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Arrumei umas mudas de roupas e outras coisinhas da Maria e do Pedro pra eles levarem pra casa da minha mãe. Larissa já tinha ligado pra saber do Pedro e eu avisei pra onde ia levar os dois. Eles foram numa boa com o Drei, apesar da minha filha ter ficado chateadíssima comigo por não passar a noite comigo. Bom, eu tirar uma noitezinha só de folga, ninguém ia morrer por isso, né?
Subi pra me arrumar, dessa vez eu tava com uma parte legal do meu guarda-roupas ali, que tinha vindo junto com as roupas da Ísis. Minha autoestima ficava sempre muito lá em cima quando eu tava com as minhas coisinhas. Tomei até outro banho pra ficar muito cheirosa, com minhas águas de cheiro e meus perfumes. Escolhi um vestido preto colado que ia até dois palmos acima do meu joelho. Era curto e era poderoso. Eu amava aquele vestido. O decote em V dele era um abuso, deixava meus peitos belíssimos. Botei uma bota de cano curto com um saltão de couro preto e fechei com a peça que tinha custado meu rim, mas que eu amava como uma filha.
Peça sim, mas não de arma. Era uma joia que eu tinha mandado fazer pra mim: um colar com sua corrente grossona de ouro e o pingente pesado que era a imagem de uma indígena com um cocarzão esculpida perfeitamente em uma peça de ouro, com uns detalhes em brilhante, e umas pinturas no rosto, que eram o entalhes em vermelho.
Sério, aquilo tinha custado o preço de um carro importado, mas eu amava demais. Foi um luxo que eu quis me dar, pra me lembrar, e lembrar as pessoas, de quem eu era. Ele tinha minha identidade, era uma peça única, só eu tinha. Colocar ela me lembrava do meu poder... Não por causa das coisas que tinha conquistado, mas pela força que eu tinha dentro de mim. Ainda que eu perdesse tudo mil vezes, eu ainda ia ter disposição pra levar e ir atrás de novo, sem pisar em ninguém. Eu sabia o caminho das pedras e isso tava tudo na minha cabeça. Ninguém podia me tirar aquilo.
Me maquiei bem bonita, com disposição. Eu tava bonitinha demais, pelo amor de Deus. Só faltava uma pistola pra eu colocar em um coldre na perna. Aí sim, eu ia ficar um nojo. De qualquer maneira, durante a noite ai eu arrumava a arma de alguém, 0 neurose. O ponto de encontro era a casa da Dalila, no caminho eu ia passar pra pegar o Guilherme e íamos todos pra Rua do Valão.
Já era mais de 23h quando eu acabei e eu tava sem celular, ou seja, incomunicável. Era bem capaz de terem me largado pra trás e ido pra festa. Se tivessem feito isso, eu nunca ia achar eles. Eu simplesmente não sabia mais onde era, nem tinha mais acesso, pra falar a verdade, à casa que o pessoal forte da Rocinha fazia de "camarote" do baile. Sendo assim, eu tava mais perdida que cego em tiroteio.
Saí pela casa, pensando onde eu ia pegar um mototaxi ali pra me levar na Lila. Quando eu ia descer as escadas, vi uma luz acesa ali no 2° andar mesmo. Fui devagarzinho, dei umas batidinhas na porta, que tava aberta. Achei que eu tava sozinha na casa, fiquei surpresa ao perceber que não.
Quando pude ver quem tava dentro do quarto, eu fiquei até um pouco chocada, na verdade. Barbás tava sem camisa, só com o cordão dele e uma calça preta, com o celular no ouvido, falando com alguém, enquanto olhava pra uns 4 modelos de relógio tentando decidir qual usava. Até ai já era né? O homem era dono da casa, normal. MAS....... tinha uma figura de cabelo preto, grandão, com um shorts e sutiã sem alças, amarrando uma faixa daquelas meio americanas como blusa no peito. Se eu bem me lembrava, eu já tinha visto ela com o Barbás alguma vez... E bem, aquele quarto cheirava a cachorragem.
Se tu não tivesse tão linda, eu até podia me importar, porque até um tempinho atrás eu tava refletindo sobre os meus sentimentos pelo Will. Mulher bonita não chorava, felizmente. Eu queria saber quem era a menina e, mais que isso, eu queria jogar aquele joguinho. Ia ser, pelo menos, divertido ver qual ia ser quando o negócio fosse o contrário.
Fiquei com uma pontinha de raiva, sim, meu sangue não era de barata... mas era mais fácil me matarem do que me arrancarem uma confissão sobre isso. Então, eu fiz o que eu fazia de melhor, que é me fazer e tirar os outros do sério.
— Oh, oh, desculpa aí atrapalhar, patrão. — Dei um sorrisinho confiante e de deboche puro. — Achei que eu tava sozinha em casa, mas que bom que não. Me empresta teu celular aí que tô precisando falar com meus irmãos, por favor.
Ele me olhou rápido e eu achei que ele fosse me ignorar, já que voltou a olhar pro relógio rapidão........ aí ele me olhou de novo. Dessa vez ele ficou me olhando, só me olhando mesmo, calado, com a cara de otário que ele tinha quando achava uma mulher bonita. Antigamente ele costumava me olhar assim sempre quando eu me arrumava um pouquinho mais, meio desnorteado. Sempre era seguido por um elogio. Dessa vez ele não falou nada, mas ficou muito mais tempo do que era decente me olhando dos pés à cabeça.
— Hein, William, me empresta aí o celular, tô atrasada já. — Apressei ele. Dei uma olhadinha pro lado e a garota olhava de mim pra ele e dele pra mim de novo. — Opa, oi e aí? Tudo bom?
— Oi. — Respondeu, meio chocada, se pá pela minha presença ali.
— Você não me é estranha... seu nome não é Juliana? — Eu sabia que não era, mas falei mesmo assim. Era assim que jogava verde e ainda um shade, de quebra. — Não, não, pera, é Jennifer, né? — Interrompi ela, antes que falasse. — Não, não, é Jussara.
— É Jéssica. — Falou mais alto, por cima de mim. Só na cara dela, já dava pra perceber que eu tinha irritado a gata. Poxa... Dei uma risadinha achando aquilo muito engraçado.
— Muito prazer, Jéssica, acho que ninguém apresentou a gente ainda. Eu sou a Marina, ou Nina, se você preferir. — Estendi minha mão pra ela, intimando ela com o olhar a apertar minha mão. — Mas as pessoas me conhecem por aí como Índia.
_________________AVISO_________________
Amigos, tô com pouco tempo pra escrever, mas os capítulos tão super divertidos de fazer, de verdade. Tô doida pra pegar firme e fazer uma maratona gostosona pra gente curtir juntos. Se pá amanhã, se a noite não tiver nada (se Deus quiser não vai ter), vamos correr uns 15km juntos. Começando umas 18h30~19h até quase 00h. Show? Amanhã eu confirmo se vai rolar mesmo. Arrrrrrrriba.
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Coração em Guerra
Romanceㅤㅤ"Sou a morte, o diabo, o capeta, a careta que te assombra quando fecha o olho. Sou seu colete à prova de balas, seu ouvido à prova de falas... Eu vou tomar nosso mundo de volta." Djonga ㅤㅤㅤHá 5 anos ela foi acusada de trair o homem a quem ela amav...
