Abri a primeira porta passando a arma por todos os cantos. Quando eu fui abrir a segunda, o vagabundo que tava na porta da frente a abriu com tudo e me puxou pelos cabelos pra dentro do quarto onde ele tava. Gritei de surpresa, já cotovelando ele e chutando pra trás de todos os jeitos que eu conseguia, me virei de frente pra socar o meu agressor de qualquer jeito que eu conhecia. Dei uma joelhada no saco dele, que me jogou no chão. Tateei o solo procurando minha arma, sem sucesso. Ela não tava mais comigo, também não tava em mais lugar algum que pudesse ser vista... Fui reto no meu tênis, procurando pelo meu canivete. Na minha mente, veio a Dalila. Inferno de garota! Arrrrrrrrrr!
Aí eu vi minha arma, perto dos pés dele. Sabendo que era minha última opção, eu quase me joguei contra ela, mas, infelizmente, o merdinha já tinha se recuperado. Ele chutou minha arma pra longe e, de quebra, me devolveu a joelhada bem na minha mandíbula. Saí no chão de novo, sentindo o sangue descer pelo meu nariz na hora. Passei o polegar, vendo o vermelho manchar minha mão toda. Bom, meus companheiros, era isso. Meu fim.
Quando eu ergui meus olhos de volta pro alemão de bosta e ele apontou a própria arma pra mim. Suspirei, já vendo a luz no fim do túnel se aproximando. Aí, eu vi a desgramada. Ela, com seus cabelos cheios de volume, se aproximou por trás dele, gritando pra chamar a atenção dele, com a arma apontada bem pras suas costas. Suspirei aliviada por um segundo, quando percebi o cara vacilando. Ele paralizou e olhou pra ela, sussurando algo como um 'calma, vamo conversar'. Depois, eu não entendi. Ela devia ter atirado nele... mas não atirou. Simplesmente não atirou e eu não soube o motivo.
— Dalila! — Quando eu notei que a intenção dele era se virar contra ela, eu gritei. — Atira.
...mas ela não atirou e eu me senti infartando. O cara meteu a mão na arma que tava com ela e eu pulei no lugar, me botando de pé num segundo. A pistola que tava com ela voou longe, pro andar debaixo, e ele deu um soco nela, agarrando em seu pescoço. Nem tive tempo pra me recuperar direito, eu só pulei nele, puxando o braço que tava com a arma dele pra trás. Dei um tranco numa posição anti-natural pra fazer ele sentir dor o suficiente pra largar a arma. Quando essa caiu no chão, eu chutei ela pra longe. Ele continuou nela, apertando seu pescoço com força... ou já ouvia os engasgos vindo da garganta dela. Tentei enfiar minhas unhas direto no seu olho por trás, mas não deu muito certo. No desespero, enganchei minhas duas mãos por baixo do seu queixo e me joguei pra trás, esperando tirar ele de cima dela com o peso do meu corpo. Isso sim deu certo. Nós dois caímos no chão, ele sobre mim, dando uma arreçada foda no meu joelho no processo.
Ele quis virar pra mim, mas muito rapidamente, como eu já tava na posição, passei meu braço pelo pescoço dele, enquanto a outra foi pra forçar sua cabeça, aplicando um mata leão. Apertei com força a técnica e ele começou a mexer as mãos violentamente, começando a me acertando alguns tapas sem muito rumo. Eu não podia soltar, mas ele tava machucando real e, como começou a se debater, ficou mais difícil manter o aperto pra fazer ele apagar.
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Coração em Guerra
Romanceㅤㅤ"Sou a morte, o diabo, o capeta, a careta que te assombra quando fecha o olho. Sou seu colete à prova de balas, seu ouvido à prova de falas... Eu vou tomar nosso mundo de volta." Djonga ㅤㅤㅤHá 5 anos ela foi acusada de trair o homem a quem ela amav...
