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— Cara, você vai ter câncer no pulmão. — Ela falou quando viu o charuto e eu não respondi a sua pergunta de antes. 

— Que porra de câncer o que... — Marina tava com isso no cabeça e começando a me deixar bolado.

— Tá, então me deixa provar ai. — Ela tentou pegar o charuto pela metade da minha mão. 

— Sai fora, porra. — Botei a mão que segurava o charuto pra trás. — Dá câncer. — Debochei dela. 

— Me dá aqui, eu quero provar. — Ela quase subiu por cima de mim pra tomar o negócio de mim. Ameacei queimar a mão dela e ela me olhou com cara de cu. Eu quase ri, irmão. — Abre a boca ai, bora. — Ela agachou próximo das minhas pernas e eu coloquei a ponta do charuto entre os lábios bonitos dela. Nina tragou forte demais e, como eu imaginei que aconteceria, ela começou a tossir tanto que caiu pra trás. Aí sim eu ri da cara dela. 

— Credo, que bagulho ruim da porra. 

— Ruim é você. Sai daqui, vai... volta a dormir. — Falei pra ela numa boa, voltando a olhar pro outro lado pra tentar me distrair com o nascer do sol. 

— Tô sem sono. — E ela não se afastou. Pelo contrário, passou por mim e ficou do meu lado, debruçada no parapeito da varanda e olhando pra mesma coisa que eu. A bunda dela quase de fora tava quase na minha cara e eu tive que lutar pra simplesmente manter o foco. Inferno de mulher.

— Pedro tá vindo. — Disse de uma vez, apagando o charuto no cinzeiro. 

— Que? Quando? — Ela virou inteira pra mim. — É sério? — Seu olhar se iluminou e ela sorriu, parecendo estar muito feliz. 

— Tá no avião vindo pra cá agora mermo. — Disse, olhando pra ela. Um dos poderes da Nina era ser contagiante com os seus sentimentos. A felicidade dela praticamente puxou a minha pra fora da capa de preocupação que tava segurando tudo aquilo pra dentro de mim. Me deixei aproveitar o momento. 

— Ah, mas a gente tem que fazer alguma coisa pra quando ele chegar. — Ela pulou por cima das minhas pernas pra dentro do quarto de novo. Eu levantei atrás dela, querendo saber o que que ela tava tramando. — Café da manhã. Vou fazer café da manhã pra ele, vai lá no sacolão e compra um monte de fruta pra gente montar uma mesa bem bonita. — Mandou e eu ri de novo da cara dela. Puta que pariu, ela não tinha noção mesmo. Quando viu que eu não me mexi, Nina me olhou indignada. — Bora, vai, vai, vai. 

— Tu tá achando que manda em alguém aqui? — Perguntei num bom humor do caralho, o que não era um estado de espirito normal meu nos últimos anos. 

— É pro Pedro, animal. — E deu as costas pra mim, indo pra abrir a porta do quarto. Dei uma passada atrás dela e a peguei pelos cabelos, segurando perto da nuca e trazendo ela de volta pra perto de mim de ré. 

— Como é que é? Repete ai. — Mandei, não conseguindo ficar sério. Sabia que ela não ia me dar moral nenhum daquele jeito. — Perdeu a noção do perigo? — Puxei os cabelos dela pra baixo pra fazer com que ela olhasse pra cima, pra mim. Segurei a mandíbula dela sem força pra não machucar ela. 

Marina riu e olhando pra minha cara, mas não repetiu o "animal". 

— Perdeu não, né? — Provoquei com um sorriso brincando na minha boca. Eu tava feliz. Só feliz. Era muito bom se sentir assim... As vezes eu achava que já tinha esquecido como era se sentir bem. Maria Ísis e o Pedro vieram pra lembrar que isso ainda existia. — Tu tá rindo, porra.

Ela se debateu e conseguiu virar de frente pra mim. Apertei minha mão ao redor dos cabelos da sua nuca pra não deixar ela fugir.

— Você também tá. — Acusou.

Joguei ela pra cama, pressionando a cabeça dela contra a cama, enquanto com um dos braços, eu puxei sua cintura pra cima, fazendo ela ficar de quatro. Dei um tapa na bunda dela que deve ter estalado na casa toda.

— Não tô não. — Me defendi.

— Tá sim, eu vi. — Ela insistiu e eu dei outro tapão.

— Ai, caralho. — Ela tentou me chutar e eu dei mais um pra ela ficar quieta. Tava começando a ficar a marca da minha mão na bunda dela, o que eu achei legal pra caralho. O formato certinho... — E o Pedro, porra? Eu quero fazer um negocio pra ele.

— Eu vou mandar fazer um almoço foda pra ele, relaxa. — Disse, subindo por cima dela pra morder o seu ombro. Sarrei meu pau, já duro dentro da calça, na bunda dela.

— Como se a Madalena não vem hoje? Tu que vai cozinhar?

— Vou, po. — Disse, descendo a boca pela costas dela, lambendo a linha da coluna. Com a mão livre, passeei pelas suas pernas, passei pelas suas coxas, parando bem próximo do seu clitóris. Meu polegar acariciando sua entrada, sem entrar dentro dela. 

Ela gemeu manhosa e eu senti o seu corpo todo relaxar em baixo das minhas mãos. 

— Tu não cozinha... nada. — Ela murmurou em uma língua que só ela conhecia de tão arrastado que falou. E que eu falava também, aparentemente. Apertei meu pau por cima da calça, sentindo ele latejar. 

— Isso ai é o que tu pensa, mulher. — Respondi, abaixando no pé da cama. Ouvi ela suspirar. Passei a língua por ela toda, indo desde a sua entradinha até o clitóris, me demorando exatamente onde eu sabia que ela gostava mais. Com o dedão, eu deslizei pra dentro dela. Aquilo já era um bagulho natural pra mim, principalmente quando era com ela. Eu não sabia o que aquela mulher tinha comigo, ou porque eu não tinha perdido aquele costume de dar prazer pra ela, ou ela de me deixar duro daquele jeito. 

Isso ai ligava uma luz vermelha de alerta na minha mente... só que eu não conseguia parar. A verdade é que eu já tava desistindo de lutar. Dia após dia, eu me ligava cada vez mais que, talvez, minha batalha não fosse contra ela. 

Coração em GuerraHistórias para pegar e não largar. Descubra agora