eram possíveis e é por isso que era tão preocupante. Naquele momento, eu tive que ceder, em nome da verdade pelo menos.
— Tá... — Concordei com a cabeça, suspirando cansado e sentindo o estômago revirar. Cedi, mesmo sabendo que era exatamente isso o que ela queria de mim com aquele comportamento dócil. — Eu venho um dia dessa semana aí e tu fala.
— Por favor, por favor. — Continuou, jogando o cabelo pras costas, pra secar com a toalha. Ali... ali eu vi... uma mancha roxa muito suspeita ali entre a mandíbula e o ombro dela. — Tá, eu sei que você é...
— O que que é isso no seu pescoço? — Cortei ela, que pulou no lugar quando eu terminei de dizer, tampando o lugar exato com a mão. Ela sabia bem... não dava pra se fazer de desentendida.
— I-isso? — Gaguejou. Ela tinha culpa no olhar, eu quase podia enxergar o sinal de alerta piscando na cabeça dela. Roxo no pescoço, irmão? Qual a probabilidade daquilo não se um chupão? Senti a raiva borbulhar nas minhas veias... Irmão, que festa é essa nesse caralho? Se tivesse sido qualquer um dos 4 que eu tinha confiado pra tomar conta dela, tava ele e o parceiro fodido na minha mão. Não ia deixar nem despedir da família, namoral mesmo. Tá maluco, porra? Esses filho da puta só tinham uma missão... Trinquei a mandíbula e olhei pra ela com ódio.
Marina foi pra frente do espelho pequeno dali e ficou se olhando ainda com a mão no pescoço. Ela não quis olhar o que tinha no pescoço, só ficou se olhando e pensando. Depois virou pra mim.
— Me conta uma história. — Mandei, mas não completei a ameaça que eu queria fazer. Caralho, tudo sobre essa mulher saía do meu controle. ABSOLUTAMENTE TUDO. Antes dela, não tinha um fio fora do lugar na minha vida... Que porra de maldição era essa que eu tinha recebido. O que eu tinha feito pra merecer, caralho? Puta que pariu, vai tomar no cu.
— Eu... faz parte daquela condição... eu marco fácil... — Começou a falar e parou com um 'tsc', levando as duas mãos no rosto.
— E quem foi que marcou você? Os desse turno ou do outro? — Perguntei, com os dentes cerrados uns contra os outros. Eu tava puto. PUTO.
— Quê? — Ela parece chocada e ofendida. — Nenhum deles, tá maluco. São tudo moleque novo, deve ter acabado de fazer 18, às vezes nem isso, porra. Eu tenho cara de quem dou pra moleque assim?
Ergui as sobrancelhas e não falei nada. Tava implícito no ar.
— Seu otário do caralho. — Ela veio me socar, com a raiva deixando as bochechas dela vermelhas. — Seu merda, eles não tem nada a ver. Tu vai fazer o quê? Vai machucar eles porque você é um maluco do caralho? Seu paranóico do caralho.
Segurei ela pelos dois pulsos, empurrando contra a parede que ficava na lateral do quarto e pressionando ela ali, enquanto se debatia com raiva. Aproveitei pra olhar aquela marca direito. E era um chupão, não dava nem pra falar que não era. Só pelo lugar, o formato e a cor dava pra dizer isso. De hoje ela não escapava. Ela me olhava puta, eu olhava mais puto ainda, se eu soltasse ali e ela viesse pra cima de mim de novo, eu ia perder a paciência e nós dois íamos cair na porrada. Eu não ia deixar acontecer.
— Fala pra mim que porra tu fez nas minhas costas, sua puta. — Sussurrei entre dentes pra ela.
— Puta é o caralho, É O CARALHO. — Gritou irritada, fazendo força contra mim. Depois ela parou de tentar, quando viu que não valia a pena disputar força comigo. Com o cabelo no rosto e os olhos brilhantes de raiva, ela me encarou por um tempo antes de retomar a falar no mesmo tom que eu. — Aliás, eu sou puta sim, mas você é o otário aqui. Essa merda aqui no meu pescoço foi você mesmo que fez.
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Coração em Guerra
Romantikaㅤㅤ"Sou a morte, o diabo, o capeta, a careta que te assombra quando fecha o olho. Sou seu colete à prova de balas, seu ouvido à prova de falas... Eu vou tomar nosso mundo de volta." Djonga ㅤㅤㅤHá 5 anos ela foi acusada de trair o homem a quem ela amav...
